Esse é mais um daqueles textos com palavras difíceis de pronunciar. Sabe aquelas que só de olhar a gente desiste de fazer o que quer que fosse? Mas calma! Você não precisa desistir de ler por esse motivo, afinal, meu trabalho é justamente facilitar as coisas para você. E é por isso que eu vim falar sobre algo difícil, porém de uma forma easy, easy. O assunto hoje é sobre o “Hormônio da felicidade”, ou melhor, os hormônios da felicidade. 

Você já ouviu falar nesse termo antes? Ele normalmente é usado para retratar a fórmula para ser feliz. 

Ao longo dos séculos, pesquisadores se dedicaram a estudar a felicidade como um processo biológico, para descobrir o que desencadeava nossos sentimentos no ponto de vista físico. 

Nesse contexto, descobriram que nós temos substâncias químicas no nosso corpo que são conhecidas como “quarteto da felicidade”. 

A pesquisadora Loretta Breuning, autora do livro “Habits of a happy brain, explica que “quando o seu cérebro emite uma dessas químicas, você se sente bem”. 

Esse quarteto da felicidade é dividido em: Dopamina, Oxitocina, Serotonina e Endorfina. Cada substância da felicidade tem um trabalho diferente no nosso cérebro. Quando liberadas, elas podem nos trazer aquela sensação gostosa de felicidade. 

Esses hormônios estão sempre ativos no nosso organismo. Se eles não estão em equilíbrio, nosso corpo pode reagir negativamente através da insônia, estresse, ganho de peso e mau humor. Também podem te desmotivar e fazer com que você não sinta vontade de cumprir suas tarefas e compromissos. E, em casos mais graves de baixa desses neurotransmissores, as pessoas podem até desenvolver depressão. 

É por isso mesmo que eu trouxe uma série de coisas que você pode fazer para ativar cada um desses neurotransmissores. Elevar seu bem-estar pessoal e permitir que a “química da felicidade” nos ajude a desenvolver o hábito de estarmos felizes. 

Criança feliz

 O assunto hoje é sobre o “Hormônio da felicidade”, ou melhor, os hormônios da felicidade. 

Você já ouviu falar nesse termo antes? Ele normalmente é usado para retratar a fórmula para ser feliz. 

Ao longo dos séculos, pesquisadores se dedicaram a estudar a felicidade como um processo biológico, para descobrir o que desencadeava nossos sentimentos no ponto de vista físico. 

Nesse contexto, descobriram que nós temos substâncias químicas no nosso corpo que são conhecidas como “quarteto da felicidade”. 

A pesquisadora Loretta Breuning, autora do livro “Habits of a happy brain, explica que “quando o seu cérebro emite uma dessas químicas, você se sente bem”. 

COMO ATIVAR A ENDORFINA 

A endorfina é uma substância natural (neuro-hormonais) produzida pelo cérebro (glândula hipófise). Sua denominação se origina das palavras endo (interno) e morfina (analgésico). Ela é o primeiro elemento da química da felicidade, e é considerada a morfina do nosso corpo, pois age como se fosse um anestésico natural. 

Segundo Breuning, a endorfina é uma “breve euforia que tem a capacidade de mascarar a dor física”. É por isso que consumir alimentos apimentados é uma das maneiras de liberar esse opiáceo natural (morfina natural), pois ele pode induzir uma sensação de felicidade e nos dar mais resistência a dores. 

Mas essa não é a única forma de obtermos uma “injeção” de endorfina. O processo de produção e liberação dela pela glândula hipófise acontece durante e depois de uma atividade física.    

Há pessoas (assim como eu) que não curtem muito fazer exercícios, mas gostam daquela sensação de bem-estar que sentem após fazê-los. Sendo assim, a liberação de endorfina faz com que nos sintamos bem.  

Mas a ativação delas depende muito do tipo de atividade que você está praticando. Como se trata de um mecanismo provocado pela adaptação do corpo ao exercício, ela vai sendo liberada gradualmente desde o início da atividade.  

Algumas pesquisas afirmam que os efeitos da endorfina podem ser sentidos até uma ou duas horas após a sua liberação. Outros estudos observaram aumento das dosagens desse hormônio da felicidade até 72 horas após o exercício. 

Alguns exercícios que são ótimos para liberar grandes quantidades de endorfinas são: 

  • Corrida: Você pode fazer em casa, na rua, no parque. Onde você quiser. É só escolher um bom par de tênis. 
  • Treino funcional 
  • Aulões em grupo 

E você pode encontrar aulas e exercícios deste tipo na nossa plataforma do Desinchá Academy, YAY! 

Trouxe para vocês uma lista de coisas diferentes que podemos fazer para liberarmos uma parte da nossa querida “química da felicidade”, vulgo: a endorfina. 

1- Comer chocolate 

Siiiim! Comer chocolate estimula a liberação de neurotransmissores relacionados com o bem-estar. Isso parece até música para nossos ouvidos, né?! Dito isso, deixemos claro que comer chocolate faz com que nos sintamos felizes e satisfeitos. 

Só não vá atacar uma barra inteira de chocolates antes de terminar de ler esse texto, hein?! 

Para você usufruir dos benefícios que nosso queridinho pode oferecer, você deve consumir um quadradinho por dia, e o ideal é que seja chocolate amargo com 70% de cacau no mínimo, pois tem menos gordura e açúcar na composição, reduzindo assim o impacto negativo. 

2- Rir com as pessoas 

Pois é, estar com os amigos e pessoas que você gosta pode garantir momentos de alegria e devemos tentar praticar isso com frequência. 

Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade de Loma Linda, na Califórnia (EUA), a endorfina liberada pelo riso pode melhorar a circulação e a eficácia das defesas do nosso organismo, evitando doenças cardíacas, por exemplo. 

Nós falamos mais sobre os benefícios de sorrir no texto O que eu aprendi ao sorrir para estranhos no ônibus, e lá você pode ver quais vantagens (além de liberar endorfinas) o sorriso pode lhe trazer. 

3- Contato íntimo 

Isso mesmo, senhoras e senhores: o prazer sexual também libera endorfinas que estimulam a felicidade e, por isso, é importante manter um relacionamento amoroso em que o contato sexual seja regular e satisfatório. 

Para se aproveitar ao máximo do contato íntimo, o ideal é que você se sinta à vontade com a pessoa que tem relações, e que todo o envolvimento afetivo contribua para a satisfação do casal, ajudando a promover a felicidade e a fortalecer o relacionamento de ambos. 

Você pode aproveitar e ler também nosso texto sobre O que acontece com o corpo depois do sexo. 

4- Seja grato 

Ter gratidão por pequenas coisas e pessoas ajuda a ativar a liberação das nossas endorfinas. 

Ser grato pelo seu trabalho, sua família, seus amigos, por ter um cachorro, uma casa, ser grato pelas coisas que você já conquistou. 

Crie o hábito de agradecer por pequenas coisas na sua vida. Que tal você listar 50 motivos para ser grato, e todos os dias agradecer por um item diferente? 

5- Cante e dance 

Cantar, dançar e assistir a filmes tristes liberam a endorfina para nosso sistema nervoso central. Ou seja, nos deixa com aquela sensação gostosa de bem-estar e felicidade também. 

Aproveite para testar suas habilidades vocais no chuveiro, ninguém é triste quando canta no banho. 

Você sabe como ativar o hormônio da felicidade?

COMO ATIVAR A SEROTONINA  

A serotonina é o nosso segundo hormônio da felicidade. Ela é conhecida por nos proporcionar prazer e conduzir impulsos nervosos de um neurônio a outro. 

Ela é produzida por meio de aminoácidos, como o triptofano, que podem ser encontrados em alguns alimentos como nozes, queijo e carne vermelha, e se localiza principalmente no sistema digestivo. 

A serotonina atinge desde nossas emoções até nossas habilidades motoras. Esse hormônio da felicidade pode regular o humor, sono, apetite, ritmo cardíaco, temperatura corporal, sensibilidade e funções intelectuais e, por isso, quando este hormônio se encontra numa baixa concentração, pode causar mau humor, dificuldade para dormir, ansiedade ou mesmo depressão. 

Já que uma das formas de aumentar a concentração de serotonina na corrente sanguínea é consumindo alimentos ricos em triptofano, te trouxe uma série de alimentos que registraram maior aumento do nível desse hormônio no organismo: 

  • Aveia: Você pode tomar com um iogurte pela manhã.
  • Chocolate com 70% de cacau ou mais: Mas só um pedacinho, hein?! 
  • Abacate: Nada melhor do que uma vitamina de abacate. 
  • Oleaginosas: nozes, castanhas, avelã, macadâmia, pistache… 
  • Ovo: Que tal optar pelo ovo cozido? 
  • Mel: Você pode usar como adoçante. 
  • Laticínios: Queijo branco é uma delícia! 
  • Peixes: Um peixinho grelhado é uma ótima proteína. 
  • Grão de bico: Já experimentou o bolinho de grão de bico? 
  • Brócolis: Brócolis com alho frito é uma combinação dos deuses! 
  • Couve-flor: Já provou arroz de couve-flor? 

Esse “hormônio da felicidade” é capaz de reduzir os maus hábitos que temos, e ajuda na nossa capacidade de decisão. 

 

COMO ATIVAR A OXITOCINA 

Nosso próximo hormônio da felicidade é a oxitocina. Ele é um hormônio produzido pelo hipotálamo, mais conhecido como hormônio do amor, pois costuma ser liberado quando estamos perto de pessoas que amamos. 

Segundo a endocrinologista Tatiana Cunha, “Quando isso acontece, os níveis de cortisol (hormônio do estresse) diminuem no organismo”. 

Segundo estudo publicado em 2011 pelo ginecologista e obstetra indiano Navneet Magon, “a ligação social é essencial para a sobrevivência da espécie (humanos e alguns animais), uma vez que favorece a reprodução, proteção contra predadores e mudanças ambientais, além de promover o desenvolvimento do cérebro.” 

Por isso, o obstetra considera que a oxitocina tem uma “posição de liderança” nesse “quarteto da felicidade”: “É um composto cerebral importante na construção da confiança, que é necessária para desenvolver maior resistência emocional nos relacionamentos.” 

Por isso, aqui vão algumas dicas de como aumentar os níveis desse hormônio da felicidade: 

1- Contato Físico 

A oxitocina é feita de um sistema de recompensas que é ativado e desativado quando estamos em relacionamentos amorosos. É por isso que as relações sexuais aumentam os níveis de oxitocina. Porém, nos homens, a maior resposta emocional é liberada quando têm um orgasmo com alguém com quem possuem um vínculo emocional. 

2- Meditação 

A meditação tem a capacidade de relaxar nosso corpo e mente. Na cultura ocidental, a palavra meditação vem do latim meditatĭo, que originalmente significava um tipo de exercício intelectual.  

Neste sentido, a meditação é um instrumento valioso para o relaxamento, tanto do corpo quanto da mente. Portanto, não estando em uma situação de luta ou fuga, a oxitocina é liberada. 

3- Chorar 

O acúmulo de energia que provoca o aprisionamento de nossos sofrimentos faz com que o estresse se instaure em nossas vidas e que os problemas físicos comecem a aparecer. 

O choro é justamente a liberação desta energia. Lembre-se de como você se sentiu depois daquelas vezes em que não conseguia parar de chorar, tão relaxado como se tivesse feito uma hora de meditação. 

Abraçar também é uma forma simples de se conseguir um aumento da oxitocina. Dar ou receber um presente é um outro exemplo. 

Breuning, da Universidade da Califórnia, também aconselha construir relações de confiança, dando “pequenos passos” e “negociando expectativas” para que ambas as partes possam concretizar o vínculo emocional. 

 

COMO ATIVAR A DOPAMINA 

A dopamina é o hormônio do prazer responsável por ativar sensações positivas como motivação, luxúria, prazer, vício, euforia e concentração.  

John Salamone, professor de Psicologia na Universidade de Connecticut (EUA), fala sobre efeitos da dopamina no cérebro publicado em 2012 na revista Neuron: 

“Baixos níveis de dopamina fazem que pessoas e outros animais sejam menos propensos a trabalhar para um propósito”. 

Por isso, aqui vão alguns exemplos do que você pode fazer para ativar a sua dopamina: 

1- Faça exercícios 

O exercício aumenta os neurotransmissores múltiplos – a serotonina e as endorfinas recebem impulsos juntamente com a dopamina. 

O exercício não precisa ser árduo. Basta dar um passeio ou subir alguns degraus que você conseguirá uma boa sacudida na dopamina. 

2– Crie algo 

Assuma um hobby ou atividade em que você realmente crie algo tangível. 

Tente algo como artes, artesanato, desenho, fotografia, ou qualquer outra coisa que soe interessante para você. Isso fará com que esse seu “hormônio da felicidade” seja liberado. 

3- Aumente a tirosina 

A tirosina é considerada o elemento constitutivo da dopamina. Portanto, é importante que você obtenha o suficiente dessa proteína. Aqui vai uma lista de alimentos que vão te ajudar a aumentar a tirosina: 

  • Amêndoas 
  • Abacates 
  • Bananas 
  • Chocolate 
  • Café 
  • Ovos 
  • Chá verde 
  • Leite 
  • Melancia 
  • Iogurte 

4- Comemore conquistas diárias 

Nosso cérebro está em busca de prazer, ao mesmo tempo em que tenta fugir do desprazer. Quando você o ensina que algo é bom, através de seu comportamento, ele libera descargas do neurotransmissor dopamina. 
Quando esse neurotransmissor fica mais tempo agindo no cérebro, você fica mais entusiasmado, empolgado, motivado e focado! 

A melhor maneira de elevar a dopamina, portanto, é definir metas de curto prazo ou dividir objetivos de longo prazo em metas mais rápidas. E celebrar quando atingirmos ela. 

Então meu caro leitor, depois desse texto você deve entender a importância de termos os “hormônios da felicidade” ativos na nossa vida, afinal, eles são capazes de nos influenciar de diversas formas.  

Qual desses hormônios você precisa dar uma atenção maior? 

Assinatura Desinchá 

 

Bibliografia: 

https://www.bbc.com/portuguese/geral-39299792 

http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/leo-tubarao/post/o-que-e-endorfina-e-como-ela-funciona-no-seu-corpo.html 

https://www.tuasaude.com/endorfina/ 

https://www.boavontade.com/pt/saude/endorfina-liberada-durante-o-riso-melhora-eficacia-das-defesas-do-organismo 

https://www.ativosaude.com/saude/serotonina/ 

https://amenteemaravilhosa.com.br/7-formas-aumentar-oxitocina-corpo/ 

http://yogui.co/10-maneiras-de-aumentar-dopamina-em-seu-cerebro/ 

Fomos ver de perto se a gravidez é um mar de rosas e descobrimos que não é não. Nós conversamos com 6 mulheres que tiveram seus bebês recentemente para saber os detalhes sobre os processos que envolvem o nascimento de uma pessoa. 

(Lembrando que: Desinchá não é recomendado para gestantes nem mulheres em fase de amamentação.)  

A verdade é que apesar da gravidez ser um fenômeno fascinante, as mulheres grávidas têm que engolir muito sapo, ignorar as inseguranças e estar o tempo todo buscando forças para se manter psicológica e fisicamente plenas em nome do bebê. 

Aline, Paula, Carol, Helen, Nicole e Isabela contaram suas experiências e as histórias estão aqui para inspirar a rede de apoio de cada mulher grávida por aí. Se você é uma delas, pode mandar o link deste texto como indireta para quem quiser. Ele foi feito para isso.   

Relatos nada românticos sobre a gravidez

“Não tem nada aqui”

Foi o que o médico disse rispidamente ao fazer o ultrassom na Aline depois do exame de farmácia ter dado positivo. Quando ele achou o bebê, ainda lançou “Você tem mioma, o risco de aborto é grande”.  É tudo que uma mulher que acabou de descobrir que vai ser mãe NÃO precisa ouvir. 

Pra completar, no primeiro trimestre a mulher não sente o bebê. “Eu ainda não tinha barriga, não sentia nada além de dor nas mamas e um sono incontrolável. Achei que ia ficar fazendo carinho na barriga que nem as mulheres do Instagram, mas isso demorou muito pra acontecer”, conta Aline. 

E não adianta forçar. A mulher não vira mãe assim do nada.  

A mãe vai sendo desenvolvida devagarzinho junto com o nenê. 

 

É muito mais pressão do que glamour 

Além de estar gerando uma vida e tendo seus órgãos mudando de lugar para o bebê ter espaço, as mulheres ainda têm que lidar com pessoas que passam a mão na barriga sem pedir, comentaristas profissionais e falta de educação de amigos e família. Segue lista das frases mais bizarras: 

  • Não sai não? 
  • Tem certeza que não são gêmeos?  
  • Olha o tamanho da barriga 
  • Nossa, não vai conseguir voltar ao seu peso.  
  • Nossa, tá muito grande! 
  • Mas esse bebê tá gigante! 
  • Tem certeza que não tem nenhum problema? 
  • Agora já era, não vai mais viver. 

 

A gravidez é solitária 

É comum que muitas pessoas se antecipem e tomem decisões pelas mulheres grávidas, como se elas não fossem capazes disso. “Ninguém fala que é complicado, que é difícil. Muitos amigos que viviam comigo antes, sumiram depois que eu engravidei”, conta a Carol.  

Paula diz que os hormônios mexeram tanto com ela que ela se sentiu fracassada. Não com a gravidez, mas com ela mesma, com o trabalho. Já a Nicole, além de se sentir muito cansada, diz que engordou 15kg acima do recomendado e se sentia muito mal por isso, por não conseguir se controlar.  

 

Dormir Vs. Xixi 

Palpiteiros sempre lembram as mulheres que elas precisam dormir agora porque depois que o bebê nascer vai ser impossível. “As pessoas falavam DORME AGORA, como se eu pudesse pegar meu sono acumulado e parcelar a hora que desse”, conta Aline.  

Conseguiu tempo para dormir? O desafio ainda não acabou. A bexiga é pressionada pelo útero durante a gravidez. Isso quer dizer xixi de 5 em 5 minutos. 

Fez xixi? Dormiu? Hora de encontrar uma boa posição para deixar a barriga. Isabela diz que tinha falta de ar quando ia para a cama “Não tinha posição para a barriga! Era muito desconforto”. 

 

Bom senso não é senso comum 

A Aline ouviu um “Tá grávida porque tem saúde, pode ficar de pé” no ônibus, em São Paulo. “Eu chegava muitas vezes no transporte com a barriga de 8 meses e os assentos preferenciais estavam ocupados por gente ouvindo música, dormindo. Eu com a barriga gigantesca, não posso cair, mas eu já levantei para um senhor de idade sentar”. 

“Sai, eu não aguento mais” 

No fim do último trimestre da gravidez, os hormônios estão malucos e tudo que a mulher quer é que o bebê nasça. “Enquanto estava todo mundo falando do tamanho do barrigão, eu estava sofrendo demais com pés inchados, dor nas costas, azia, falta de sono, preocupada com minha hipertensão e hormônios enlouquecidos”, conta Aline. 

Não se pode exigir que uma pessoa passando por tudo isso ainda esteja linda, feliz e radiante.  

 

“Eu sumi e passei a ser só mãe” 

Aline teve muito apoio dos familiares, mas a pior parte para ela foi ouvir “agora você vai ver, tudo vai mudar, você não vai viver mais, agora não existe mais Aline, só existe Aline mãe”. A ideia é da mulher se anular para assumir a carapuça mãe e não é bem assim. “Eu tento de verdade ser Aline esposa, Aline mãe, Aline profissional e Aline estudante”. Que missão! 

 

E o próximo, hein? 

Este é um assunto particular do casal ou só da mãe. “As pessoas julgam muito! Eu falava para todo o mundo que não queria estar grávida, que eu não gosto de estar grávida e elas ficavam horrorizadas”, conta Helen. 

Aprendizados e Boas Maneiras 

Depois de tudo isso, só nos resta mandar bem. Aqui vão algumas dicas para a rede de apoio ao redor da gravidez ser construtiva, positiva e confortável para as novas mamães: 

  • O corpo da mulher continua não sendo patrimônio público na gravidez. 
  • Ouvir um “Como você se sente?” é sempre muito bem-vindo 
  • A ajuda física é bem-vinda até para amarrar os sapatos 
  • Banco preferencial ainda é preferencial 
  • Quando o desafio físico se une ao desafio mental, as conexões com pessoas queridas podem ser um alívio. Seja presente. 
  • Não deixe de chamar uma amiga para sair porque ela está grávida. Chame. Deixe que ela decida. Não decida por ela.  
  • A fila preferencial de lojas e restaurantes não são uma frescura. Elas podem proporcionar mais conforto para quem realmente precisa.  

 

E você? Tem história sobre gravidez para contar pra gente? 

Deixe seu comentário! 

Assinatura Desinchá

Durante toda a minha infância eu me sentia mega confortável com o meu corpo – ainda que fosse zoado por ser a criança mais gorda da turma (felizmente hoje chamamos isso de bullying).  
 
E sim, GORDA: esse adjetivo tão negativado pelo mundo vai ser muito usado nesse texto (porque ser gordo é normal, afinal.) Enfim… Nunca liguei para os bullies, porque não via meu peso nem minha aparência como algo ruim. Acho que eu era uma criança sensata. Ufa! Ou talvez só fosse inocente demais.  

Como nem tudo na vida é sensatez, eu cresci e cheguei ao Fundamental 2 (pelo menos era como chamavam) e ao Ensino Médio. E como a gente está cansado de ver nessas comédias românticas e filmes teens, esse período pode ser cruel. E foi… #sad  

Me deixei abater com os comentários maldosos dos meus colegas. Comecei a sentir vergonha de mim mesmo e a me sentir obrigado a perder peso. 
 
Talvez você chame isso de loucura, paranoia, maluquice, insanidade, desequilíbrio. Mas o nome disso, na real, é PRESSÃO ESTÉTICA.  

Bom, cresci mais um pouco e comecei a ler mais sobre um assunto. Um dia fiz questão de comparecer a um debate universitário que me fez desassociar algumas coisas importantes que eu já conhecia, achava que entendia, mas não era bem assim. Passei a enxergá-las com outros olhos.  

Eu costumava ver pressão estética e gordofobia como sendo a mesma coisa, e me incluía nisso sem considerar agravantes importantes, como a questão do gênero (porque as mulheres sofrem com isso tudo de uma forma muito mais devastadora que nós homens, mas o patriarcado é assunto para outro texto!)  
 

Pressão estética é algo que todos os corpos, principalmente os corpos femininos, estão expostos constantemente. A sociedade, por algum motivo bizarro, criou um estereótipo do corpo perfeito – que é inalcançável, mas ainda assim somos pressionados a buscá-lo e acabamos nos deixando influenciar por essa noção do corpo perfeito, nos preocupando excessivamente com o nosso exterior. 

A gordofobia trata mais da pressão que vem quando ter um corpo “fora dos padrões” resulta em perda de direitos. Por isso, você pode questionar, “mas eu sou muuuito magro(a), sofro tanto quanto”. Calma galera. Você pode sofrer, sim, com a pressão estética, porque a maior parte do mundo está debaixo desse guarda-chuva, mas não a ponto de perder direitos básicos, como uma pessoa que sofre gordofobia.  
 
Eu suuuper achava que tinha sofrido gordofobia, e que o mundo ia continuar me oprimindo enquanto eu persistisse com o meu corpo (mais ou menos de 1,75M e 100kg). Coitado. No fim, eu nunca estive nem perto de sofrer com a gordofobia real oficial.  
 
Eu nunca deixei de ir ao cinema por ele não possuir cadeiras confortáveis a mim. Nunca deixei de ir à escola pelo mesmo motivo.  Nunca confundi meu medo de voar (de avião) com a angústia de não caber nas poltronas. Nunca tive pessoas me olhando feio no transporte público.  Nunca me senti constrangido por não conseguir passar na catraca do busão.   
 
Isso sim é GORDOFOBIA. Quando alguém perde DIREITOS básicos pelo seu peso. E nós precisamos falar sobre isso (acho que tenho usado essa expressão com uma certa frequência aqui no blog. Ufa!) 

Quando eu descobri a gordofobia

Gordo não é doente 

Esse é o maior dos pré-conceitos sobre os corpos gordos. A maioria das pessoas, ao ver uma pessoa gorda, já associa que ela, por algum motivo, não seja saudável, se entupa de fritura e seja sedentária. Mas quem disse que isso é verdade?  

Você pode me dizer “a OMS” (Organização Mundial de Saúde, para quem não sabe). E realmente, ela classifica a obesidade como uma doença através de uma conta de divisão do peso pela altura ao quadrado. Se o resultado dessa conta for acima de 30, a pessoa é considerada obesa, doente. 

O problema é que muitos outros fatores básicos deveriam ser incluídos nessa conta para que uma pessoa seja considerada doente.  
 
Hormônios, boa alimentação, taxas de colesterol e triglicerídeos, atividade física e bem-estar psicológico não seriam relevantes na hora de dar esse diagnóstico?  

E por que não são considerados? Porque vivemos em uma sociedade que cultua o corpo magro e rejeita o corpo gordo – uma sociedade gordofóbica.  

Uma sociedade em que os próprios profissionais da saúde ajudam a propagar um ideal de corpo inalcançável sob o guarda-chuva da falta de saúde.   

Por conta desses estereótipos, vemos inúmeras dietas terríveis para a saúde, mortes e sequelas em mesas de cirurgia plástica, quadros de depressão, ansiedade, compulsão e transtornos de imagem ou/e distúrbios alimentares.   

 

Magreza não é saúde 

Ainda sobre a OMS: para eles, uma pessoa saudável só precisa ter o IMC entre 18,5 e 24,9. Isso também não leva em consideração, assim como comentamos acima, uma alimentação correta, prática de exercícios físicos e outros fatores importantes.  

A mídia, com um empurrãozinho da indústria da moda, ainda ajudou a massificar a noção de que magreza está diretamente associada à saúde e bem-estar, o que, da mesma forma que um corpo gordo NÃO é sinal de doença, um corpo magro não necessariamente é sinal de saúde.  

Essa falsa noção também pode gerar inúmeros problemas de saúde, como desnutrição e quadros mais graves de bulimia, anorexia, uso d e laxantes e remédios tarja preta… Falamos mais sobre isso neste post.

 

Gordo não é piada 

Acho um absurdo ter que colocar isso em negrito em um texto em pleno século XXI, mas é importante destacar que os corpos gordos são normais e que ninguém tem nada com isso.  

Acho o humor muito válido e uma importante ferramenta de entretenimento, às vezes até mais que isso. Contudo, quando ele é usado pra diminuir o outro, temos um probleminha.  

É evidente que um humor livre de opressão é muito melhor e ao mesmo tempo muito mais difícil de ser criado, e que nem todo mundo tem essa expertise. Dito isso, é importante que nos questionemos: tenho tirado boas gargalhadas das pessoas a troco do constrangimento de outras? 

 

Hoje, recém-chegado à maioridade, tenho um total de zero problemas com o meu peso e com as minhas gordurinhas. Sou vegetariano, minha alimentação é baseada em mato, e faço exames de rotina (cujos resultados vão muito bem, obrigado!) 

O nosso processo de aceitação não é uma tarefa simples, nem fácil e muito menos rápida. Eu tenho sorte de ter abraçado o que eu vejo no espelho tão cedo, mas é claro que tive alguns facilitadores.  
 
Caso você ainda se sinta constrangido com o seu corpo, não permita que esse texto te pressione. Todos temos o nosso tempo, somos diferentes, múltiplos e isso é lindo! Se você quiser mudar algo no seu corpo, também, fique à vontade. Pluralidade é TÃO chave.  
 
Ainda acredito que a gente vai construir uma sociedade inclusiva que não rejeite nenhum corpo. Estamos aqui para ocupar espaços. 

Assinatura Desinchá

Numa madrugada fria, sem companhia e, pior, sem conseguir dormir, a gente começa a fazer umas coisas estranhas aleatoriamente, com a internet como cúmplice. E lá estava eu, no auge da minha transcendência filosófica, buscando respostas para questionamentos simples da vida, como: o que são as estrias? De onde elas vêm? Como se reproduzem? Então resolvi por uma busca no Google, digitei “estrias” e dei um enter.  

A primeira coisa que me apareceu foi “Tratamento inovador, a revolução das estrias”. Rolando meu feed, até achei respostas para os meus questionamentos, mas o que eu passei de textos e vídeos sobre como arrancá-las do corpo de diversas formas não era muito normal, então resolvi dar dicas REAIS de como acabar com as estrias

6 dicas de como acabar com as estrias

1 – Olhe para o passado  

Cheguei à conclusão de que as estrias são simples lesões causadas por um estiramento da pele, nada com o que se preocupar. Mais que isso, por que não as celebrar?  

Toda estria conta uma história. As vezes boa, como de uma mãe apaixonada, que passou meses com uma pessoinha crescendo dentro de si e graças a essa maravilha da natureza, viu a pele da região abdominal, digamos, esticar. As estrias são muito comuns nesse sentido e tudo bem, que elas sejam memória de nove lindos meses, não? 

Contudo, elas podem também ser memória de um corpo cansado de lutar consigo mesmo e com seu formato. Um corpo que passou por inúmeras dietas malucas e extravasou o seu sentimento de “eu não aguento mais”, em estrias.  

 

2 – Contemple o sagrado  

Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós (…). 
Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo.  

– I Coríntios 6, 19-20 

 

Como diria a bíblia, o nosso corpo é muito sábio. Você já parou para pensar que somos como uma grande máquina, com pequenos circuitos internos (que tem circuitos menores ainda), trabalhando para garantir o funcionamento de tudo, e que tudo isso trabalha 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano? Não tem por que a gente não se amar, se contemplar. Você e o seu corpo são muito mais que estrias!  

 

3 – Olhe para dentro 

A neurolinguística nos diz que existem pessoas mais visuais (influenciadas mais pela imagem), mais auditivas (levadas mais pelos sons) e mais cinestésicas (que preferem sentir os cheiros e apalpar as coisas). Esse seria talvez um motivo pelo qual nos deixamos influenciar tanto pelo que vemos em revistas, jornais e na TV. 

Talvez a maioria das pessoas seja visual e a mídia se aproveite disso, nos bombardeando com imagens de um corpo que quase ninguém tem e, graças a isso, tendamos a olhar muito mais para fora que para dentro.  

Por isso, é importante que façamos o exercício constante de ver a beleza que há em nosso interior, e ter a consciência de que isso é muito mais importante que as estrias que temos por aí. E já aproveitando, faça o exercício de se perguntar “como vai o meu psicológico?” porque isso também é muito mais importante. O que entendemos por beleza é algo extremamente relativo e passageiro.  

 

4 – O Diferente é bom 

Tendemos a rejeitar o que há de diferente no mundo, principalmente nas pessoas, mas nos esquecemos que estamos todos aqui e que vamos ter que conviver de uma forma ou de outra (“atura ou surta” define bem). Mas pensa comigo: imagina que chato seria se o mundo fosse feito só de gente igual? Deus nos livre!  

O diferente é lindo, é bom. Até para a ciência, quanto mais diversos sermos, melhor. E você se preocupando… Amor, você é maravilosx do jeitinho que você é, e o fato de não existir ninguém como você (principalmente por dentro), te faz mais especial ainda. E nada mais único que nas nossas estrias, não?

 

5 – Quem falou que estrias são feias?  

Rejeitamos as estrias porque algum dia alguém nos falou que era feio, mas, como falamos, somos diferentes em tudo, então por que precisamos seguir um mesmo padrão de beleza? Quem falou que o que é bonito para mim também TEM que ser bonito para você? Talvez precisemos criar o NOSSO padrão de beleza. Quando fazemos isso, a opinião alheia já não importa, somos mais felizes e livres. E a estria? Nunca nem vi! 

Para mim, em nada importa se eu tenho algumas (ou muitas) marcas no meu corpo. Se minha saúde física e mental vai bem, se eu estou numa boa com a minha consciência, e se tenho quem amar, tudo certo, pois isso sim é bonito.  

E para você, o que é bonito?  

Aproveite e já dê uma parada todos os dias na frente do espelho e fale para você mesmx: EU SOU MUITO GOSTOSX, tenho certeza que vai ajudar.   

 

6 – Se for preciso, se afaste  

Um dos maiores culpados pelos sentimentos ruins a respeito da própria imagem são elas: as redes sociais. Por lá, as pessoas acharam um jeito de propagar, ainda mais, o ideal de corpo criado ao longo dos anos pela mídia e, pior, nos deixamos influenciar pelo que vemos. E nem nos questionamos se o que vemos é realmente verdade, porque nem sempre é.  

Pensando nisso, se você se sentir confortável, elimine essas páginas e perfis da sua vida. Dê esse passo em direção a sua aceitação. Parece algo super inútil, mas, ainda que inconscientemente, o que vemos por lá pode sim nos deixar mais para baixo. E não queremos isso, não é mesmo?  

Ps.: Se tiver alguém na sua vida com a função de te deixar insegurx e te colocar para baixo com relação ao seu corpo e suas estrias, já cogite eliminar essa criatura da sua vida também.  

Lembra que comentei que as estrias podem ser o reflexo de um corpo cansado de lutar contra seu peso e forma? Agora está na hora de mudar essa percepção. Chegou a hora dessas estrias representarem o orgulho de um corpo que saiu da paranoia do emagrecimento; esse é o momento delas simbolizarem a sua (a nossa) luta contra esses padrões que nos foram impostos. Que o que antes era sinônimo de fraqueza, inutilidade, agora se torne estímulo de luta e celebração.   

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Você é uma pessoa que aceita seu corpo do jeitinho que ele é? A maioria das mulheres não gostam totalmente do seu corpo e sempre encontram alguma coisinha que poderia ficar melhor ou que mudariam por completo. 

A celulite é uma delas. Já cansei de ver mulheres indo para a praia e sentindo vergonha do próprio corpo por causa das benditas celulites. Mas você sabia que 98% da população feminina acima dos 30 anos possuem esses furinhos no bumbum? 

Quase 100% (CEM POR CENTO!) das mulheres possuem essas marcas, então precisamos entender o motivo que nos faz odiar tanto nosso corpo por algo que é mais do que normal, é praticamente intrínseco. 

Celulite: aceitar ou eliminar?

Mas o que são, afinal, as celulites? 

A celulite é uma alteração causada pelo acúmulo de gordura, água e toxinas nas células, fazendo com que essas células fiquem cheias e endurecidas, deixando o local com desníveis e nódulos. Isso se manifesta com os furinhos ou um formato popularmente chamado de “casca de laranja”. Não se trata de nenhuma condição médica. O desconforto que ela gera é apenas estético. 

No começo desse ano ocorreu uma situação com a Australiana Ariella Nyssa. Ela usa seu Instagram como um meio de mostrar para as mulheres que ter estrias e celulites é normal e que isso não torna ninguém mais ou menos bonito, mas torna o corpo feminino real

Quando ela postava uma foto de biquini que deixava evidente suas celulites, ela recebia mensagens de pessoas comentando sobre seu corpo ser feio, gordo e que ela era preguiçosa por não querer malhar e mudar a situação. 

O pior é que mais da metade das ofensas vieram de outras mulheres que, assim como Ariella, também possuíam em seu corpo as mesmas marcas. 

Quem determina o que é bonito e o que é feio? Quem estereotipa os padrões? A grande verdade é que ninguém além de você mesmo deveria definir o que gosta e o que não gosta em si mesmo. É tudo uma questão de autoestima e amor próprio como citamos em outro texto do blog (e, caso você não tenha visto, falamos sobre o que falta para você recuperar o seu amor próprio). 

É importante nos sentirmos bem no nosso corpo, olhar para nosso bumbum e amar ele, e é aí que vem a grande questão: devemos amar nossas celulites ou eliminá-las? Devemos aceitar nosso corpo do jeito que é ou fazer algo para mudá-lo? Bom, a resposta é bem simples: você deve fazer o que fará se sentir melhor. É necessário entender que ter imperfeições é normal, mas também é normal você querer mudar algo em você para se sentir bem consigo mesma. 

Eu sempre fui uma pessoa complexada com meu corpo, acreditando que as pessoas iriam me olhar com olhar de julgamento por eu ter celulites, mas hoje em dia que mulher não possui celulite no corpo? Celulite não é nada mais do que uma forma que o corpo feminino armazena gordura. E esse tabu é somente uma forma que a indústria encontrou de nos vender produtos. 

No blog postamos um texto sobre “5 palavras para atualizar seu dicionário saudável” que falamos sobre a bendita celulite, e a partir de que momento começamos a nos importar com ela. 

A questão é: eu aprendi a amar meu corpo com meus furinhos e, realmente, isso é algo muito difícil de se fazer. Minha irmã é um dos exemplos de pessoas que, para se sentir melhor consigo mesma, preferiu fazer mudanças no seu corpo. 

Assim com 98% das mulheres, ela tinha aquele aspecto de casca de laranja na pele, mas a única forma que ela viu para lidar com isso foi fazendo tratamentos estéticos para diminuir a quantidade de celulites. 

Não existe nada de errado em ter essas marquinhas, afinal, elas são apenas uma representatividade de como é o corpo de uma mulher e, por isso, trouxe para você alguns “mitos e verdades” para desmistificar muitas coisas que as pessoas pensam sobre a celulite: 

 

Somente pessoas com excesso de peso têm celulite 

MITO. A celulite aparece em decorrência de inflamações no tecido adiposo, o qual constitui as gorduras no corpo, mas é preciso entender que mesmo pessoas aparentemente magras possuem tecido adiposo. 

Mulheres têm mais celulite do que homens 

VERDADE. Estima-se que apenas 9% dos homens apresentam os furinhos, o que se sabe é que o organismo feminino tem maior tendência a acumular gorduras no quadril, barriga e coxas. 

Ela é uma condição genética 

VERDADE. Apesar de ser verdade que o fator hereditário pode contribuir com a predisposição, também é preciso entender que não é somente a genética a única responsável pela celulite, qualquer pessoa pode desenvolvê-la mesmo sem histórico familiar. 

O tipo de roupa pode causar celulite 

MITO. Muitas pessoas pensam que calça apertada é a maior causadora de celulite, mas a única influência que o tipo de roupa apresenta refere-se à limitação da circulação sanguínea, que é um fator pouco provável diante de outros mais evidentes, como dieta inadequada e sedentarismo. 

Atividade física é o principal tratamento para combater essas marquinhas 

VERDADE. Tanto para prevenir como para combater os indesejados furinhos, praticar atividade física regularmente ajuda a diminuir a gordura e, consequentemente, as inflamações. Mas vale alertar que não basta exercitar-se, é preciso acompanhar com alimentação equilibrada. 

É tudo uma questão de aceitar seu corpo e entender que ele não é feio por ter o que a maioria das mulheres têm. Celulite não deve ser tratada como doença, porque ela não é. Não torne isso um empecilho na sua vida, se ache bonita e se ame, ame suas imperfeições e ame também suas mudanças. 

Próximo passo: escolha seu melhor biquíni, vá a praia, e não se importe com quem pode ou não estar reparando em você, tome um banho de sol, um banho de mar e coloque seu bumbum para jogo, menina! Seja feliz em seu próprio corpo. 

Assinatura Desinchá

Por dias com mais bem-estar, produtividade e autocuidado. 

Imagine que você vai viajar para um lugar que sempre quis e vai escolher um hotel. O que é mais importante para você: café da manhã ou wi-fi grátis? De acordo com pesquisa da Booking.com, os brasileiros e brasileiras consideram um café da manhã caprichado mais importante que o acesso à internet. 

Agora pode confessar: hoje, quando você acordou, o que você fez primeiro? Tomou café ou pegou seu celular para ver mensagens e redes sociais?  

A importância do ritual matinal

A possibilidade de ser quem você quiser

Quando estamos viajando, saímos da rotina e nos damos direito a ter tudo do bom e do melhor. O roteiro é seu, os horários são estipulados por você, você está no controle e seu principal objetivo é o seu prazer. Por que não ser assim quando volta à vida normal? 

 

Quem manda na sua rotina? 

O primeiro passo é entender quem está no comando. Em uma sociedade em que o trabalho é a atividade que ocupa maior parte do dia, é muito comum mudarmos nossas unidades de medida de tempo para “antes do trabalho” e “depois do trabalho”.  E é aí que o ritual matinal entra para virar esse jogo.  

Se sua vida orbita em torno do trabalho, o ritual matinal pode colocar você de volta no centro. 

Quem manda na sua rotina?

Ritual matinal é bem-estar 

É o que motiva pessoas a levarem o dia com autonomia, autoconfiança e leveza. O bem-estar começa de manhã quando a primeira atividade do dia é genuinamente para o prazer da pessoa, como tomar um banho sem pressa, provar uma nova infusão, fazer uma leitura, um exercício físico.  

 

Ritual matinal traz produtividade 

Vem do prazer de completar atividades logo na primeira hora do dia. A conclusão de tarefas ativa os sistemas de recompensa no cérebro, liberando impulso para encarar o dia com positividade e satisfação.  

 

Ritual matinal é autocuidado 

O primeiro pensamento da manhã vai modular toda a relação com o restante do dia. Acordar preocupado ou preocupada com horário, trabalho ou outros compromissos é se ter em segundo plano e o objetivo aqui é se ter como centro. Se você não pensa em você, quem vai pensar? 

 

Mas por que é tão difícil sair da rotina e começar um ritual matinal? 

Mudanças são tão confortáveis quanto uma injeção. Mesmo positivas, elas exigem um esforço mental imenso que nem todas as pessoas estão preparadas para enfrentar. E está tudo bem, afinal, não estamos programados e programadas para mudar com essa facilidade.  

Então, em vez de escrever aqui uma receita de ritual matinal, vamos dar dicas para você aos poucos criar o seu e mudar sua rotina sem sofrer.  

  • Faça uma lista do que você gostaria de fazer pela manhã. 
  • Escolha um dos itens e estipule uma meta pequena, exemplo: acordar 1h mais cedo 1 vez por semana.  
  • Celebre sua pequena conquista quando conseguir. 
  • Aumente a frequência ao passar das semanas e pronto. Dê as boas-vindas ao seu primeiro ritual matinal.  
  • Recomece a lista. 

O ritual matinal é seu. Se você quiser acordar para jogar videogame, ver vídeos no YouTube ou tocar um violão, está valendo! A única regra é: ser uma atividade para você. 

E aí? Qual o seu ritual matinal? 

 

Fontes: 

Shefska 
Ritual Matinal Mude.Vc
Booking.Com Reveals Traveler’s top Wanted Amenities by Nationality 
Rápido e Devagar, duas formas de pensar por Daniel Kahneman.
O Poder do Hábito por Charles Duhigg 

“As palavras têm poder”. Provavelmente você já ouviu essa expressão em algum momento da sua vida, mas será que ela faz sentido? 

Desde pequeno, meus pais e avós me corrigiam quando eu dizia algo que eles se sentiam desconfortáveis. Pediam para eu tomar cuidado com o que desejava ou atraía para dentro de casa. Eu achava tudo isso uma bobagem, mas sentia um pouco de medo (confesso). Para vocês terem noção, vou listar o significado das palavras amaldiçoadas:  

 

  1. Desgraça: era dizer isso, eu estaria invocando as trevas; 
  2. Maldito: me sentia a própria rainha má, lançando pragas e maldições na vida da família toda; 
  3. Burro/Idiota: atraso de vida para todos os parentes; 
  4. Miserável: pobreza eterna; 
  5. Inferno: preciso nem explicar né? 
  6. Danado: essa é a minha preferida, pois ela tinha o poder da condenação eterna no fogo do Inf… ops, essa palavra não pode falar também!!! 
     

Temos que aceitar: as palavras são poderosas, sim. E se você for como eu, que precisa de mais do que só as crenças dos avós para acreditar em algo, tenho que te dizer que já foram feitos diversos experimentos que comprovaram que as palavras possuem vibrações diferentes. Como se elas tivessem almas (sinistro não?!).

Os superpoderes das palavras

Um experimento que ficou comum entre estudantes, demonstrou que dois frascos de arroz, quando receberam palavras de amor e ódio, sofreram consequências diferentes. 
 
O experimento: 

 

  1. Pegaram dois frascos de vidro com a mesma quantidade de arroz dentro; 
  2. Em um dos frascos, xingaram os grãos de arroz, os desmotivaram e disseram palavras de ódio.  
  3. No outro frasco, encorajaram os grãos de arroz, os elogiaram e disseram palavras de amor.  
  4. No frasco do amor, o arroz fermentou naturalmente. Portanto, no frasco do ódio os grãos emboloraram.  
     

Para deixar o assunto um pouco mais inteligente, cito a “Teoria de Emoto” (essa pesquisa tem suas oposições. Por agora, vamos viver um conto de fadas). Emoto foi um cientista que congelou água em frascos de vidro com palavras positivas e negativas fixadas.  Como você já deve esperar, teve o efeito milagroso e o bem venceu mais uma vez. Os mais belos cristais fotografados, estavam na água “positiva”.  
 
Voltando para o ensino fundamental, vamos lembrar que nosso corpo é de 70% a 75% água. Então, imagina quantos lindos e magníficos cristais teremos se só ouvirmos palavras boas? 
 
Podemos já concluir que as super palavras têm superpoderes que podem fazer o papel de heroínas ou vilãs. 
 
Como diz expressão popular: “três coisas na vida que não voltam atrás: a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida”. Quando no calor do momento soltamos aquela palavra mal colocada que pode destruir alguém, percebemos como essa frase é real.  Só que, muitas vezes, isso se torna tão clichê que perdemos a responsabilidade e controle delas. 
 
Eu já conheci pessoas que batiam os pés e tinham orgulho de “falar o que pensam”, “sinceras que não levam desaforo para casa”. Geralmente essa galera me causava um certo desconforto. Porque é valioso entender que todos passam por um conflito com suas emoções, e se temos o desejo de ouvir de alguém um – “nunca me esqueci daquilo que você me disse”, é importante praticar a empatia. 
 
Claro, não estamos felizes e radiantes todos os dias, mas se as palavras têm poder de destruir e desanimar, elas também podem elevar e animar. E, quando estamos animados, nos sentimos mais dispostos a realizar nossas atividades, temos esperança mesmo quando tudo está dando errado, atraímos pessoas positivas para nos dar suporte e tudo isso nos deixa mais saudáveis mentalmente, logo fisicamente. Então, se você tem desejo de ser uma pessoa com um brilho diferente, tenho algumas dicas:   

  1. Reclame menos, agradeça mais (bem clichê, mas deixa seu interior melhor, acredite); 
  2. Antes de dizer algo à outra pessoa, diga a você mesmo; 
  3. O que será dito, é construtivo? Se não, guarde para você; 
  4. Elogie mais; 
  5. Lembre-se das pessoas que te aconselharam, qual o sentimento que você tem por elas? Você gostaria de causar o mesmo a outros? 

Não se esqueça, a nossa passagem aqui é breve, podemos marcar a vida de muitos, só basta você decidir quais marcas quer deixar. 

Assinatura Desinchá

Quem nunca levantou de manhã, para trabalhar ou estudar, já pensando na hora de ir embora? Confesso que já fiz isso várias vezes. Eu acordava cansada e dormia exausta (e ainda nem tomava Desinchá Noite antes de dormir!)
Só que, com o tempo, descobri que esse desgaste vinha das energias negativas do ambiente que eu estava, e eu não tinha vontade de ir trabalhar porque não me sentia bem ali (naquele famigerado ambiente tóxico). 

Só quem já passou pela experiência de ter que lidar com pessoas negativas, daquelas que te colocam para baixo, sabe o quanto isso pode acabar com seu emocional. Se você nunca vivenciou isso no trabalho, escola ou qualquer outro lugar, ah, meu amor, que privilégio e que inveja, viu?  

O pior de tudo nessa situação de ter pessoas que fazem você duvidar do seu potencial e despejam em cima de você críticas nada construtivas é que você se torna uma “esponja de negatividade”. 

Esponja porque você começa a absorver toda e qualquer negatividade que te jogam, e isso vai acumulando cada vez mais até que, sem você perceber, virou uma pessoa tóxica também. 

Pequenas coisas te irritam, você desiste de fazer determinadas tarefas antes mesmo de começar porque já sabe que não vai dar certo e, ao seu ver, o copo está sempre meio vazio. 

Só que situações assim corroem completamente por dentro. Sua saúde mental vai pro saco e você deixa de viver para conviver com as pessoas (uma estratégia para tornar tolerável a experiência de trabalhar lado a lado com quem só mina sua autoconfiança).  

E podemos até pensar que essa situação só irá mudar quando você ficar longe de pessoas assim, mudar de emprego, escola ou o que for. Mas não é assim que funciona, infelizmente. A mudança não tem de partir dos outros e muito menos ficar esperando até que essa situação mude, essa mudança só acontece partindo de você. De mim. Da gente. 

Como não absorver energias negativas do seu ambiente

Esse texto não é sobre como as pessoas são ruins umas com as outras, mas como você pode lidar com isso, você é o autor do seu próprio estado energético. Se você absorve energias negativas, nada te impede de absorver energias positivas também. 

E você pode até estar se perguntando – Mas como é que se faz isso? Ah Thay, falar é muito fácil. 

Realmente, nenhuma mudança acontece de imediato. Mas olha, nós só começamos a mudar partir do momento que descemos pro play. 

Por isso, vou te dar algumas dicas para que você consiga absorver menos energias negativas, e espalhar mais coisas boas  

 

1- Aceite que você não pode agradar a todos 

Agradar a todos não é só impossível. Quando tentamos fazer isso, acabamos deixando de agradar a nós mesmos. Da mesma forma que nós nem sempre gostamos das pessoas, algumas pessoas também não vão gostar de você. O pulo do gato é compreender que isso não te torna inferior em nada, é só questão de afinidade. Então não leve tudo para o pessoal. Aquilo que não te acrescenta, você abstrai  

2- Ouvir não te obriga a reagir 

Nem sempre conseguimos nos afastar totalmente de pessoas que nos trazem incômodo, e o que pode ser feito nesses casos é diminuir a interação ao mínimo possível para uma coexistência pacífica. A neutralidade costuma diminuir as chances de desentendimento e não alimenta conversas infrutíferas. Em outras palavras, não se desgaste com aquilo que você sabe que não te faz bem. 

3- Afaste-se de pessoas que te colocam para baixo 

Observe as pessoas que estão na sua vida. Repare se elas são muito críticas, narcisistas e controladoras. Normalmente pessoas assim são conhecidas como “vampiros emocionais” porque parecem sugar sua energia vital. Sempre que está perto delas, você sente sua força de vontade e autoconfiança indo embora. 

Quando você aprender a identificar esses comportamentos, poderá proteger-se deles. Isso inclui se afastar dessas pessoas e entender que isso lhe fará melhor.
 

4- Respeite o seu espaço 

Aprenda a ser independente. Conheça suas próprias emoções, sentimentos, desejos e necessidades. Seja assertivo com os outros, obtendo o que você precisa para sentir-se feliz e realizado. Se você depender constantemente de outras pessoas para saber como você deve agir e se sentir vai acabar adotando as emoções e reações alheias. O objetivo aqui é exatamente o oposto! 

Autocompaixão e autocuidado são TÃO chave.
 

5- Faça mudanças positivas 

Procure por pessoas e situações positivas. Cerque-se de quem faz você se sentir bem. Assim como as energias negativas podem influenciar o bem-estar, a positividade também pode. Talvez você não consiga eliminar totalmente a sensibilidade em relação às emoções alheias, portanto o melhor é escolher cercar-se de pessoas positivas em vez de negativas. 

Positividade não vem de uma hora para a outra, mas faça um esforço todos os dias para enxergar seu copo meio cheio.

Entenda que que a negatividade das pessoas não precisa e nem deve ser absorvida por você. Procure o que te faz feliz e quem te faz feliz. Isso vale para momentos, lugares, comidas… Ache aquilo que te coloca para cima e eleva o seu ânimo. 

E uma coisa eu te digo: pensamentos bons atraem coisas boas.

Se não acredita em mim, faça o teste você mesmo. 

A partir de hoje, tente ser o único responsável pelo que entra e sai da sua vida. 

Assinatura Desinchá

Dá para potencializar a felicidade com mais um pouquinho de açúcar? 

A gente tá aqui para trazer uma verdade dura: toda emoção intensa tem vida curta. Lembra quando você comprou um celular novo, ganhou um aumento, ou perdeu aqueles quilinhos difíceis em uma dieta? A sua felicidade e excitação duraram só alguns dias. Ou melhor, duraram o tempo que precisavam durar.  

E lembra quando você perdeu alguém querido, teve um imprevisto financeiro e ficou no aperto, ou terminou um relacionamento? AINDA BEM que essa tristeza também durou somente o tempo necessário.  

O que parece um aprendizado budista, nada mais é como a gente realmente funciona. O psicólogo Harry Helson trouxe o conceito do fenômeno do nível de adaptação, que descreve a tendência que temos de comparar estímulos com os que já experimentamos antes.  Você já sabe como funciona: quando nossa vida melhora, experimentamos uma euforia, mas logo nos adaptamos e precisamos de uma novidade que traga uma nova onda de felicidade. Ou seja, toda vez que algo bom ou ruim acontece, nós reagimos com intensidade e depois nos reajustamos aos níveis neutros, que é como vivemos nos ~ dias normais ~ . 

Isso nada mais é que resiliência. Essa é uma palavra que a psicologia e sociologia pegaram emprestado da física e quer dizer, no seu sentido literal, resistência ao choque. Resiliência é a capacidade que a gente tem de se adaptar e seguir em frente com as mudanças da vida, sejam elas boas ou ruins.  

Resiliência: quando vale repetir a sobremesa?

Antes que você vá longe no pensamento aplicando isso nas suas experiências, vamos responder à pergunta-isca que te trouxe até o fim deste texto: sim, talvez você se satisfaça mais com uma porção extra de açúcar, mas o seu corpo vai se acostumar ao estímulo e o efeito do docinho não vai ser mais tão gostoso depois do primeiro prato.   

A felicidade pode ser a longo prazo e pode estar sob o seu controle. Aqui vão algumas dicas que o psicólogo David G. Myers traz no seu livro The Pursuit of Happiness. 

  1. A felicidade duradoura pode não vir do sucesso financeiro
    Afinal, você vai sempre se adaptar e querer mais.
  2.  Tenha controle do seu tempo
    Pequenos progressos diários ajudam a manter o sentimento de conquista. Faça listas dos afazeres e
    estipule pequenas metas
  3. Reconheça suas felicidades
    Experiências ruins de 1 minuto podem fazer você esquecer de 10 horas de experiências boas. Tenha seu momento ~gratidão~ todos os dias e não deixe isso acontecer. 

 

Saber como a gente funciona pode trazer um grande passo na nossa evolução e na nossa compreensão de mundo.  E pra você? Vale repetir a sobremesa ou é melhor guardar para um outro dia? 

 

Fontes: 

A construção do conceito de resiliência em psicologia: discutindo as origens. 

Psicologia, David Mayers.  Capítulo 12 | Emoção, estresse e saúde. 

 

Assinatura Desinchá

Os podcasts são hoje a forma mais prática de consumir informação na hora que você quiser. Para quem não gosta ou não consegue acompanhar os telejornais, ouvir rádio ou ler textos nos sites, jornais e revistas, esse formato cai como uma luva. Basta ter um smartphone com conexão de dados na mão e um fone no ouvido para escutar onde quiser, até durante o treino! 

Existe uma infinidade de temas e duração para todos os gostos. Então porque não usar essa plataforma para ouvir podcasts sobre saúde e se informar sobre nutrição, atividades físicas, dietas e tudo mais o que quiser? 

Fizemos uma lista com os 5 melhores podcasts sobre saúde para você devorar. Confira! 

5 Podcasts sobre saúde que você precisa consumir

Bem Estar & Movimento 

O educador físico Marcio Atalla é figura conhecida na grande mídia e se tornou o queridinho dos grandes programas de TV e rádio. Na rádio CBN, diariamente ele entra ao vivo no Jornal da CBN, em participações rápidas, para responder dúvidas relevantes de ouvintes sobre alimentação e exercícios físicos. Esses áudios ficam disponíveis na parte de podcasts do site da rádio, Spotify e iTunes. 

  

Detetives da Saúde 

Lançado em junho, o Detetives da Saúde é produzido pela Revista SAÚDE e conta com a credibilidade da Editora Abril. A cada episódio recebe 3 convidados que complementam as informações e ajudam o ouvinte a adquirir conhecimento mais amplo sobre os temas, de forma leve e objetiva. Os assuntos em pauta são sempre relacionados a alimentação, atividades físicas, medicina e bem-estar físico e mental. Por enquanto está disponível no Spotify, Google Podcasts, no Pocket Casts e iTunes. 

  

Senhor Tanquinho Podcast 

A dupla Guilherme e Roney passou pelos próprios perrengues com a balança: um sempre foi gordinho e o outro, magrelo. A insatisfação e inabilidade em controlar a forma física fizeram com que eles aprendessem que existem diversos fatores importantes que precisam caminhar juntos para alcançar o objetivo do corpo desejado. 

Após muitas experiências, eles lançaram o site Senhor Tanquinho e posteriormente, o podcast com temas focados em saúde, diversos tipos de dietas e atividades físicas. Os episódios são lançados todas as segundas-feiras, sempre com participação de especialistas. Está no Spotify, iTunes e no próprio site.  

  

O Cara da Academia 

Produzido pelo Dicas Curtas e apresentado por Renato Silva, o podcast aborda diversos tipos de treinos, explicando de forma rápida como funcionam e suas indicações, além de abordar treinamentos para esportes mais específicos como ciclismo de estrada e maratonas, por exemplo. Os episódios são lançados às quintas-feiras e ficam disponíveis no Spotify. Os termos e vocabulário são mais familiares para quem já tem conhecimento intermediário, então se você está começando agora, talvez fique meio perdido em alguns temas. 

  

Beleza Pra Quem? 

“Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo”, diz sabiamente a música de Walter Franco. Então, para encerrar a lista, tem uma dica de podcast para cuidar da mente. Apresentado por Marina Santa Helena e produzido pela B9, o “Beleza Pra Quem?” é lançado em temporadas e atualmente já completou sua 5ª. Os temas são diversos, mas sempre com a intenção de te fazer refletir a partir das informações passadas pela apresentadores e pelos convidados que participam dos episódios, que podem ser acessados no iTunes, Spotify e SoundCloud. 

  

Estamos até pensando em criar podcasts sobre saúde. O que acham? 😊 Assinatura Desinchá

Ontem, em mais um dia normal aqui no escritório, estava conversando com as pessoas que sentam próximas e, de repente, entramos em um mini debate sobre sentimentos e emoções. Mas não daqueles que as pessoas simplesmente falam como devemos reagir quando estamos mal, ou como estamos felizes por algum motivo qualquer, tipo ter acabado de chegar café aqui na copa.  

Na verdade, foi só um gatilho puxado por uma pergunta: “o que você faz pra ser calmo assim?” e a resposta foi: “é o ódio”, em tom de brincadeira. Uma das minhas colegas questionou: “como assim o ÓDIO te faz ser calmo?” “Ah, porque ele me equilibra. Você já assistiu Divertida Mente?” respondi.  

Conversamos mais um pouco e, resumindo: isso gerou um insight para escrever esse texto. Falar sobre sentimentos e emoções e como eles nos equilibram.  

Então acho bom perguntar: você já assistiu Divertida Mente?  

Caso não tenha assistido, trata-se de uma animação MUITO incrível sobre uma criança chamada Riley, que tem suas emoções representadas em personagens fofinhos que ficam dentro da cabeça dela. Esses personagens são responsáveis por processar as informações e armazenar as memórias.   

Em determinado momento do filme, esses personagens passam a disputar o controle das emoções da Riley. E a personagem que passa mais tempo tentando assumir esse controle é a que representa a Alegria. Uma das estratégias para não deixar que a personagem Tristeza assuma o controle (fazendo, assim, com que a garota fique triste) é deixá-la de escanteio, no canto, o que é relativamente simples, pois ela é triste e passiva e não tem muita força pra reagir.  

O esforço da Alegria para dominar a mente da Riley e tentar fazer com que ela só tenha experiências boas torna-se um verdadeiro desastre. Impedir que ela sinta medo, tristeza, nojo ou raiva faz com que a garotinha tome diversas decisões equivocadas e tenha muitas frustrações.   

O funcionamento dessas emoções dentro da cabeça da pequena Riley são mais complexos do que a minha explicação faz parecer ser, mas esse resumo é o suficiente para onde quero chegar. 

É bem surreal, mas acho que deu pra entender. 

O filme passa uma mensagem similar a conversa que tive aqui com o pessoal: não devemos negar nossas emoções. Quando fazemos isso, não estamos apenas nos privando de um momento no tempo, mas de tudo aquilo que aprendemos com o que sentimos.  

Como você encara suas emoções?

Emoções não são nada sozinhas. Sim, inclusive a alegria. Se você ficasse apenas alegre o tempo todo (além do paradoxo de que isso se transformaria em estar “normal” o tempo todo), acabaria fugindo da realidade ao seu redor. Algumas situações exigem o medo e a insegurança para conseguirmos nos proteger.  

Sentir raiva, por exemplo, estimula você a se defender. Ela não significa que você vá ficar agressivo e destruir coisas, mas sim que irá se indignar – e isso é ótimo, pois vai melhorar sua capacidade, inclusive, de corrigir injustiças. 

Sentir nojo faz com que você não coma um alimento estragado. A tristeza nos faz refletir e aprender com as situações ruins. O medo faz com que você evite alguma situação perigosa ou fuja de uma cilada. Ou seja: ele basicamente nos faz sobreviver.  

O fato de lutarmos tanto para não sentirmos as coisas consideradas “ruins” evidencia um problema: nossa sociedade, atualmente, precisa estar feliz o tempo todo. Isso já acontece há algum tempo, mas não para de crescer. Quando não estamos felizes em entramos em alguma rede social, como o Instagram, onde expomos sempre o melhor lado das nossas vidas, ficamos até culpados por estarmos sentindo tristeza naquele momento.  

Mas nossas emoções possuem infinitas combinações: uma não necessariamente anula a outra. A tristeza não é o oposto da alegria: são sentimentos complexos que vão moldando a nossa personalidade e ditando como encaramos as emoções. 

O paradoxo dessa situação contemporânea está no fato de que, ao negarmos nossos sentimentos para valorizarmos excessivamente a felicidade, estamos alimentando exatamente sentimentos que tentamos reprimir. E quando é inevitável que eles surjam, é trágico: não estamos preparados para lidar com eles. E aí temos uma geração inteira de pessoas frustradas, confusas e infelizes.  

É aí que entra minha fala, lá do começo do texto, dizendo que o ódio me “equilibra”. Me permitir sentir todas as emoções faz com que eu esteja mais preparado para situações ruins. Eu reconheço minha raiva, tristeza, medo, ou qualquer outro. Sei que tudo está aqui. E sei que posso conviver com isso muito bem.  

Outro ponto, que não tem muita relação com o filme, que eu quero abordar antes de encerrar essa viagem, querido leitor: existe beleza no fracasso. Encontram-se possibilidades, ensinamentos, sabedoria e amadurecimento na derrota.  

Então vamos brindar, meu amigo. Seja o que for. Sucessos e derrotas. Mas, principalmente, por deixar nossas emoções agirem naturalmente, para nos lembrarem sempre que estamos vivos. 

Assinatura Desinchá

Você já se perguntou como acontece o processo de transição de gênero e como o corpo reage a essa mudança? Praticamente ninguém fala sobre isso, e o assunto pode gerar várias dúvidas. Bom! Hoje nós vamos falar sobre isso (ufa!)

Mas antes de qualquer coisa, precisamos entender a diferença entre sexo, gênero e orientação sexual.

São classificações diferentes, com determinantes diferentes e que precisam ser entendidas assim, pois elas formam seres humanos diferentes, com suas particularidades e complexidades.

Diferença entre sexo, identidade de gênero e orientação sexual

SEXO 

O sexo talvez seja a característica ‘menos complexa’ das citadas. Ele é definido pela combinação dos nossos cromossomos com a nossa genitália. Dessa combinação, nascem o que chamamos de macho, fêmea ou intersexual.  

O intersexual biologicamente não se encaixa na classificação binária de “macho” e “fêmea”. A biologia nos ensina que o macho é XY e a fêmea XX, mas isso não acontece em todos os casos. Há uma minoria da população que nasce com uma divergência entre o sexo genético e as gônadas (glândulas sexuais) e/ou genitais, os intersexuais.  

Existem mais de 40 possíveis causas para esses casos e a cada dia aparecem mais, por isso não vamos falar de uma por uma, mas é importante falar que o termo “hermafrodita” NÃO DEVE SER USADO. Esse é um termo grego, ultrapassado, que coloca todos os intersexuais numa mesma bolha, quando, na real, existem várias possibilidades para a intersexualidade se manifestar. 
 

GÊNERO 

O Gênero vai além do que as classificações binárias das ciências biológicas definem como sexo. Os gêneros estão mais associados à cultura e à sociedade, e construídos conforme o ser se desenvolve nesses cenários. Portanto, mais relacionados às ciências sociais.  

Judith Butler, maior pensadora do assunto, nos ensina que os gêneros são complexos e variados, mas que não temos consciência disso porque fomos habituados a uma estrutura social patriarcal, baseada nas divisões de “homem” e “mulher”, que sempre rejeitou o diferente e a multiplicidade dos outros gêneros sociais.  

Fomos moldados (desde que nascemos) a crer que “homem é homem” e “mulher é mulher”, e a defender que existem “coisas de homem” e “coisas de mulher”, mas hoje facilmente vemos que somos muito mais plurais que isso e devemos assumir nossas identidades.  

Para falar de identidade é preciso falar de identidade de gênero. As identidades de gêneros abrangem todas as particularidades e complexidades das relações e identidades humanas, vai além do tradicional “homem” e “mulher”. É meio subjetivo, eu sei, mas é na subjetividade que está o segredo para entender a pluralidade. A pluralidade se traduz nas relações, no sentimento, da pessoa com ela mesma, ou com outra pessoa, no amor. O amor independe do sexo e é claro que ele pode ser binário, entre homem e mulher, mas da mesma forma pode se desenvolver em relações não-binárias, explorando outros gêneros. 

Existem pessoas com mais de um gênero, como os transgêneros, transexuais e travestis. Elas possuem uma identidade de gênero diferente do que elas foram ensinadas a ter. Cresceram como mulheres, mas se identificam como homens; ou cresceram como homens e se identificam como mulheres. Afinal, o que é mais importante: a certidão de nascimento, que é um pedaço de papel praticamente imposto, ou como a pessoa se vê?  

É claro que existem as pessoas que se identificam com o gênero que está na certidão de nascimento delas: essas recebem o nome de cisgêneros.  

 

ORIENTAÇÃO SEXUAL 

Isso mesmo: orientação e não opção, porque como falamos, o amor é subjetivo – ninguém escolhe quem quer amar.  

A orientação trata das práticas sexuais e afetivas do ser humano. Ela também é pré-determinada pela sociedade, pois a heterossexualidade sempre esteve nas lideranças, oprimindo qualquer outro tipo de relacionamento. Mas não é assim que funciona.  

Por mais que as relações de poder sejam dominadas por uma elite heterossexual que impõe uma heteronormatividade (normas sociais históricas que impuseram uma série de padrões) que atinge relacionamentos, comportamentos e levam a maior parte da sociedade a acreditar que só o heterossexual é normal. Existem e sempre existiram outras formas de amar e de se comportar. São tantas que, a cada dia, se descobrem novas e algumas nem possuem nome, ou ainda nem entraram na sigla do movimento LGBTQIA+… Mas merecem direitos e respeito! 

 

Algumas orientações sexuais: 

Homossexuais – Atração afetiva e sexual por pessoas do mesmo gênero e sexo. Lésbicas são mulheres que gostam de mulheres, gays são homens que gostam de homens.  

Bissexuais – Atração afetiva e sexual por qualquer pessoa do binarismo “homem” e “mulher”. 

Heterossexuais – Atração afetiva e sexual por pessoa do gênero/ sexo oposto  

Assexuais – Pessoas que não sentem atração por nenhum outro gênero. Pode ser uma “sexualidade” em construção.  

Pansexuais – Pessoas que tem para si que gênero e sexo não são fatores determinantes para se atrair afetivamente e sexualmente por outra pessoa. 

Vale destacar que os gêneros e as orientações sexuais são independentes, nada impede que uma mulher trans se relacione com uma mulher (não necessariamente trans), ou que um homem trans se relacione com outro homem (não necessariamente trans) ou com outra mulher. Ou seja: um transexual pode se identificar como homossexual, heterossexual, bissexual, pan…  

Agora que as diferenças estão bem claras aqui, você já sabe que os transgêneros são pessoas que possuem um gênero que não se identifica com o seu sexo e com o gênero que lhes foi imposto desde o nascimento. E que isso é completamente normal e não uma doença ou qualquer outra besteira que as pessoas falam por aí. Agora, vamos entender o que é a transição de gênero e como acontece esse processo.
 

Precisamos falar sobre transição de gênero

A TRANSEXUALIDADE NÃO É DOENÇA  

Em 25 de maio desse ano, a OMS removeu a transexualidade da classificação de transtornos mentais. Antes chamada de “transtorno de identidade de gênero”, agora a transexualidade é enquadrada na área de sexualidades como “incongruência de gênero”. A agência de saúde da ONU concluiu que a transexualidade não é um problema de saúde mental, e pretende impactar a impressão errada que as pessoas tem da transexualidade e também da diversidade de gênero permitindo, assim, que essas pessoas tenham mais facilidade de acesso a saúde.  

Vou explicar em um parágrafo do que se trata a transexualidade: quando uma pessoa nasceu e foi criada para ser algo com o qual ela não se identifica, como uma pessoa do sexo feminino que na certidão de nascimento consta como “menina”, mas ele sempre soube que era “menino” (ou vice-versa). Em uma determinada época, ele decide se assumir conforme sempre se viu, e aí inicia a chamada “transição de gênero”. 

A transição de gênero pode acontecer de algumas formas e em várias áreas da vida da pessoa. Neste artigo pretendemos trazer algumas delas para te ajudar, caso você não se sinta confortável no corpo que você está. Resumidamente, tentaremos trazer o que acontece com o corpo em cada transição, até porque o processo é bem longo.  

Antes de entrar na transição, caso você não se sinta confortável consigo mesmx, procure um terapeuta. Existem, inclusive, os que são especializados em gênero. Caso encontre algum e não se identifique, procure outro e tenha sempre em mente: você não está doente, muito menos sozinhx!  

A TRANSIÇÃO SOCIAL 

A transição social trata de como você se relaciona com a sociedade e de como você gostaria que ela te tratasse. Existem algumas possibilidades para transição social, elas são normalmente a mudança de nome, das vestimentas e cabelos.  

O nome você tem todo direito de escolher o que desejar e pedir para que as pessoas se refiram a você usando-o. Vale lembrar que você pode ter um nome de batismo e um nome social, ou pode alterar a sua assinatura (o seu nome para valer). Novamente: é um direito seu, não fique com medo de corrigir as pessoas quando usarem “o” para se referir a você e não “a” e vice-versa.  

Outro aspecto da transição social pode ser a mudança no visual, como as alterações nas roupas e cabelos. É claro que tudo depende de como você se sente e deseja.  

 

A TRANSIÇÃO HORMONAL 

A transição hormonal tem que ser feita com o acompanhamento de um endocrinologista e, para os menores de idade, é importante o acompanhamento e a autorização dos pais ou responsáveis. Ela visa diminuir ou inibir a produção hormonal do sexo que a pessoa não se identifica e estimular, por meio da ingestão dos hormônios, o aparecimento das características do gênero para o qual a pessoa quer fazer a transição. É aqui que a transição física começa realmente.  

O tratamento hormonal é realizado durante um bom tempo e marca o aparecimento das características sexuais secundárias do sexo escolhido. Ele permite, por exemplo, o crescimento das mamas, redistribuição de gorduras e diminuição no crescimento de pelos; ou a potencialização do desenvolvimento muscular, maior distribuição e crescimento dos pelos e a interrupção da menstruação.  

 

AS INTERVENÇÕES CIRÚRGICAS 

O momento mais “invasivo” da transição são as cirurgias.  

No caso da transição mulher-homem, pode-se retirar o útero, os ovários e as mamas. Também é possível a realização da chamada metoidioplastia, realizando o alongamento do clitóris, além de uma reconstrução do órgão como um pequeno pênis. A cirurgia garante a ereção e a possibilidade de urinar em pé. Também é possível construir a bolsa escrotal, como um testículo aparente. O processo, inclusive, pode ser realizado no SUS.  

No caso da transição homem-mulher, é realizada a remoção dos testículos e a construção, a partir da pele do pênis e um pedaço da mucosa do intestino, de uma neovagina. O procedimento também está disponível no SUS!  

O processo de transição de gênero não é simples, e também não é rápido. Ele exige o envolvimento de uma série de especialistas de saúde física e mental, além de paciência.

No vídeo abaixo, você pode descobrir mais detalhes sobre isso:   

 

Assinatura Desinchá

Resiliência: o termo que vem do latim resiliens significa voltar ao estado normal. Para a psicologia, resiliência é a capacidade do indivíduo vencer obstáculos e lidar com seus problemas sem ceder à pressão, independentemente da situação. Essa é uma habilidade incrível que nos ajuda a recuperar rapidamente de dificuldades. Se você é resiliente, então tem uma habilidade inata de manter-se firme quando a vida tenta te derrubar. Construímos nossa resiliência aprendendo a lidar com os desafios: quando nossos pais diziam “é caindo que se aprende” talvez não soubessem o quão importante é esse conselho; basicamente, você tem que ser derrubado para aprender a levantar. Ao longo do tempo, as pessoas bem-sucedidas aprendem não somente a superar, mas a abraçar esses desafios e encará-los de frente e cada crise que enfrentam é uma chance de aprender e crescer. Podemos dizer que, sem a resiliência, nos sentiríamos perdidos diante de desafios e perigos.

A Importância de Uma Mente Resiliente

Dada a importância dessa palavra, devemos trabalhar em habilidades que irão aumentar essa capacidade e aperfeiçoá-las. Há diversas maneiras de se fazer isso em nossas vidas, no dia-a-dia, e desenvolver essa prática pode fazer com que contemos com a resiliência quando mais precisamos dela. Os desafios que enfrentamos serão mais fáceis de encarar e reduzimos o estresse potencial desses eventos. E esse desafio, em si, pode tornar-se uma experiência de aprendizagem, além de poder ajudar-nos a melhorar a nossa abordagem para situações futuras. Abordar a resiliência como algo que faz parte de nossas vidas vai aprofundar e ampliar nosso conjunto de habilidades e nos permitir lidar com as adversidades com um maior senso de controle. Este senso de controle permanece conosco e afeta nossas vidas de uma forma positiva, impedindo que os medos de um desafio ou obstáculo se tornem uma bola de neve e venham a afetar outras áreas de nossas vidas.

E o que podemos fazer para treinar essa habilidade e tirar o melhor proveito dela? O modelo de mentalidade resiliente (resilience mindset) faz com que tenhamos uma melhor compreensão do cérebro, com o objetivo de ajudar as pessoas a fazerem escolhas conscientemente resilientes. Mindfulness é o foco da atenção e da consciência. A ideia por trás do modelo é que, tornando-nos conscientes do que está acontecendo no cérebro, estamos habilitados a fazer escolhas mais conscientes intencionalmente. Devemos estar mentalmente e emocionalmente preparados para enxergarmos os obstáculos como chances potenciais de crescimento e aprendizagem.

Pequenas atitudes no dia a dia e simples mudanças na forma de pensar vão fazer você potencializar sua resiliência e os resultados são para toda a vida. Um bom começo é aumentar o senso de controle em áreas da sua vida nas quais você realmente tem o controle, como por exemplo: chegar no horário sem atrasos, manter uma alimentação saudável, empregar bons hábitos de sono e uma rotina regular de atividades físicas que lhe tragam prazer. Manter a perspectiva em torno dos desafios e resistir à vontade de vê-los como intransponíveis é muito importante, e pode ser cultivado aplicando essa perspectiva a pequenas dificuldades ao longo do dia. Desenvolva uma autoimagem positiva, observe suas habilidades adaptativas e sinta apreço por tais habilidades. Mude para uma mentalidade positiva sempre que sentir dúvida ou receio.

Talvez a prática que mais traga benefícios para os que querem alcançar este estado mental é uma velha conhecida: meditação. A meditação muda a estrutura do cérebro, criando assim um maior senso de paz e bem-estar geral, imprescindíveis para sermos pessoas equilibradas e resilientes. A prática regular da meditação traz inúmeros benefícios, inclusive físicos. Mas ao buscarmos uma mente resiliente podemos listar o bem que essa pratica proporciona em aspectos determinantes nessa busca, como saúde e equilíbrio emocionais mais regulados, melhora na percepção e a capacidade de empregar uma perspectiva mais ampla diante de adversidades, diminui o stress, diminui a ansiedade e a depressão e , principalmente, melhora a memória e o foco.

Pode não parecer fácil, e nem deveria: aceitar que mudanças fazem parte da vida, acreditarmos mais em nós mesmos, vermos desafios e obstáculos e neles enxergarmos uma chance para crescer e melhorar, nada mais é do que mudar a forma como pensamos e encaramos o mundo. Mas com algumas práticas e mudanças sutis em nossas atitudes os resultados começam a aparecer, e com o tempo são potencializados. Portanto busque sempre o seu melhor, reconheça suas principais habilidades e trabalhe nelas, assim você estará preparado para encarar qualquer desafio e até mesmo seguir mais forte depois de algum percalço.

Assinatura Desinchá

Já diz o ditado: “amigos são a família que a gente escolhe”. São pessoas que encontramos na vida e ficam por anos, para a vida toda ou, às vezes, por pouco tempo. Mas independentemente do tempo, nos marcam e se tornam as melhores companhias para todos os momentos. 

Quem tem amigos, aqueles que estão com a gente no churrasco ou no velório, sabe da importância que eles têm na nossa formação de caráter, para nos mostrar coisas novas ou nos fazer enxergar aquilo que estamos cansados de saber com um olhar diferente. Amigos nos tiram da bad, nos cuidam durante as bebedeiras, são nosso freio e acelerador quando precisamos.  

Esses laços são tão potentes que aparecem como tema de inúmeros filmes, séries (saudoso Friends…) e músicas. E como não poderia deixar de ser, a ciência já coleciona diversos estudos comprovando seus benefícios, mas também alerta para que a gente não se engane nem se iluda com a quantidade.  

Amizade é o melhor remédio

Um indivíduo que não tem nenhum amigo tem algo errado, mas da mesma forma, é humanamente impossível que alguém tenha 20 ou 30 melhores amigos (pelo menos ao mesmo tempo) 

Os cientistas Anxo Sánchez, Ignacio Tamarit, José A. Costa e Robin I. M. Dunbar publicaram um estudo na revista PNAS sobre a estrutura da organização dos relacionamentos. Eles afirmam que cada tipo demanda investimentos diferentes. O tempo dedicado para criar e manter uma relação tão íntima é alto e não existem horas suficientes no dia, semana ou no mês para fazer a manutenção desse vínculo. Mesmo dentro de nós, o cérebro teria que ser afiadíssimo para lembrar os gostos, preferências e dados de todos. 

Para começar, eles foram a uma universidade norte-americana e lá comprovaram que 98% dos alunos organizavam suas amizades de maneira similar: poucos amigos muito íntimos, alguns tantos bons amigos, e muitos conhecidos. Vários testes depois eles concluíram que o número máximo de relações que somos capazes de administrar é 150. Diante desses dados, fica claro que Roberto Carlos jamais conseguiria ter um milhão de amigos… 

Estudos da Universidade de Oxford classificam esses 3 grupos: 

– Melhores Amigos: aqueles com quem passamos mais tempo e sabem de todos os nossos segredos. De acordo com Aristóteles, somos capazes de ter até 5 melhores amigos 

– Grupo de Empatia: pessoas com quem nos importamos e consideramos. Podem ser amigos do trabalho ou amigos de amigos e normalmente é composto por cerca de 15 indivíduos. 

– A Média: relacionamento que temos com a maioria das pessoas no dia a dia. Esse grupo costuma 50 integrantes que denominamos como colegas. 

Mas não importa se são 2, 3 ou apenas 1 amigo que está ao nosso lado para tudo ou para nada, amizade é fundamental! Além do sentimento de pertencimento e felicidade que nos oferece, ela também é aliada de uma vida mais saudável! Dá uma olhada: 

– Em 1937 a Universidade Harvard (EUA) começou um estudo para descobrir o que deixa as pessoas mais saudáveis. Esse programa perdura até hoje, com testes e exames periódicos nos milhares de participantes que tem suas vidas analisadas, e um dos fatores comprovados mais importante é ela: a amizade. 

– Segundo pesquisadores da Duke University (EUA), pessoas com menos de 4 amigos tem 2 vezes mais riscos de terem problemas cardíacos. De acordo com eles, isso acontece por causa do aumento da produção de ocitocina que relacionamentos como a amizade causam. Este hormônio ajuda a reduzir os batimentos cardíacos e a pressão sanguínea.  

– Quem tem amigos no trabalho se sente 7 vezes mais envolvido nas tarefas, 50% mais satisfeito e até 2 vezes mais feliz com o salário que recebe. 

– Amigos fazem com que nossa capacidade de empatia aumente: Um grupo da Universidade da Virginia (EUA), estudou tomografias de 22 pessoas ameaçadas de receber pequenas descargas elétricas ou informadas que um amigo ou um desconhecido as tinha recebido. Os cientistas descobriram que a atividade cerebral de uma pessoa quando está em perigo é praticamente idêntica à que ela demonstra quando é seu amigo quem corre perigo. Nosso senso do eu inclui as pessoas próximas, garante o psicólogo James Coan, diretor do estudo.  

Mas se tudo isso não é motivo para manter uma boa amizade, não sei mais o que pode ser. 

Agora me despeço aqui com uma frase do célebre Vinícius de Moraes, que tanto falou da importância da amizade em sua obra: 

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que eu os adoro, embora não declare e os procure sempre.” 

Assinatura Desinchá

Você já parou para pensar quantas vezes nós sorrimos ao longo do diaquantas vezes somos o motivo do sorriso de outras pessoas? Eu sempre acreditei que sorrisos fossem contagiosos, resolvi ir para as ruas testar isso. O que será que acontece se você sorrir para estranhos?

O que eu aprendi ao sorrir para estranhos no ônibus

Todos os dias eu vou embora de transporte público, então selecionei algumas pessoas aleatórias durante o meu trajeto para casa para distribuir sorrisos sem ter um motivo aparente e ver quantos me corresponderiam com um sorriso também. Foram 14 “vítimas”. 

Minha ideia seria provar que sorrisos atraem sorrisos, e nada melhor do que testar essa teoria com pessoas desconhecidas. Não vou mentir que no começo eu estava meio tímida, afinal, quem é o doido que do nada começa a sorrir para estranhos? 

“Prazer, a doida que do nada começa a sorrir para estranhos.” 

A primeira pessoa que eu resolvi testar essa teoria estava andando na rua com uma cara meio fechada e olhando para baixo, quando por um segundo ela olhou para mim eu sorri para ela, e ela imediatamente sorriu para mim.

“MINHA DEUSA, não é que essa teoria funciona mesmo?” 

Quando quebrei essa barreira de sorrir para a primeira pessoa, foi muito mais fácil fazer o experimento com as demais. E assim, óbvio que tiveram pessoas que olharam para mim e o máximo que fizeram foi erguer as sobrancelhas como cumprimento, mas das 14 pessoas para quem eu sorri aleatoriamente, 12 sorriram de volta. Ou seja: minha hipótese estava certa desde sempre, obrigada.  

Elas não me conheciam, nunca falaram comigo na vida, e simplesmente sorriram porque eu sorri para elas. E não só elas foram afetadas pelos meus sorrisos como eu também fui afetada por um bebezinho que estava gargalhando enquanto atravessada a rua no colo da mãe (fala sério, impossível não sorrir com uma fofura dessas). 

Um sorriso é como um cartão de visita para outras pessoas. Quando duas pessoas sorriem uma pra outra, é como se fosse uma conversa sem palavras, mas que ambos se entendem.   

Cachorro sorrindo

O sorriso é, comprovadamente, uma das maneiras mais eficientes de se comunicar. De acordo com uma pesquisa realizada em 2007 pelo IBGE, a comunicação entre duas pessoas acontece 93% de forma não verbal e somente 7% verbal.  

Mas essa não é a única função do sorriso. 

Aquela famosa frase “Sorrir é o melhor remédio” não é um mero bordão, ela é real! Sorrir traz benefícios ao corpo e à mente de formas que você nem imagina (ou talvez imagine… Vou falar mais sobre isso nesse texto). 

E para começar, saiba que sorrir pode diminuir seu estresse, alterar seu estado emocional positivamente e melhorar seu bem-estar (entre tantas outras coisas). Agora você pode estar se perguntando: “Mas como mostrar os dentes pode me trazer tantos benefícios assim??” 

Simples. Ao sorrir, nosso cérebro libera serotonina e endorfina, substâncias que provocam sensações de prazer e felicidade, além de ajudar a combater diversas doenças. Sorrir movimenta aproximadamente 17 músculos ao mesmo tempo, relaxando o corpo de tensões e, consequentemente, nos deixando mais relaxados.  

Se você ainda não se convenceu de que sorrisos podem ajudar nosso corpo, vou te dar mais uma série benefícios que eles podem causar. 

 

Sorrir pode te fazer viver mais. 

ISSO MESMO QUE VOCÊ LEU. Quem sorri vive mais tempo e parece mais jovem. O sorriso natural rejuvenesce o rosto pelo menos 3 anos e quem sorri mais pode ter a sua expectativa de vida prolongada por até 7 anos. 

Sem falar que não conheço nenhum outro método para fazer uma pessoa ficar INSTANTANEAMENTE mais atraente. Pessoas que sorriem aparentam ter um aspecto mais simpático e bonitx. 

 

Sorrir fortalece seu sistema imunológico.  

“Mas como assim?” – você pode estar se perguntando. É que sorrir ajuda o corpo a relaxar. E o relaxamento permite que o sistema imunológico reaja mais rapidamente e de forma mais eficaz perante ameaças. Se o nosso sistema imunológico funcionar melhor, adoecemos menos, e nossa saúde ganha muito com isso. Perfeito, sim ou com certeza? 

 

Sorrir também pode diminuir a dor. 

Por incrível que pareça, sorriso e a risada estão ambos associados a uma redução da dor. Graças ao sorriso, endorfinas tomam conta da sua corrente sanguínea, o que não só melhora o humor, mas também nos ajuda a suportar e aliviar a dor. Este é o segredo do sucesso da terapia de palhaços em hospitais.

Viu só? 

São muitos benefícios com um único ato. E o importante é achar o que te faz feliz, o que faz você sorrir. No caso das 14 pessoas, eu fui o motivo que as fez sorrir. Eu sorrio quando alguém me elogia, quando me contam piadas, ou quando vejo cachorrinhos (então você acaba de descobrir que esse post foi ilustrado com gifs de filhotes por um motivo BEM ESPECIAL). 

Talvez você sorria por causa da história de um livro ou de um filme, uma música, ou quando ganha um presente. E tem também aquelas pessoas que só sorriem quando estão no dentista porque são obrigadas. 

Agora… Se o seu dentista é a única pessoa que tem te feito sorrir, torne ele seu melhor amigo e comece a ir mais lá no consultório, porque você não está usufruindo de um dos remédios mais naturais que existem. 

Vamos sorrir mais para as pequenas coisas, vamos distribuir sorrisos e nos deixar contagiar por eles também. Sorria uma, duas, dez vezes. Não importa a quantidade de vezes que fazemos, o que importa é não deixar de fazer. Por que não tenta fazer isso agora?  

Termine esse texto sorrindo, com um sorriso daqueles de enrugar o canto dos olhos, um sorriso tão bonito e cativante que fará a pessoa que está do seu lado, sorrir também.

Quer um incentivo para isso?

Menina feliz

 

Que tal testar por você mesmo e também fazer o desafio de sorrir para estranhos? Se fizer, conte pra gente aqui nos comentários. 😉

Assinatura Desinchá

Tratar diversos tipos de dores com a inserção de agulhas muito finas através da pele de uma pessoa em pontos específicos do corpo pode soar estranho. E assim muitos pensam desse lado do mundo. Mas para os povos orientais, principalmente os chineses, essa é uma prática medicinal antiga, respeitada e muito difundida. Hoje, nós ocidentais, já estamos familiarizados com a ideia de que pequenas agulhas podem nos ajudar no enfrentamento dos mais diversos tipos de dores. Como a acupuntura funciona cientificamente não é um consenso: com muitas pesquisas sendo realizadas a cada ano, algumas pessoas afirmam que a acupuntura funciona por equilibrar a energia vital, enquanto outros acreditam que tenha algum efeito neurológico envolvido.

Acupuntura: Sabedoria milenar apoiada pela ciência

A acupuntura remonta a pelo menos 100 A.C., quando um sistema de diagnóstico e tratamento usando agulhas foi registrado por escrito pela primeira vez na China. No entanto, a prática provavelmente precede esta história. De acordo com a medicina tradicional chinesa, a saúde é o resultado de um equilíbrio harmonioso de dois extremos de nossa força vital: o “Yin” e o “Yang”. Portanto a doença seria a consequência de um desequilíbrio dessas forças. Essa força vital, chamada pelos chineses de QI (normalmente se pronuncia “chi”), flui através de caminhos no corpo humano e estes fluxos de energia são acessíveis através de 350 pontos de acupuntura espalhados pelo corpo. Inserir agulhas nesses pontos, com as combinações apropriadas, traz o fluxo de energia de volta para o equilíbrio adequado. Mas a prática moderna da acupuntura mudou consideravelmente desde que foi introduzida inicialmente na China; no século XVIII, a acupuntura já se mostrava muito diferente das práticas descritas nos textos chineses antigos, e no início do século 20, os alunos da academia médica imperial chinesa já não estudavam mais a acupuntura.  

Alguns especialistas usaram neurociência para explicar a acupuntura; os pontos onde são inseridas as agulhas são vistos como lugares onde os nervos, músculos e tecido conjuntivo podem ser estimulados. A estimulação aumenta o fluxo sanguíneo, ao mesmo tempo desencadeando a atividade dos analgésicos naturais do corpo humano. 

Mas realmente funciona? Desenvolvida há milênios na China, numerosos estudos recentes conduzidos por cientistas na Europa e nos Estados Unidos demonstram que a acupuntura é, no mínimo, moderadamente eficaz no tratamento de alguns problemas de saúde. Segundo a Organização Mundial de Saúde a acupuntura provou-se eficaz em relação a muitas condições do corpo, principalmente no tratamento de dores crônicas e efeitos colaterais indesejados oriundos de tratamentos de algumas doenças como a quimioterapia, além da eficácia comprovada por estudos no tratamento de cefaleia e enxaqueca, bem como dores de garganta, no ombro, cotovelo e incômodos causados por osteoartrite.  

A Organização Mundial de Saúde (OMS) listou, em 2003, uma série de condições em que a acupuntura tem eficácia comprovada, dentre elas dor facial ou de dente, pressão arterial elevada ou baixa, rinite alérgica, entorses, artrite reumatoide, até mesmo algumas condições gástricas e para reduzir o risco de acidente vascular cerebral (AVC). A OMS também lista algumas enfermidades nas quais a acupuntura pode ter efeitos positivos, porém mais evidências são necessárias para comprovar o seu benefício, como a fibromialgia, neuralgia, convalescença pós-operatória, dor na coluna vertebral, torcicolo, tosse compulsiva ou coqueluche e síndrome de Tourette. Há um crescente número de pesquisas estudando se a acupuntura também pode ser usada para tratar a depressão, distúrbios do sono e dependência de drogas. Em geral, no entanto, a acupuntura é considerada complementar aos tratamentos convencionais, e é provavelmente mais eficaz quando implementado junto com um estilo de vida e hábitos saudáveis. 

A acupuntura pode ser uma grande aliada no tratamento de algumas doenças e de muitas dores, crônicas ou não, e durante todo o período de existência dessa técnica fomentou discussões e fez com que médicos de todo o mundo pesquisassem exaustivamente seus princípios e resultados. Se há um consenso sobre o assunto é de que a acupuntura tem se mostrado muito útil se vinculada a tratamentos médicos convencionais. Normalmente, quando as pessoas estão mais conscientes de sua saúde, elas prestam mais atenção a respeito de suas dietas, elas se exercitam mais e pensam em uma abordagem corpo-mente para diminuir o stress, ao invés de usar a acupuntura para tratar tudo. Portanto informe-se e se cuide para manter sua saúde em dia, e conte com a sabedoria milenar chinesa como uma grande ajuda para manter o equilíbrio da saúde de seu corpo e mente. 

 Assinatura Desinchá

Pode procurar no seu navegador: “drenagem linfática”. A busca vai retornar uma longa lista de clínicas que oferecem esse tratamento e todas falando dos resultados incríveis que uma sessão por semana pode fazer no seu corpo. Mas será que é tudo isso mesmo? Dá pra confiar? 
 
Sim. A drenagem linfática dá resultados. Mas antes de você sair correndo para marcar sua hora, tem muitas outras coisas que precisa saber sobre esse procedimento, desde o profissional habilitado a fazer até as contraindicações. Pois elas existem, viu! 

Como funciona a drenagem linfática?

Esse tipo de massagem, que só pode ser aplicado por fisioterapeutas ou massoterapeutas, atua no sistema linfático, que é uma rede complexa de vasos pelo corpo por onde se move a linfa, líquido rico em proteínas, glóbulos brancos, microrganismo, células mortas, células sanguíneas e pode também carregar bactérias e toxinas. Seu aspecto é viscoso e amarelado. A linfa, assim como o sangue, realiza trocas metabólicas com as células e em seguida é recolhida pelos vasos do sistema linfático, retornando aos gânglios.  

O objetivo da drenagem linfática, ou drenagem para os mais íntimos, é retirar a linfa acumulada entre as células e devolvê-la a circulação para que seja filtrada pelos gânglios linfáticos (ou linfonodos). Esses gânglios fazem parte do sistema imunológico e sua função é ajudar o corpo a reconhecer e combater germes, infecções e outras substâncias estranhas. Então, após esse processo, os nutrientes são absorvidos pelo organismo e o que não presta é eliminado. 

Para cada parte do corpo existem movimentos adequados, mas eles sempre devem ser feitos no trajeto dos vasos e no sentido do linfonodo correto. Por exemplo, a drenagem nas penas e barriga devem seguir em direção a virilha, nos braços e tórax os movimentos vão em direção a axila.  

A técnica mais utilizada e eficiente é a manual, mas a drenagem também pode ser feita com aparelhos da endermologia, que possuem mecanismos de vácuo e rolamento. A desvantagem é que o profissional não consegue ver nem sentir a área massageada e trabalhar com ênfase nos pontos mais necessitadas. 

O resultado mais desejado é a diminuição do inchaço e, consequentemente, das celulites e medidas. Aliás, esses são os principais motivos pelo qual a drenagem ganhou tanta popularidade. Mas existem outros benefícios:  

– Ajuda a melhorar sintomas da tensão pré-menstrual, já que, além de auxiliar na eliminação de líquidos e combate o inchaço, ajuda a controlar a ansiedade, pois tem efeito relaxante. 

– É eficaz em pós-operatórios, pois regenera tecidos para reduzir cicatrizes em locais de incisão cirúrgica, reduz o inchaço, desintoxica o corpo, ajuda a circular os glóbulos brancos para melhorar o processo de cicatrização, além de melhorar o bem estar e promover o relaxamento. Ela não deve ser feita logo após a cirurgia. O adequado é esperar pelo menos 6 semanas antes de receber uma, ou até que um médico libere o paciente para a massagem. 

– Aumenta a taxa metabólica porque livra seu corpo de produtos de resíduos através de seus gânglios linfáticos. Um sistema linfático saudável contribui para uma taxa metabólica saudável. Quanto maior sua taxa metabólica, mais gordura seu corpo queima por minuto (mesmo quando você está inativo ou simplesmente sentado). 

Uma grande polêmica sobre a drenagem é se ela pode ser aplicada em mulheres grávidas. E sim, não só pode como ajuda muito! Nessa fase, a mulher retém muito liquido, especialmente no 3º trimestre da gestação, e quando este líquido passa do limite que o organismo consegue processar e eliminar, as impureza e toxinas ficam acumuladas causando uma série de problemas. Mas é importante saber que o profissional deve ser especialista em gestantes! 

Existem casos em que a drenagem é contraindicada: tumores malignos não controlados, tuberculose, processos infecciosos e inflamatórios agudos, insuficiência renal aguda, erisipela em fase aguda, entre outras. Se você sofre de alguma doença, converse com seu médico antes de passar pelo procedimento. 

A drenagem linfática não faz milagre, não emagrece e seus resultados estão diretamente associados ao seu estilo de vida, então não adianta cobrar do profissional a mesma perda de medidas de algum amigo seu.  

E uma última dica importante: pesquise muito bem o profissional antes de marcar sua sessão. Busque referências e indicações e não só o preço mais barato. A drenagem não pode deixar hematomas, então se você passou por uma sessão que te deixou marcas no corpo, não volte mais lá! Ok? 

Assinatura Desinchá

Você conhece alguém que medita? Bom, eu conheço uma pessoa. No caso, é a minha irmã. E a primeira vez que eu a vi praticando, achei que aquilo era coisa de quem não tinha mais o que fazer. Mas, na verdade, eu pensava dessa forma porque não entendia direito o que era meditação.

Assim como eu, muitos não sabem o que realmente significa essa prática que funciona como um verdadeiro treino para a mente. E antes de mais nada, vamos tirar da cabeça a ideia de que meditar é você não pensar em nada. Até porque não pensar em nada é muito difícil, praticamente impossível.

Se você parar um minuto para tentar não pensar em nada, você pode até ficar falando para sua mente:

“Eu não vou pensar em nada, eu não vou pensar em nada”

Mas sinto te dizer que isso JÁ É um pensamento. 

5 benefícios surpreendentes da meditação

Ficou confuso? Calma, eu vou explicar direito o que realmente é a meditação.

A palavra Meditação vem do latim “meditare”, que significa voltar-se para o centro e se desligar do mundo externo. Ou seja: a meditação tem relação com a concentração e com observar nossas emoções.

Os orientais praticam a arte de meditar a milhares de anos porque acreditam que traz a paz de espírito e o conhecimento sobre nós mesmos. Não só isso, acreditam que meditação pode ajudar nosso corpo e nossa mente.

Os benefícios da meditação são pesquisados desde 1970. De lá para cá, vários estudos comprovaram que meditar regularmente ajuda com dores crônicas, insônia, câncer e depressão.

Segundo a psiquiatra Mariela Silveira, especialista em nutrologia, acupuntura e terapia cognitiva comportamental, a meditação traz tantos benefícios físicos, mentais e espirituais. Como médica, ela acredita que não prescrever a prática a um paciente é sentir que está em falta com ele.

A neurocientista Sara Lazar, que trabalha no Massachusetts General Hospital e na Harvard Medical School (além de uma das primeiras cientistas a analisar os efeitos da meditação no cérebro), chegou à conclusão de que a meditação pode inclusive mudar a estrutura cerebral

Analisando meditantes e não-meditantes, ela percebeu que o primeiro grupo tinha mais matéria cinzenta em áreas ligadas à atenção, sensações e no córtex pré-frontal (responsável pelo raciocínio e funções executivas). O mais interessante é que o córtex pré-frontal de meditadores com 50 anos (que costuma diminuir com o tempo) era semelhante ao de pessoas de 25!

Depois desses resultados, Lazar decidiu investigar se era possível modificar o cérebro de não-medidantes. Ela submeteu seu grupo de pesquisa a um programa de 8 semanas baseado em práticas meditativas. Os participantes meditaram em média 27 minutos por dia, já com mudanças significativas.

Você pode até estar se perguntando agora – “Tá, mas ainda quero mais detalhes sobre como meditar pode mudar minha vida!

Vou listar aqui para você 5 benefícios da meditação: 
 

1- Desenvolve a concentração 

A meditação é uma prática que desenvolve o foco e a concentração. Uma vez que aprendemos, inicialmente, a voltar a nossa atenção para aspectos simples como a nossa respiração ou partes do nosso corpo. Pensamentos atravessam nossa mente a todo instante, mas esse treino vai fazer com que a gente volte nossa atenção assim que nos percebermos “viajando”. 
 

2- Reduz o estresse  

O estresse é resultado de situações em que não conseguimos ter espaço em nossas mentes para avaliar melhor as tomadas de decisões. 

Quando ficamos sob pressão e sem espaço para compreender as adversidades do dia a dia, nos sentimos cada vez mais estressados e tensos.

A meditação nos traz esse espaço de observar o que está passando na nossa mente, sem apego. Ela nos ajuda a identificar obsessões, ajuda a controlar a pressão sanguínea (porque nos traz um centro de calma), e como consequência diminui nosso estresse. 

3- Controla a ansiedade 

A prática regular da meditação pode ajudá-lo a ficar mais calmo e relaxado para vivenciar o dia a dia e também lhe dá a força para enfrentar os acontecimentos como eles são, sentindo-se menos ansioso. 

Isso porque a meditação te coloca em equilíbrio com os seus sentimentos, ajudando você a ter mais controle sobre eles. 

4- Combate a insônia 

Em muitos casos a insônia está ligada à agitação da mente, que impede o relaxamento e o descanso adequado. 

Através da meditação é possível acalmar os pensamentos, relaxar e desfrutar de uma noite de sono profundo e restaurador.

5- Melhora a função imunológica 

A meditação pode contribuir com seu sistema imunológico pois, por melhorar a forma com que a pessoa lida com o estresse e a ansiedade, as defesas do organismo são ampliadas, aumentando o bem-estar. 

Sem contar que também auxilia em problemas cardiovasculares.  
Pesquisas afirmam que meditar reduz em até 47% as chances de um ataque cardíaco, infarto e ainda regula a pressão alta. 
 

 
O legal é que tudo isso foi testado: um estudo realizado pela Clínica de Redução do Estresse da Universidade de Massachusetts, acompanhou 14 mil portadores de câncer, aids, dor crônica e complicações gástricas durante 24 anos.

A conclusão é que, quando submetidos a sessões de meditação, esses pacientes foram capazes de diminuir ou abandonar o uso de analgésicos. As queixas de dor após o experimento diminuíram em média 40%.  

Se você ainda não está convencido, só posso dizer: que loucura, Brasil!

Então agora você pode estar se perguntando: “Tá, mas e como iniciar?”

Meditar é mais simples do que parece, e pode ser feito por todas as pessoas no lugar em que acharem melhor. No quintal, na sala, no quarto… Qualquer ambiente que te possibilite ter concentração é um bom lugar para se meditar.

Caso você ainda não conheça, nós mesmos disponibilizamos aulas de meditação com professores na nossa plataforma da Desinchá Academy, para você iniciar e continuar praticando em níveis mais avançados.

Poder ter controle sobre sua mente e seu corpo é TÃO essencial. Imagina só as vantagens de poder relaxar em meio ao caos quando o mundo estiver pegando fogo no trabalho, trazer mais empatia para os seus relacionamentos, evitar brigas por motivos bobos com aquelas pessoas que você mais ama, e até focar sua mente para alcançar os objetivos que você pode vir empurrando com a barriga. 

Faça um teste: tente implementar a meditação na sua rotina e no final faça a comparação de como você era antes e depois dessa prática. Fica o desafio e um abraço meu. 

Assinatura Desinchá

Acho que já falei sobre recentemente isso aqui no blog, mas acho bom reforçar: considero o nível do conteúdo que aparece no Google, quando digitamos a palavra-chave, proporcional a relevância ou atenção que damos para o tema.  O tema, naquele post, era autoestima. E hoje o texto é sobre um muito similar: o amor próprio.  

Além de ser similar em significado, também é similar quando vemos o resultado das buscas na internet por essa palavra: tudo muito superficial. O que se vê são páginas e mais páginas de “dicas para ter amor próprio” e “frases sobre amor próprio”, além de uma música do Aviões do Forró no meio dessas outras: 

“Meu amor próprio 
É tão grande que não cabe em você 
Caia fora 
Sua chance, chance 
Chance, chance 
É tão pequena, não vale a pena.” 

Até nosso querido grupo de forró foi impreciso com relação ao amor próprio e confundiu com puro narcisismo. 

Em uma época onde a autoajuda continua dominando os livros mais vendidos e nos contentamos com explicações feitas por memes, se faz importante abrir o tema e mostrar diferentes pontos de vista. Essa expressão “amor próprio” está em alta em lugares como o Youtube e o Instagram, talvez pelo fato do nosso culto à imagem estar mais evidente do que nunca com a popularidade dessas redes. Mas são as pessoas famosas por seus belos corpos e bombardeadas o dia inteiro com elogios que mais tratam sobre o amor próprio. Aí talvez esteja o primeiro erro: estamos ouvindo um pequeno nicho com um determinado padrão de corpo e, mais ainda, um padrão socioeconômico praticamente inalcançáveis falando sobre como conseguiram se aceitar e se amar muito.  

O que falta para recuperarmos nosso amor próprio?

Como pode dar certo seguir conselhos tão pessoais de pessoas que possuem uma realidade tão distante da nossa? Raramente se vê alguém levando em conta o contexto e as peculiaridades do universo de cada um. Se espelhar em alguém que faz parte daquele 1% famosíssimo que nunca vai passar nem 1 segundo passando pelas mesmas situações do cotidiano que nós, pode trazer um efeito contrário ao do amor próprio. 

Então vou começar tentando explicar o significado dessa expressão. O site Significados define “amor próprio” da seguinte maneira: 

“O amor próprio é o amor que as pessoas têm por si mesmas. Muitas vezes as pessoas, por causa de fraquezas antigas, de crises mais recentes, não conseguem defender seus interesses para satisfazer suas necessidades. É um grande tema da psicologia e da psicanálise, já que faz parte do cotidiano dos profissionais destas áreas. 

Quem se ama de verdade, procura possuir controle emocional, procura compreender as pessoas, estar sempre, ou a maior parte do tempo, de bem com a vida e esquecer a opinião alheia, não guarda raiva, rancor, está sempre disposto a perdoar e ter coragem, confiança e segurança para recomeçar.” 

Já no primeiro parágrafo dessa definição, conseguimos ter uma base mais sólida tanto sobre o que é amor próprio, quanto o que causa a falta de amor próprio.  

E é exatamente nessa causa que quero focar: não adianta nada assistir 5 mil vídeos com dicas sobre amor próprio, se nenhuma dessas pessoas que propõe esse tipo de ajuda sabem pelo que você passa. ”Fraquezas antigas” e “crises recentes” são pontos que poucos se atentam.  

Em um dos poucos vídeos no Youtube que conseguem tratar o tema com a seriedade que ele merece, a Monja Coen explica:  

“Existem causas e condições para pessoas que têm baixa autoestima. Tem coisas haver com a gestação: como foi o seu processo de gestação dentro do útero materno; como foi o seu nascimento; como foram suas experiências quando bebê e na infância. Tudo isso vai nos marcando profundamente. Algumas pessoas foram muito estimuladas amorosa e positivamente pela família“. 

E continua: “Como é que nós, como adultos, podemos olhar esse nosso passado e os estímulos recebemos? Você sente que as pessoas não gostam de você? Você sente que é menos do que alguém? É porque você ainda está comparando. Deixe de lado suas comparações: você é quem você é. Resultado de todas essas experiências, inclusive da ancestralidade.”   

Resumidamente, a popular monja mostra como a psicologia é importante nesse processo de amor próprio. Somos o que somos pelas experiências que tivemos e por tudo a que fomos expostos. As pessoas processam o amor de maneiras diferentes por compreenderem o amor através dos diferentes estímulos a que foram apresentadas. E esse é um dos motivos pelo qual as dicas genéricas não fazem sentido para a maior parte dos mortais.  

Mas estímulos de afeto do passado não são os únicos que ajudam a entender sobre como lidamos com a percepção sobre nós mesmos. O jeito que tratamos o nosso corpo no presente também afeta a maneira como enxergamos as coisas, mais precisamente através da alimentação.  

Quando comemos de maneira saudável, priorizando alimentos naturais e nutritivos, estamos cuidando não só do nosso corpo, mas também da nossa mente. E quem trata esse tema de uma maneira madura e facilmente compreensível, no meio de tanta superficialidade na internet, é a Gabriela Pugliesi.  

Em um vídeo do seu canal no Youtube “Vendi Meu Sofá com Gabriela Pugliesi”, intitulado “Amor próprio: a relação do meu corpo com a minha felicidade”, Pugliesi diz:  

“Eu não me alimento bem e nem treino para ficar musculosona, sarada. Eu me alimento bem para ser feliz. Eu treino porque eu gosto, tenho prazer com a sensação. Tenho uma alimentação cada vez mais natural, no sentido de comer comida de verdade e coisas que me fazem bem, que me deixam feliz. É impressionante como eu vejo que, cada vez mais, quanto mais eu me alimento bem, principalmente vegetais, frutas e verduras (que é o que eu mais amo) eu fico feliz e leve espiritualmente. Minha energia fica mais leve, eu fico muito mais disposta e fico muito mais bem-humorada.”  

A relação do efeito da alimentação sob o nosso corpo com o amor próprio é percebida em outra parte do vídeo: “Hoje, nada me faz mais feliz do que acordar com disposição, com saúde para fazer as minhas coisas, feliz de cabeça. E meu corpo sorri, porque ele responde a isso. Um estilo de vida saudável, pra mim, hoje, tem a ver com como que eu estou espiritualmente. E isso vem muito do que eu colo na minha boca e no meu corpo. É muito básico isso: o nosso corpo é a nossa casa, então tudo o que você come, o corpo absorve. As vezes bem, as vezes não. Então quando mais nutrientes maravilhosos a gente manda para o nosso corpo, mais feliz ele fica. E isso reflete em tudo: na estética, na pele, no cabelo, no estado de espírito.” 

Ou seja, a maneira como enxergamos as coisas está diretamente ligada a maneira como tratamos nosso corpo.  

Mas afinal, qual é a conclusão que se tira de tudo isso?  

Que para ter amor próprio, primeiramente, é necessário entender que a história de cada um é única, então as maneiras de lidar com isso também são. Mas que para lidar da melhor maneira possível, algumas coisas são indispensáveis: conhecer a sua história, o seu passado e entender que os estímulos que recebeu e as relações que teve durante a sua formação moldam a sua percepção sobre você mesmo e o outro. Sabendo quem você é, fica muito mais simples de saber quem você quer ser.  

Outro ponto é: a maneira como você estimula seu corpo e mente altera completamente a maneira como lidamos conosco e com o ambiente em que estamos inseridos. Ter uma vida saudável, com uma alimentação natural e nutritiva, além de fazer exercícios e ter momentos bem aproveitados de lazer faz com que você perceba as coisas de uma maneira muito mais leve e positiva. E, obviamente, isso vai mudar completamente sua visão sobre as coisas, inclusive sobre você mesmo.  

Amor próprio é conhecer e cuidar de você tanto quanto você conhece e quer cuidar de quem ama.  

 

*Lembrando que o que escrevemos no blog não reflete opiniões da empresa, ok? Assinatura Desinchá

 

Pró-idade: um manifesto

Tenho uma notícia para você: a menos que a gente morra jovem, todos nós vamos envelhecer. Sim, é óbvio… Porém essa parece uma daquelas verdades inconvenientes que preferimos negar.

Nós observamos de perto a indústria de saúde e bem estar, e não é de hoje que começou uma certa tendência anti-idade. Creminhos, séruns, suplementos, tratamentos, etcetc, etc. A indústria parece ter abraçado esse conceito o mais apertado que conseguiu. Talvez até a gente tenha deslizado nos nossos conteúdos, mas é algo no qual queremos prestar atenção. 

Porque existe por aí um mito de que a juventude é a vida inteira, não apenas uma fase. E para mudar a forma como encaramos o processo de envelhecer, primeiro é preciso mudar a forma como falamos sobre ele.

Óbvio que queremos envelhecer com saúde, cuidando do nosso corpo e da nossa mente do melhor jeito possível, combatendo a oxidação dos nossos tecidos, e levando uma rotina ativa. Mas isso não significa que estamos escondendo a nossa idade ou desafiando a passagem do tempo. Quer dizer que estamos buscando celebrar a vida, independente da fase pela qual estamos passando.

Anti” traz a ideia de que algo deve ser combatido. É só pensar em antidepressivos, anti-vírus, anti-inflamatórios… E nossa idade não é para ser combatida. É para ser aproveitada! 

Idoso andando de skate

Nosso tempo na Terra é limitado e precioso. É uma oportunidade para fazer cada dia valer à pena.

A linguagem que usamos é importante. Ela define nossa visão de mundo e influencia o jeito como pensamos sobre as coisas. 

Então que tal se nós decidíssemos ser PRÓ?   

Pró-experiência.
Pró-saúde.
Pró-qualidade-de-vida-independente-da-idade.
Putz… Pró-idade!  

E se, ao elogiar uma mulher mais velha, não usássemos qualificadores como: “ela é bem bonita… para a idade dela”? E se a gente só falasse: “ela é bem bonita, ponto.”? 

Idosa usando óculos escuros

Aqui acreditamos DEMAIS no poder de microrrevoluções. Por isso batemos tanto na tecla de que tirar 5 minutinhos pra preparar e degustar um Desinchá como um ato de autocuidado. E por isso pequenas atitudes – ex. mudar a forma como falamos sobre envelhecer, ser pró-idade – pode ser um primeiro passo para celebrar uma vida longa e saudável. 

Assinatura Desinchá