Por Vitória Campos – Nutri

 

Focamos bastante aqui no blog sobre a importância dos bons hábitos e da alimentação saudável em nós adultos. Mas acho que está faltando um pouco de informação sobre nossos pupilos. Afinal, quando temos uma educação nutricional desde pequenos, ou quando a família se orienta, a possibilidade de termos adultos saudáveis no futuro é muito maior. 

E nada melhor para falar de alimentação infantil do que o dia das crianças, né? 

Quando o assunto é padrões saudáveis de alimentação para os filhos, sabemos quem é a maior influência: a família. Toda mãe quer um filho igual o menino da propaganda em que o ele esperneia para a mãe comprar brócolis, mas sabemos que normalmente esperneiam por coisas como salgadinhos e chocolate. Então como a família deve agir para que as crianças se interessem mais por brócolis do que por industrializados cheios de açúcar e gordura? ]

 

 

Essa é a receita de bolo que todos querem! Então aqui vão algumas dicas para você que tem dificuldade em lidar com a alimentação infantil no seu dia a dia: 

 

Seja um exemplo 

Sem essa de “faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço”, as crianças são muito mais espertas do que você imagina! Então se você estiver comendo uma pizza e dizendo para sua filha ela comer cenoura, ela vai se perguntar “por que você pode e eu não?”A criança observa desde cedo todas as atitudes dos pais ou qualquer adulto por perto, e tendem a imita-los e entender que o que fazem é certo. 

 

Sem distrações da hora da refeição  

É ideal criar um ambiente para que a criança se concentre só no seu prato. Nada de televisão ou celular na hora de comer, né?  Importante também definir horários certinhos para que todos se sentam à mesa, seja no café da manhã, almoço e jantar, assim a criança entende que é a hora da refeição e não se distrai com outras coisas, criando uma rotina. 

Chame a criança para ajudar no preparo do prato  

Eles adoram colocar a mão na massa e vão se sentir orgulhosos de comer o que eles mesmo ajudaram a cozinhar  

 

Oferecer à criança diferentes alimentos todos os dias 

Uma alimentação variada é, também, uma alimentação colorida. É preciso provar 10 vezes um alimento para você poder falar se gosta ou não gosta. 

 

Incentive o consumo de “coisas verde, eca!” 

Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições. São eles que contém a maior fonte de fibras, vitaminas e minerais. 

 

Parece fácil? Pode ser que sim, mas tudo é uma questão de implementar os pequenos hábitos aos poucos para que a criança comece a entender a importância dos alimentos e sua diversificação, dos horários das refeições e de ter um ambiente sem distrações. 

Além dos bons hábitos que precisamos implementar com as crianças, não posso deixar de ressaltar os erros comuns que devemos evitar na implementação de novos hábitos alimentar dos pequenos: 

 

Obrigar a criança a comer 

É normal uma diminuição no apetite da criança quando está em fase de crescimento, não é necessário surtar se seu filho não quer comer o prato inteiro (pensando também que devemos respeitar as quantidades que colocamos no prato para que não seja mais do que precisa). Só devemos nos atentar na diferença da falta de apetite de da recusa alimentar seletiva. 

 

Premiar um bom comportamento com doces  

Assim ele pode entender que sempre será recompensado com uma coisa “boa”, que normalmente são alimentos calóricos cheios de açúcar e gorduras. Permitir o consumo diário de doces também é um erro. Isso deve ser esporádico para não se tornar um hábito. 

 

Trocar a fruta por suco 

Principalmente os industrializados. É necessário que a criança coma a fruta para manter as fibras e evitar a adição de açúcar. 

 

Esconder os alimentos na comida 

Enganá-los não é uma opção. Não tem por que esconder o brócolis no arroz para que ele não veja que está comendo. As crianças precisam ter a noção do que estão comendo para que entendam sua importância.  

Castigar a criança sem comida por um mal comportamento

 

Como nutricionista, além dessas dicas mais práticas do dia a dia, não posso deixar de falar um pouco de “nutricionês” com algumas recomendações diárias (segunda a OMS) de vitaminas e minerais que devemos nos atentar para que sejam incluídas na alimentação infantil: 

 

Como lidar com a alimentação infantil?

Como lidar com a alimentação infantil?

 

Outra recomendação que eu acho importante comentar são as porções de alimentos ajustadas em relação à idade da criança. Então, por exemplo, uma criança de 6 anos de idade não deve comer a mesma quantidade de uma criança de 12 anos e vice-versa. As necessidades mudam de acordo com a idade e as preferencias também. 

 

Como lidar com a alimentação infantil?

 

 

E aí, acha que ficou mais fácil de oferecer alimentos verdes sem a criança fazer cara feia e dizer “eca”? 😉 

 

Por Vitória Campos – Nutri 

Título: Alerta: obesidade atinge 20% dos brasileiros

 

A obesidade no Brasil já atingiu quase 20% da população. Em 2008, taxa era de 11,8%. Quer dizer: enquanto parte dos brasileiros busca um estilo de vida mais saudável, a outra parcela da população está ficando mais obesa.  

A obesidade é um dos maiores problemas de saúde pública, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Estatísticas mostram que, em 2025, mais de 700 milhões de pessoas no mundo serão obesas e 2,3 bilhões sobrepeso. E aqui no Brasil não estamos muito longe desse cenário.  

Vivemos uma “era fitness”onde tudo é low carb, sem glúten, sem lactose e sem açúcar, com essa onda de incentivo ao estilo de vida mais saudável, por que o índice de obesidade não para de crescer? Será que essa era é somente modinha ou poucos estão sendo afetados por ela? De acordo com esses dados, temos a impressão de que essa era fitness está mais fatness

Ok, estamos aqui falando das estatísticas da obesidade, mas você sabe tecnicamente o que é a obesidade? 

Geralmente a obesidade é um resultado da ingestão de mais calorias do que as calorias queimadas por exercício físico e atividades diárias normais, basicamente a conta não fecha. Para galera de humanas, é simples – comer mais do que você gasta, engorda.  

É uma condição caracterizada pelo excessivo acúmulo de gordura corporal e normalmente está associada a problemas de saúde, comprometendo ainda mais o estado do indivíduo.  

 

Quando uma pessoa é considerada obesa? 

Erroneamente (na minha opinião), isso acontece pela análise do índice de massa corporal (IMC). Quando o seu peso, dividido pela sua altura ao quadrado, resulta em mais de 30, você é considerado obeso.  

E por que eu acho errado a utilização somente do IMC para o diagnóstico? Assim como foi dito no nosso texto sobre gordofobiaseria necessário considerar uma série de exames e hábitos: hormônios, circunferência da cintura, porcentagem de gordura corporal, boa alimentação, taxas de colesterol e triglicerídeos, atividade física, bem-estar psicológico e muitos outros fatores.  

Além de um diagnóstico mais assertivo, também é possível se ter uma noção maior da causa dessa obesidade ou sobrepeso. Ou seja, não necessariamente você se torna obeso só por comer demais e não fazer exercícios. Isso pode acontecer por condições fisiológicas do seu corpo que impedem seu emagrecimento.  

Por isso é muito importante o acompanhamento do médico ou nutricionista. 

 

Quais problemas de saúde podem surgir com a obesidade? 

A obesidade é um fator de risco para várias doenças dentre as quais podemos citar: câncer, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, doenças cerebrovasculares, apneia do sono, osteoartrite e Diabete Melittus tipo 2. Não queremos nada disso, certo? 

 

Sedentarismo e obesidade andam juntos 

Só mais dados chocantes para vocês: 25% da população mundial é sedentária, aproximadamente 1,4 bilhão de pessoas. Como se essa já não fosse uma porcentagem alta, quando falamos do Brasil, temos 47% da população que não pratica atividade física e isso significa praticamente metade do país está parado. Esse grupo de sedentários tem um alto risco para doenças como a diabetes tipo 2, câncer, doenças cardiovasculares, e é claro: a obesidade. 

Sendo o sedentarismo  uma das principais causas da obesidade, devemos dar um valor maior para pequenos hábitos que podem nos deixar mais ativos. Pequenas atividades já podem nos ajudar, movimente-se! 

Que tal tentar suar mais escadas e deixar o elevador um pouco de lado? 

 

Como é o tratamento? 

Geralmente, o tratamento é feito por uma melhora dos hábitos, como boa alimentação e prática de exercícios físicos. Falando parece fácil, mas sabemos que não é tão simples assim. Agora… Quando implementada corretamente, essa estratégia provoca não só uma redução de peso e reversão da obesidade, mas também facilita a manutenção de um quadro mais saudável. Isso se a causa da obesidade for somente de maus hábitos. Muitas vezes a causa da obesidade pode ser fisiológica (hormonal, por exemplo) ou psicológica, tendo como tratamento mais focado em medicamentos ou até mesmo uma cirurgia bariátrica. Lembrando que medicamentos para perda de peso são perigosos e não se deve agir sem orientação de um médico. 

 

O dia 11 de outubro é o Dia Nacional da Prevenção à Obesidade. A prevenção, nesse caso, passa pela conscientização da importância da atividade física e da alimentação saudável. Esse dia é a luta contra estilo de vida sedentário, as refeições com poucos vegetais e frutas, além do excesso de alimentos com fritura e açúcar se refletem no aumento de pessoas obesas, em todas as faixas etárias, até porque, não só os adultos podem ficar obesos: hoje, o índice de crianças brasileiras com sobrepeso já chega a 15% (spoiler alert: falaremos mais sobre esse assunto em breve). 

Vamos começar a dar mais importância para nossos hábitos e nos conscientizar para que a obesidade deixe de ser um problema? 

Cuide-se. 

 

Por Vitória Campos – nutri 

Desvendando a Insulina (você não precisa ter diabetes para precisar saber disso)

Talvez você tenha escutado falar sobre “insulina” quando te explicavam sobre diabetes ou enquanto você lia algo sobre diabetes. Vamos mais a fundo para entender o que é realmente a insulina e como ela funciona no nosso corpo? 

O que é a insulina? 

A insulina é um hormônio produzido no pâncreas e é responsável por captar a glicose (açúcar no sangue) para produção de energia para o nosso organismo.  

Ele atua como uma “chave” abrindo as “fechaduras” do corpo para que a glicose entre e seja usada para gerar energia. Ou seja, para que a glicose penetre nas células, é preciso que haja insulina circulando pelo sangue, caso contrário, a glicose ficará livre no sangue em níveis elevados e causará complicações como a diabetes . Além disso, a glicose em excesso no corpo pode causar: AVC, infarto, cegueira, insuficiência real, entre outros. 

Mas como funciona isso efetivamente no nosso corpo? 

 

Desvendando a insulina

 

 

Quando esse processo normal da insulina não ocorre, os níveis de glicose se elevam no sangue, e é quando ocorre a famosa diabetes

Diabetes Mellitu 

Diabetes Tipo 1:  

Doença autoimune, ou seja, ela surge por genética ou ela simplesmente acontece, não é culpa sua ☹ O corpo não produz a insulina, ou seja, não consegue fazer com que a glicose do corpo penetre nas células. Resultado: glicose livre no sangue. 

  • Sintomas: sede, xixi e fome excessivos, emagrecimento, cansaço e fraqueza 

Diabetes Tipo 2:  

Ao contrário da diabetes tipo 1, ela é causada por alguns maus hábitos que podem ser evitados: obesidade e sobrepeso, sedentarismo, hipertensão, consumo elevado de álcool, entre outros. O pâncreas produz insulina, mas não em quantidade suficiente, fazendo com que ocorra o mesmo resultado: glicose fica livre no sangue. Representa 90% dos casos de diabetes 

  • Sintomas: sede, aumento da diurese, dores nas pernas, alterações visuais e outros 

Quando esse processo normal da insulina não ocorre, os níveis de glicose se elevam no sangue, e é quando ocorre a famosa diabetes: Diabetes Mellitus Diabetes Tipo 1: Doença autoimune, ou seja, ela surge por genética ou ela simplesmente acontece, não é culpa sua ☹ O corpo não produz a insulina, ou seja, não consegue fazer com que a glicose do corpo penetre nas células. Resultado: glicose livre no sangue. Sintomas: sede, xixi e fome excessivos, emagrecimento, cansaço e fraqueza Diabetes Tipo 2: Ao contrário da diabetes tipo 1, ela é causada por alguns maus hábitos que podem ser evitados: obesidade e sobrepeso, sedentarismo, hipertensão, consumo elevado de álcool, entre outros. O pâncreas produz insulina, mas não em quantidade suficiente, fazendo com que ocorra o mesmo resultado: glicose fica livre no sangue. Representa 90% dos casos de diabetes Sintomas: sede, aumento da diurese, dores nas pernas, alterações visuais e outros Arte:

 

 

Quanto custa ser diabético? 

 O gasto com a doença chega próximo aos R$ 100 bilhões por ano: além do grande número de diagnosticados, o preço da insulina, que custa em média R$150 com 3 aplicações diárias, e dos medicamentos para o tratamento são muito elevados.  

O programa Farmácia Popular disponibiliza algumas opções de tratamento, com medicamentos genéricos orais usados por pessoas com diabetes tipo 2, mas ainda não é o suficiente. 

Você deve estar se perguntando: mas e o SUS? Bom, o Ministério da Saúde libera a compra de novos e melhores medicamentos, mas não tem dinheiro para comprar. Não adianta fazerem uma receita para você ir ao SUS e não conseguir pegar, pois você chega no posto de saúde e não tem. 

 

Como evitar a diabetes tipo 2? 

Mesmo parte da falha no funcionamento do pâncreas estando na genética, o gatilho para esse tipo de diabetes está fortemente associado ao estilo de vida. 

Sendo assim, maus hábitos alimentares e sedentarismo desencadeiam uma das principais causas da doença, a obesidade. Como o ganho de peso favorece a resistência à insulina, uma das principais medidas para evitar o problema é se atentar ao ganho excessivo de peso. 

Mesmo o aparecimento da diabetes tipo 2 sendo acima de 45 anos, as crianças também ser observadas quanto à um estilo de vida que pode causar obesidade e como possível consequência, a diabetes

Manter-se no peso ideal, portanto, é prioridade para afastar a ameaça, mais importante ainda, é ver diminuir a circunferência da cintura. 

E por que a circunferência da cintura mede risco? Os médicos relacionam a gordura abdominal com a síndrome metabólica — um conjunto que envolve hipertensão, excesso de triglicérides, baixo nível de colesterol bom, além do abdômen saliente. Todos esses fatores são capazes de interferir com a ação da insulina. 

Então é importante se atentar aos seguintes pontos para evitar a diabetes tipo 2: 

Sedentarismo, má alimentação, consumo elevado de álcool, acúmulo de gordura abdominal, hipertensão, triglicérides alto, entre outros. Perceba que a maioria dos sintomas a serem evitados tem relação principalmente com a alimentação e a prática de exercício físico. Se você se preocupa com seu estilo de vida e tem suas atividades e alimentação em dia, já está menos predisposto a cair em uma diabetes tipo 2.  

Lembrando que sua genética (maldita genética) pode ser também um fator que te deixa propicio a ter a diabetes, então fique atento a isso.  

Ainda assim, cabe dizer que o sedentarismo e uma dieta desregrada podem, por si sós, patrocinar e agravar o diabetes tipo 2. 

 

diabetes tipo 1, por ser uma doença crônica não transmissível, hereditária, autoimune, não pode ser evitada nem prevenida especificamente. Esse tipo de diabetes aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também. Pessoas com parentes próximos que têm ou tiveram a doença devem fazer exames regularmente para acompanhar a glicose no sangue. 

A causa do diabetes tipo 1 ainda é desconhecida e a melhor forma de preveni-la é com práticas de vida saudáveis (alimentação, atividades físicas e evitando álcool, tabaco e outras drogas). 

Ela pode ser controlada, dependendo da sua gravidade, com atividade física e planejamento alimentar. Em outros casos, exige o uso de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose. Nesses casos, é necessário administrar insulina diariamente para regular a quantidade de glicose no sangue. 

 

Vamos começar a nos regrar mais e mais, nos exercitar, alimentar bem e ir com calma no álcool? Desse jeito a diabetes passa longe e continuamos lindos e saudáveis!  

 

Pirâmide alimentar: o tipo de coisa que você já deve ter feito em cartolina, com recorte e colagem de alimentos dentro de um triângulo para entregar para a professora do ensino fundamental, #quemnunca? 

Pirâmide alimentar: seguir ou não?

Mas agora falando o nutricionês claro, a primeira pirâmide alimentar foi criada em 1992 para ser uma ferramenta para ajudar e orientar a população brasileira na escolha e seleção dos grupos de alimentos. Com isso, a base da pirâmide seriam os alimentos que você deveria incluir como base da sua alimentacão, e o pico da pirâmide diz respeito aos alimentos que deveriam estar menos presentes na sua dieta.  

Ela é dividida em 8 grupos: 

Pirâmide Alimentar

Como funciona a pirâmide alimentar? 

Na base estão os alimentos energéticos, ricos em carboidratos (massas, pães, cereais e arroz). Acima estão frutas, verduras e legumes que fornecem vitaminas, minerais e fibras para o corpo. No terceiro degrau da pirâmide estão as fontes de proteínas e minerais (carnes, leguminosas, leite e derivados). No topo, encontramos os alimentos que devem ser consumidos com moderação (doces, açúcares, óleos e gorduras), pois são calóricos e podem levar a obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes e outras enfermidades. 

Minha opinião? Isso não funciona mais tão bem assim. 

O que a pirâmide fez: determinou que se consumisse muito carboidrato, que as proteínas ficassem num nível intermediário e que se evitasse a ingestão de gorduras. 

 

Em teoria, a divisão dos alimentos na pirâmide faz sentido quando se tem em consideração a recomendação de carboidratos e proteínas (mas nem tanto), por quê? A recomendação da OMS sobre os macronutrientes em uma dieta é a seguinte: 75-55% carboidratos (massas, pães, arroz), 10-30% gorduras e 10-15% proteínas (carnes, ovos, laticínios). O que fazendo a conta, realmente os carboidratos ficariam na base da dieta por terem uma porcentagem maior da recomendação. Mas para se atingir a proteína e principalmente a gordura, a pirâmide teria que mudar. 

 

Qual o problema da pirâmide alimentar? 

Sem uma orientação, principalmente sem a definição de quantidade e tamanho das porções, a pirâmide pode induzir a erros. Como? Ao ver essa pirâmide, a pessoa induz basear a dieta dela em massas e carboidratos que normalmente não são os com mais fibras ou integrais, esquecem também das gorduras boas como azeite de oliva, ou alimentos como abacate ou as oleaginosas por estarem no pico da pirâmide. 

O problema não é só a pirâmide, e sim como as pessoas a interpretam. 

Outro ponto que deve ser considerado é que a pirâmide também não leva em consideração os alimentos em conjunto, por exemplo: ok nutri, mas e a torta de frango? E o arroz com feijão? Ou seja, a junção de dois grupos alimentares como carboidratos e proteínas não estar na pirâmide faz com que seja uma confusão a mais. 

Outra confusão que é feita? A posição dos alimentos na pirâmide. Em um estudo com um levantamento de 898 consumidores deixou claro que algumas pessoas pensavam que os alimentos do topo eram os prioritários, e que os da base deveriam ser evitados. Essa interpretação apareceu em outros estudos. Ou seja, a base da alimentação seriam os doces e gorduras… loucura, né? 

Por essas e por outras, o FDA (Food and Drug Administration), órgão governamental dos Estados Unidos que controla alimentos e medicamentos, decidiu que o esquema precisava ser definido com mais clareza. E a pirâmide foi transformada em várias outras.  

Em alguns países, a pirâmide caiu em desuso, mas não a lógica de separar os alimentos por macro e micronutrientes. 

 

Pirâmide Alimentar de Harvard 

Tá aí uma pirâmide que eu já consigo concordar um pouco mais! Especialistas da Escola de Saúde Pública de Harvard chegaram à conclusão que a pirâmide usada não diminuía riscos das doenças crônicas e da obesidade e resolveram alterar alguns erros que a mesma possuía. Ela foi batizada de Healthy Eating Pyramid (Pirâmide da Alimentação Saudável) e traz boas recomendações para um estilo de vida mais saudável, que não engloba só a alimentação, mas sim, bons hábitos também.  

Conseguem ver a diferença de uma pirâmide para outra? Esta, além de coloca o exercício físico, a hidratação e o controle do peso como base, também dá a importância aos carboidratos complexos (cerais integrais, ricos em fibras) e não só massas e pães. Além disso os óleos deixaram de ficar no pico da pirâmide para se manter na base, como óleos vegetais saudáveis, que não podem deixar de estar na nossa alimentação também, desde que sejam gorduras boas. 

Mesmo assim, eu como nutricionista, ainda fico com uma pulga atrás da orelha com essas pirâmides. Não acredito que as pessoas devam seguir algum tipo de dieta ou padrão pré-determinado de alimentação, afinal, cada caso é um caso. Portanto, tudo que é generalizado, precisa ser analisado com cautela. A pirâmide é uma ferramenta de educação nutricional, então vale lembrar que as necessidades nutricionais de cada um devem ser calculadas de forma individualizada e personalizada, levando em consideração: o estado nutricional, contexto social e econômico, necessidades individualizadas de nutrientes, ideologias e religiões e muito mais. Como vocês bem sabem: cada ser humano é único! 

Seguindo esse raciocínio, no final de 2014 o Ministério da Saúde publicou o Guia Alimentar para a População Brasileira. A orientação-chave é fazer de alimentos in natura e minimamente processados a base da dieta, e evitar ultraprocessados, mostrando a importância não somente de conhecer seus macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras), mas sim de onde eles vem e como eles vem parar no seu prato. 

Mesmo tantos (muitos mesmos) métodos de educação alimentar e nutricional, todas as pirâmides e guias ainda não atendem a orientação personalizada que cada um merece. Cada pessoa se adapta a um tipo de orientação. Alguns gostam de tudo muito bem detalhado e seguem à risca a dieta proposta pelo nutricionista. Outros preferem ter à mão opções de substituições. Não basta dizer “coma alimentos saudáveis”. É importante trabalhar o conceito dos alimentos, orientando sobre o consumo regular dos saudáveis e suas quantidades, mas permitindo uma pequena parcela de permissões. Afinal, alimentação também envolve prazer, não é mesmo? 

Então no final das contas vocês vão me perguntar: então nutri, seguir ou não seguir a pirâmide alimentar? 

Minha resposta é: não se prenda a nada que for generalizado, procure orientação individualizada de um nutricionista ou médico para que você tenha a dieta certa para o seu estilo de vida, para sua rotina e seu estado nutricional. 

Vamos deixar a pirâmide para o recorte e colagem da escola? 😉  

 

Produtos Desinchá

Você sabia que a palavra “café” é pesquisada aproximadamente 201.000 vezes por mês? Ou seja, se ele é tão pesquisado, com certeza surgem dúvidas sobre esse alimento. Nada melhor do que a nutricionista aqui vir clarear a mente de vocês sobre o café.  

E aí, o que precisamos saber sobre ele? 

O café é uma bebida produzida a partir dos grãos torrados do fruto do cafeeiro, originada na Etiópia, no centro da África, onde ainda hoje faz parte da vegetação natural. Normalmente é servido quente, mas também pode ser consumido gelado. O café é uma das bebidas mais consumida e produzida do mundo, sendo o Brasil o líder de maior produtor de café do mundo há mais de 100 anos (pasme!). 

Curiosidade: Em Portugal consomem-se 4,7 quilos de café por pessoa por ano, valor abaixo do consumo médio no resto da Europa 6,4 quilos por ano. Loucura, né? 

Quem resiste ao cheirinho do café pela manhã ou no meio da tarde? Eu sei que eu amo! Para muitas pessoas tomar um cafezinho é uma das coisas mais gostosas que há, sendo o hábito diário de muitas pessoas. Razões do porquê o café é um alimento riquíssimo, não faltam. E vou te provar: 

Vamos falar de café?

VOCÊ SABE O QUE TÊM NO CAFÉ? 

Vamos começar com o básico: cafeína. Muitos sabem do famoso composto que o café possui e que é o responsável por nos deixar acordados após uma xícara. Mas você como e por que isso acontece? 

A cafeína bloqueia os receptores da adenosina. WHAT? Calma, vamos entender melhor: a adenosina é uma substância química do cérebro (neurotransmissor) que é responsável pelas sensações de sono e cansaço. Cerca de 10 minutos após você tomar um pouquinho de café, a cafeína entra em ação e faz com que a adenosina faça efeitos contrários ao de costume, ou seja, te deixando em estado de alerta e desperto. Deu para entender? 

Mas muitos babem café todos os dias e não sabem o tanto de substâncias ricas que ele possui. Café não tem só cafeína não, viu! O café possui em média de 1 a 1,25% de cafeína. Então o que sobra daqueles 99% 😉? 

O grão do café verde possui uma grande variedade de minerais como potássio, magnésio, ferro e ainda aminoácidos, açúcares, lipídios e muitos outros! Além dos minerais, quando ainda verde, ele ainda possui vitamina B3, e em maior quantidade que os demais, o ácido clorogênico (fitoquímico que é capaz de regular níveis de açúcar no sangue, tendo efeito antidiabético), na proporção de 7 a 10%, isto é, 3 a 5 vezes mais que a quantidade de cafeína. 

Ok, mas porque estamos falando do grão do café verde se tomamos ele torrado? Então, apenas a cafeína é termo-estável, o que significa que é a única substância que não é destruída com a torra excessiva do grão do café ☹. As demais substâncias como aminoácidos, lipídeos, açúcares e o ácido clorogênico podem ser preservadas ou destruídas, dependendo do processo de torra. 

 

Essas são as substâncias presentes no grão de café (conforme torra) e na bebida: 

Substâncias presentes no café

 

Comparativo de minerais do café para outros produtos 

Comparativo de minerais do café para outros produtos

Agora que cansei um pouco seus miolos falando da ciência do café, que tal eu mostrar alguns dos benefícios que o café nos proporciona? 

 

BENEFÍCIOS DO CAFÉ 

Te dá Energia 

“Tá com sono? Pega um cafezinho. Quem nunca escutou essa? 

O café é considerado uma bebida estimulante energética e quem ajuda nisso é a cafeína. Substâncias presentes no grão do café fazem com que o rendimento do corpo aumente e combatam sono e cansaço. Isso ocorre porque um dos efeitos da cafeína estimula o sistema nervoso central, melhorando nosso estado de alerta, capacidade de aprendizado e resistência ao esforço físico. 

 

No Stress 

Alguns estudos mostraram que o café juntamente da cafeína ajuda a aliviar o estresse! Além disso ele melhora o humor e garante mais desempenho no tempo de reação, memoria e raciocínio  

 

Ajuda no funcionamento do intestino 

Aquela xícara de café pós almoço tem seu valor! O café estimula os intestinos (delgado e grosso) e o reflexo do estomago, aumentando o movimento do colón (parte final do tubo digestivo) e facilita a digestão. Falando no português claro: ajuda a você ir ao banheiro. Já sentiu aquela vontade de ir ao banheiro depois do café e não entendeu por quê? A cafeína promove a ativação da gastrina, hormônio conhecido por ativar o colón (que é a saída mais próxima, se é que você me entende). Depois disso é capaz que você tenha que dar aquela passadinha no banheiro. Isso é tão rápido quanto 4 minutos após a xícara de café.  

Mas isso não acontece com todo mundo: somente 23% dos consumidores de café sentem o efeito, sendo as mulheres 2 vezes mais propicias do que os homens. Isso varia de acordo com os hábitos diários de cada um e sua sensibilidade à cafeína. 

Interessante, não? 

 

Rejuvenesce a pele 

O café verde tem substâncias antioxidantes que é explorado principalmente pela indústria de cosméticos. Marcas como Natura e Avon, apostam nessas substâncias extraídas do café para melhorar a eficácia de seus produtos.  

Aposto que você nem imaginava isso. 

 

Pode ajudar a prevenir Alzheimer e outras doenças 

Verdade! O café pode retardar os sintomas da doença de Alzheimer. Café geralmente melhora a memória, graças aos efeitos da cafeína sobre alguns dos neurotransmissores do cérebro. 

Outras pesquisas já provaram que beber café também diminui os riscos de doenças como diabetes tipo 2, depressão em mulheres e Parkinson. 

 

Posso ficar aqui por muito tempo citando inúmeros benefícios do café, mas além disso, gostaria de alertar sobre alguns cuidados que devemos ter também com as doses que tomamos de café durante o dia. Nada em excesso é bom, hein galera! 

 

CAFÉ-MANIACOSCUIDADO 

Por conta de a cafeína atuar no sistema nervoso central, sentimos um pique extra após beber um cafezinho. Por isso é recomendado que você não consuma café a contando seis horas antes de dormir. E por quê? Vamos evitar possíveis noites mal dormidas por causa da cafeína que circula no cérebro. 

 

Afinal, qual a dose diária de café? 

Até três xícaras de café (xícaras amores, e não canecas de 300ml 😉) por dia é o ideal para nosso amado café nos trazer seus benefícios e não causar males à saúde  

PS: uma xícara de café = 50ml, então um total de 150 ml por dia está ok. 

Nutri, o espresso é mais forte, devo tomar menos xícaras? Não. Não existe diferença entre o café coado e o café espresso em termos de cafeína. 

 

E o que o café em excesso pode causar? 

Por ser uma bebida estimulante, ela aumenta a vasoconstrição, a pressão arterial e o risco de arritmia (coração batendo muito rápido). E assim, pode aumentar também o risco de infarto (não queremos isso, né?). 

A cafeína presente no café também pode prejudicar nosso sono de beleza e levar à insônia. Então lembrem-se: nada de café seis horas antes de dormir, ok? 

Além disso, café pode viciar 

Quanto mais você toma café ao longo dos anos, maior a possibilidade de alterar a química do seu cérebro. Lembra que eu contei como funciona a cafeína? Então, com o aumento do consumo da cafeína, mais receptores da adenosina são produzidos, pois, como a cafeína substitui a adenosina em seus receptores, seu corpo entende que precisa de mais e mais receptores para a cafeína em excesso. Isso pode causar uma dependência como um vício, podendo existir sintomas de abstinência se você tentar reduzir o consumo. Então vamos com moderação, certo? 

 

VOCÊ TOMA CAFÉ LOGO QUE ACORDA? 

Se a resposta for sim, saiba que não você precisa tomar logo que acorda. Estava achando que o café ia te acordar tomando logo que acorda? Errado. Vem entender porque: 

O nosso corpo produz um hormônio chamado cortisol, faz com que nos ative uma sensação de alerta (mesmo efeito que a cafeína faz). O cortisol começa a atingir seu nível máximo assim que acordamos e saímos da cama. Resumindo, quando tomamos café depois de se levantar com o intuito de “acordar”, estamos desperdiçando a cafeína, pois o cortisol já nos trás esse efeito. O ideal é esperar um tempinho: 

Horário ideal para tomar café

Então por exemplo se você acorda às 8h, o recomendado para que você não “desperdice cafeína” é que você beba seu café 1:30 depois, então beberia as 9:30. A tarde, quantidade do hormônio do cortisol no nosso corpo começa a cair entre 13h30-17h, então já sabe, né? Hora do cafézin! Lembrando que se você gosta de tomar seu café logo que acorda, por puro prazer, não tem problema! Isso é só uma dica para podermos otimizar a cafeína que tomamos para beber café na hora certinha para termos o efeito desejado do café de “estar acordadão”. 

 

Vai dizer que agora você não pode ser considerado um expert em café? Depois de tanta informação falando deste pozinho marrom tenho certeza que ficou com água na boca de vontade de beber um cafezinho. Então, tá esperando o que?  

Vai preparar seu Evolution Coffee e beba ele enquanto lê mais textos aqui do nosso blog! 

 

 

Para escolher o tema deste texto, eu pensei “qual a pergunta que mais fazem em consultório?” A resposta foi exatamente o título: “como diminuir a vontade de comer doce?” 

A resposta curta é: não tem milagre! Mas como sou uma nutricionista legal e eficaz, vou contar para você algumas dicas que podem ajudar nesse processo. Mas primeiramente precisamos entender uma coisa:  

Como diminuir a vontade de doce?

DE ONDE VEM A VONTADE DO DOCE? 

Ela pode ser emocional, fisiológica ou comportamental. O importante é você entender seu corpo e dar o que ele precisa quando ele precisa. E saber quando negar também. 

 

Emocional 

Sabemos o quanto é reconfortante comer aquele pedacinho de bolo quando estamos tristes, ou ao contrário, quando estamos felizes também gostamos de nos recompensar com um docinho. Você já se pegou em alguma destas situações, né? 

Outra situação que a vontade do doce aumenta é o estresse. Perceba que quando estamos em um dia muito corrido e cheio de tarefas no trabalho, é o momento perfeito para terminar numa bela barra de chocolate. Podemos pensar em administrar melhor nossos dias da melhor maneira possível para evitar com que isso se torne algo recorrente. Tenho certeza que fará bem para seu bem-estar mental e físico. O açúcar não tem que ser sua válvula de escape. 

Mas entenda que todas essas situações são NORMAIS! Somos seres humanos (inclusive a nutri aqui, que sim, também come doce ) e é permitido se recompensar ou reconfortar com a comida que gostamos. O açúcar libera uma sensação prazerosa. Só precisamos entender que isso deve ser algo pontual e que esse alívio que o açúcar passa é momentâneo.  

 

Fisiológica  

A boa (nem tanto) e velha TPM! Mulheres em período pré-menstrual tendem a sentir uma vontade maior por doce, pois é quando há queda da produção de serotonina (hormônio da felicidade) o que faz com que o doce seja uma escapatória. Com os índices do hormônio em baixa, o corpo tenta resolver o desequilíbrio pedindo glicose. 

açúcar é o alimento dos neurônios e das células cerebrais. Por ser fonte de energia, ele também ajuda o corpo humano a se manter vivo. Outros benefícios são liberação de neurotransmissores como a serotonina, que impulsiona o nosso humor, e da dopamina, ligada ao bem-estar, por isso, ao ingerir o açúcar temos uma sensação de prazer e felicidade, além de funcionar como uma defesa contra o estresse. Isso faz com que o açúcar seja uma substância um tanto quanto viciante. 

Dietas restritivas, jejum ou uma alimentação não saudável também interferem no estado do nosso corpo para “pedir” doce. Comida é nosso combustível. Com uma dieta ingerindo poucas calorias, cortando carboidratos ou fazendo jejum, você coloca seu corpo em estado de alerta ou estresse. Isso faz com que seu corpo sinta carência de energia ou de alguns nutrientes, criando uma necessidade de uma fonte de energia rápida e prazerosa: o açúcar. 

 

Comportamental  

Vamos falar do poder do hábito? Por exemplo: todo dia depois do almoço saio para comprar um doce, pois sem isso, não consigo voltar a trabalhar.  

Ou: toda noite 20h as depois do meu chá da noite e assistindo a novela eu como um chocolatinho.  

Quanto mais implementado isso fica na sua vida, mais você vai querer que isso não mude. O cérebro entende e se acostuma com repetições e a partir do momento que você corta isso, ele vai estranhar e querer que volte a ser como era.  

O ideal é que você reeduque seu paladar para comer um docinho de vez em quando, não fazendo disso um hábito. Se isso já se tornou um hábito, o melhor a se fazer é ir tirando aos poucos para que seu corpo entenda que está tirando um pouco do açúcar, mas que vai ficar tudo bem. Faça com prazer, moderação e numa quantidade razoável para que não comprometa sua saúde ou seu peso. 

 

Agora que você viu os tipos de vontade que existem, é possível tentar evitar entrar em algumas armadilhas do nosso corpo ou mente.  

Com isso agora consigo te dar 11 dicas para enganar a vontade de doce: 

 

#1 Se distraia 

Muitas vezes essa vontade pode ser emocional ou momentânea, e com você se ocupando e pensando em outras coisas, faz com que você esqueça (quem sabe) de comer o doce. 

#2 Se hidrate 

Quando estamos tomando água além de ficarmos com a “boca ocupada”, fazemos com que nosso corpo se mantenha hidratado e sem a necessidade de comer um doce. 

#3 Coma alimentos com triptofano 

Tripto o quê?” O triptofano é uma substância que age na produção de serotonina (hormônio que é ativado também depois de comer um doce). Isso faz com que ajude a diminuir o estresse e a ansiedade, sem falar que controla a vontade do açúcar. 

Quais alimentos possuem triptofano? Aveia, banana, maçã, canela, grãos em geral e castanhas. 

#4 Escove os dentes após as refeições 

Se eu encarnei a dentista agora? Não. Simplesmente depois de escovar os dentes, muitos não sentem a vontade de comer nada por ficarem com aquele gosto de pasta de dente na boca…  

#5 Exercite-se 

A prática de exercícios estimula a liberação de hormônios responsáveis pela sensação de bem-estar, como a endorfina (você já deve ter ouvido falar), que causa o mesmo efeito dos doces. 

#6 Não o tenha perto de você 

Quanto menos doce você tiver em casa, menos a chance de você ir comer, certo? Então se você não sair para comprar, não vai ter em casa quando a vontade bater. 

#7 Não fique muitas horas sem comer 

A fome muitas vezes pode nos levar a ter vontade de comer carboidratos e açúcar. Tente se alimentar de 3 em 3 horas, mas não necessariamente. Não coma sem fome, isso também é algo que nosso corpo pode estranhar. 

#8 Modere nos carboidratos 

Eles fazem com que o corpo libere insulina no sangue, o que ativa a região do cérebro responsável pelo apetite. Aposte em carboidratos complexos (integrais, batata doce, oleaginosas…) Eles fazem com que sua saciedade seja maior e evitam que você sinta fome tão rápido. 

#9 Espere para ver se a vontade passa 

Você sabia que nosso cérebro demora 18 minutos para saber que estamos satisfeitos? Pois é, às vezes podemos comer rápido (praticamente devorar a comida) e achar que ainda estamos com fome (ou que precisamos de um doce) quando a informação do alimento nem sequer foi processada. 

#10 Opte pelas frutas 

Que tal incrementar uma fruta com canela, aveia ou pasta de amendoim? Além de saudável, sai daquela mesmice, e ainda deixa seu lanche com mais fibras, aumentando sua saciedade. 

#11 Coma o doce! 

“Como é que é, nutri?” Pois é! Muitas vezes não adianta eu passar 325 mil dicas… Você vai querer porque querer comer um doce mesmo. E o que tem de mal nisso? Nada! Só devemos saber comer com moderação e em quantidades que não sejam absurdas, ok? 

 

Agora que você é expert em como fugir dessa tentação que é o doce, que tal tentar implementar isso no seu dia a dia e fazer com que o açúcar não seja uma válvula de escape na sua vida? 😊 

 

Produtos Desinchá

Nossa digestão está diretamente relacionada com o nosso período noturno, isso é fato. O curioso é que, pensando nisso, aquelas dicas que a sua avó provavelmente te dava para dormir melhor podem estar certas. E o motivo é simples: se eu tenho uma boa digestão, eu consigo ter uma noite de sono muito mais profunda. Ou seja, dormir será muito mais reparador para o nosso organismo se você evitar a má digestão noturna.  

8 dicas para evitar a má digestão noturna

A nossa parceira nutricionista, Dra. Larissa Godoy, diz: “Toda modulação dos nossos hormônios, que sabemos que são feitas no período noturno, estarão acontecendo. Então fazer refeições mais leves antes de dormir (lembrando de evitar alimentos industrializados, de má qualidade), vai ajudar nesse processo digestivo com maior eficácia, diminuindo o bombeamento sanguíneo.”  

Pois então, aqui vão algumas dicas para evitar a má digestão noturna:  

 

Coma mais devagar  

Quando nos alimentamos muito rápido, estamos cometendo alguns erros. Dentre eles, não mastigar direito, o que dificulta o trabalho do estômago, e não dar o tempo necessário para o cérebro processar a informação de que estamos comendo, atrasando a sensação de saciedade. 

 

Coma sempre com a postura ereta 

Comer deitado ou em qualquer posição que não seja ereta vai afetar negativamente a sua digestão. Falar enquanto come também prejudica o processo, pois facilita a entrada de ar no estômago, gerando gases.  

 

Não beba enquanto come 

Quando você ingere muito líquido (principalmente com gás) durante uma refeição, seu estômago enche mais e pode causar mal estar e má digestão noturna, pois o corpo vai demorar mais para digerir tudo.  

 

Evite a boca seca 

A saliva é parte muito importante do processo de digestão. Ela inicia o processo liberando as primeiras enzimas que ajudam na trituração dos alimentos.  

 

Evite fumar e consumir álcool  

A nicotina afeta o sistema digestivo pois provoca a diminuição da contração do estômago, além de causar úlceras e azia.  

A mesma coisa com o álcool: ele prejudica a absorção dos nutrientes, causando esofagite, gastrite e até diarreia.  

 

Se possível, evite respirar pela boca enquanto come 

Eu sei, muitas pessoas têm alergias respiratórias e passam a maior parte do tempo com as narinas entupidas. Mas respirar pela boca enquanto come leva mais ar para o estômago e provoca gases.  

 

Saiba a hora de se exercitar  

Logo depois que você se alimenta, o fluxo sanguíneo se concentra nos órgãos que fazem a digestão dos alimentos. Mas, se você fizer exercícios pouco depois de comer, esse fluxo sanguíneo será direcionado para os músculos. Então é necessário esperar que a digestão dos alimentos seja completa, o que leva cerca de 2 horas. 

 

Evite roupas e cintos muito apertados  

Roupas com elásticos apertados e cintos te esmagando fazem com que seu estômago seja pressionado. Isso obriga a comida a retroceder para o esôfago, causando azia e refluxo.  

 

E, claro, consulte sempre um especialista.  

 

Produtos Desinchá

 

Sabe quem disse que a cerveja não pode fazer parte da sua dieta? Os boatos. Tudo pode ser consumido, desde que com moderação. E é por isso que falamos aqui sobre o consumo sem culpa da bebida mais popular do Brasil, afinal, cerveja faz bem à saúde.

Cerveja faz bem à saúde! Desde que com moderação

Alcoolismo 

A Organização Mundial de Saúde define o alcoolismo como sendo um conjunto de fenômenos comportamentais, cognitivos e fisiológicos que se desenvolvem após o uso repetido de álcool.  

O alcoolismo é uma doença. Portanto, estamos falando aqui do consumo moderado de cerveja e não incentivando o consumo excessivo. Dê uma folga para seu corpo e consuma sua cerveja (e qualquer outra bebida alcoólica) de forma esporádica e moderada.  

 

Mas o que é moderação?  

Cientistas apontam que uma latinha diária para mulheres e duas latinhas para os homens é o número perfeito para o consumo de cerveja. Por isso, muitas pesquisas estabelecem como limite o consumo de 7 latinhas por semana.  

Isso não quer dizer que é saudável beber todo dia, ok? Não é. A necessidade de beber todos os dias pode ser um indicativo de dependência, cuidado.  

Uma dica: não beba todas de uma vez. O chamado binge drinking, o beber-até-cair que você adota na festa de casamento do seu amigo, é o pior padrão de consumo, porque o corpo não consegue absorver tudo de uma vez e bem… você sabe o que acontece.  

Tem diferença conforme o sexo? 

Tem. Não à toa, os países possuem diretrizes que diferenciam as recomendações de consumo de álcool de acordo com o sexo. Pessoas do sexo feminino produzem menor quantidade da enzima responsável por degradar o álcool. Por isso, uma mesma dose de cerveja pode causar efeitos nessas pessoas que não são provocados nas pessoas de sexo masculino. Elas ficam, em média, com 30% a mais de concentração alcoólica no sangue. 

 

Cerveja faz bem!  

Tomar cerveja faz bem à saúde e pode trazer benefícios maravilhosos para você. Encontramos algumas informações em diversas pesquisas citadas em matéria do GNT. Olha só: 

  • Cerveja combate a gripe e previne a pneumonia: o lúpulo presente na cerveja tem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes. Ele pode inibir a multiplicação do vírus respiratório. 
  • Evita o cálculo renal: o fato de você ir ao banheiro com mais frequência quando bebe cerveja explica o motivo dela diminui os riscos de desenvolver pedras nos rins.  
  • Ajuda a tratar distúrbios do sono: se você precisa relaxar antes de dormir para conseguir uma boa noite de sono, beba uma cervejinha. O lúpulo aumenta a atividade do neurotransmissor GABA, substância que diminui a ação do sistema nervoso e tem efeito sedativo. 
  • Previne doenças cardiovasculares: a boa taxa de vitamina B6, provocada pelo consumo de cerveja, contribui para eliminar a homocisteína, substância que pode desencadear doenças cardiovasculares quando em excesso no corpo. A cerveja também possui efeito protetor do sistema cardiovascular. 
  • Ajuda a controlar o colesterol: se você adora cervejas escuras, saiba que elas ajudam a reduzir os níveis de colesterol LDL. Consequentemente, reduz o risco de doenças cardiovasculares. 
  • Catalisa o sistema imunológico: a cerveja é capaz de aumentar a concentração de células de defesa do organismo. 
  • Melhora a saúde dos ossos: o silício, componente na bebida, melhora a densidade óssea. Ela é abundante em cervejas do tipo ales e nas lagers, mas quase não aparece nas cervejas escuras e de trigo. 
  • Previne o Alzheimer: pessoas que bebem cerveja com moderação apresentam risco 23% menor de desenvolver Alzheimer se comparadas àquelas que nunca consomem a bebida. 

 

Cerveja faz mal! 

Ué, Desinchá. É isso mesmo. A gente traz todas as infos para você tomar sua decisão. O exagero no consumo de cerveja pode trazer sérios problemas para a saúde. Um estudo britânico, publicado em 2018 na revista científica “The Lancet”, analisou dados de cerca de 600 mil pessoas de 19 países.  

A conclusão é simples: se você consome mais do que 7 latas de cerveja pilsen por semana (100ml de álcool), sua expectativa de vida é significativamente mais baixa quando comparada às pessoas que respeitam esse limite. 

Quer ter uma ideia? Para quem bebe mais de 350ml por semana, a redução é de até cinco anos na expectativa de vida. Não é legal. 

O consumo exagerado pode aumentar o risco de qualquer tipo de doença cardiovascular, interferir no desenvolvimento de tumores e causar a famigerada dependência. 

 

Se beber, não dirija 

Além do mal que o consumo exagerado de cerveja pode causar a você, ele ainda pode interferir na vida de outras pessoas. 

As punições por dirigir embriagado são severas, mas nenhuma delas se compara ao dano causado a uma pessoa ou à sua família quando ocorre um acidente por causa de bebida alcoólica.  

Tome sua cervejinha tranquilamente. Porém, seja responsável com o outro. Empatia também é isso. Se for beber, não dirija.  

Se faz questão de dirigir ou se é uma necessidade, que tal uma cervejinha sem álcool? Esse consumo vem crescendo ao redor do mundo e também é benéfico. Ela é refrescante, saborosa e, em sua versão 0% álcool, tem poucas calorias e baixo teor de carboidratos. Sem contar os ingredientes naturais já conhecidos da versão tradicional.  
 

Se beber, beba seu Desinchá

Como já vimos, a cerveja faz bem à saúde, melhora nossa corrente sanguínea permitindo mais volume de sangue correndo pelas veias, mas o nosso corpo tem dificuldade de bombear tudo isso, dando essa sensação de estufamento. O gás presente na cerveja (e nos refris e água gaseificada), pra ajudar, ainda liberam dióxido de carbono dentro do estômago, aumentando essa sensação de inchaço.  
 

Sabe o que é bom para desinchar? Nem te conto. 

 

Produtos Desinchá

  

Fontes: 

GNT – Globo 

Saúde – Abril 

O Globo 

CISA – Centro de Informações sobre Saúde e Álcool 

Por que ficamos com a sensação de inchaço ao beber cerveja? 

A correria cada vez mais maluca do nosso dia a dia faz com que o nosso organismo trabalhe em ritmo acelerado. Isso não só causa estresse, mas também nos leva a comer demais. Tomamos mais café para nos mantermos acordados e atentos, saímos para comer (seja por uma reunião ou para poder se distrair com os amigos) e ingerimos muita gordura, etc. Isso traz uma interferência muito negativa na qualidade do nosso sono. É preciso ter muito cuidado ao escolher o que comer antes de dormir.

A Dra. Vânia Assaly, nossa parceira aqui na Desinchá, diz: “A noite não se come tanto. A gente pode ser mais gentil com as nossas células. Cuidar melhor do nosso aparelho digestivo e não fazer ele trabalhar a noite. Alimentação gordurosa com carne, frituras e molhos – tudo isso interfere muito em como você vai conseguir dormir trabalhando ao mesmo tempo com a digestão.”  

Se alimentando dessa forma, seu fígado ficará dessincronizado. Não existirá uma coerência entre o nosso relógio interno para o sono e para a digestão.  

Você sabe o que comer antes de dormir?

 

Para dormirmos melhor, precisamos comer pouco e, ao mesmo tempo, ter alimentos que não exijam tanto do aparelho digestivo. Vegetais, frutas (em pequenas quantidades), chás relaxantes e uma iluminação baixa, para o corpo perceber o período noturno. Veja a lista:  

 

1) Cereais Integrais (com moderação) 

A aveia e a linhaça, por exemplo, são carboidratos complexos que não causam picos de insulina em nosso sangue, passando uma maior sensação de saciedade.  

 

2) Vegetais 

Alface, tomate, espinafre, couve-flor e outros de sua preferência têm poucas calorias e possuem muitas vitaminas e minerais.  

 

3) Ovos 

O ovo é um dos alimentos mais completos que existem. É ótima fonte de proteínas, e um ótimo exemplo de o que comer antes de dormir. 

 

4) Frutas 

Elas devem ser consumidas diariamente, pois possuem minerais, vitaminas, diferentes fibras alimentares, antioxidantes e compostos que ajudam a regular o organismo. 

 

5) Grãos 

O grão-de-bico, por exemplo, é uma fonte de grão saudável e rica em vitamina B6, fundamental para a síntese da melatonina. Outros grãos integrais também são bem vindos!  

 

6) Nozes e amêndoas 

As nozes e uvas passas, por exemplo, são ricas em melatonina, substância que ajuda a dormir. As amêndoas, por sua vez, são ricas em proteínas e fibras, que ajudam com a saciedade. Além disso, estudos indicam que a amêndoa é capaz de queimar a gordura que estocamos no corpo. 

 

Nossa vida precisa de mais qualidade junto com a produtividade. Respeitar nossos relógios internos, escolhendo com consciência o que comer antes de dormir é um grande passo para uma vida mais saudável. 

 

Produtos Desinchá

Chocolate combina sim com alimentação e mente saudáveis, mas você está preparada e preparado para ter uma relação madura com esta dádiva dos deuses? Então prepare-se para o treinamento para comer chocolate na dieta sem levar bronca da sua nutri. 


Treinamento para comer chocolate sem levar bronca da nutricionista

 

FASE 01 | Reconheça o inimigo 

O nome chocolate vem de xocoalt, a “bebida dos deuses” feita com sementes do cacau pelos povos olmecas, maias e astecas no século XVI. Com a chegada dos espanhóis, a bebida ganhou canela, baunilha e outros temperinhos, mas continuava muito amarga (quem já comeu cacau 100%, sabe). Logo depois, na Europa, o xocoalt foi misturado ao leite e açúcar, receita mais próxima do que conhecemos hoje. 

Seria bom se fosse só isso.
 

Infelizmente, nem todo chocolate que consumimos respeita a receita original, fazendo com que a gente ~ saboreie ~ excesso de leite, excesso de açúcar refinado, aromatizantes, adoçantes, soja, gordura vegetal, emulsificantes e outras coisas mais.  

O inimigo não é o chocolate, mas todos esses ingredientes que se infiltram na experiência. 

 

FASE 02 | A ESTRATÉGIA 

O chocolate possui propriedades químicas que podem fazer muito bem e muito mal. Por isso, é preciso conhecê-las para saber o momento certo de usá-las. 

 

O MAL

Algumas pessoas reagem ao comer chocolate com enxaqueca e até diarréias. É preciso consultar um médico para investigar a causa. Pode ser intolerância ao leite ou alergia a algum dos ingredientes extras que não deveriam estar no chocolate.

Sem contar o açúcar, que é sim um inimigo. Chocolate com açúcar em excesso pode engordar de um jeito não saudável. 

E as espinhas? Não são uma responsabilidade do chocolate, mas sim do leite e do açúcar que podem estar presentes e estimulam as glândulas sebáceas do rosto.   

 

O BEM 

O cacau é fonte de triptofano, um aminoácido essencial para o cérebro, que estimula a produção de serotonina, o hormônio do bem-estar, prazer e felicidade. Inclusive, pesquisadores da UCL (University College London) descobriram que o chocolate amargo pode diminuir o risco de depressão em 70%, enquanto o chocolate ao leite diminui o risco em 58% (por ter menos cacau). Tudo isso por causa do triptofano. 

Comer chocolate ajuda na produção de óxido nítrico, um gás que relaxa as artérias e melhora a circulação sanguínea, protegendo o nosso coração.

Os antioxidantes presentes no cacau também protegem a pele dos danos dos raios UV.

O chocolate também tem cafeína e teobromina, substâncias estimulantes que colaboram para o fluxo sanguíneo no cérebro, ajudando na prevenção de doenças como Alzheimer.

Lembrando que todas essas propriedades são fortalecidas de acordo com a qualidade do chocolate e que não é preciso ingerir uma grande quantidade para ter seus benefícios. 

 

FASE 03 | O CONFRONTO 

Agora o chocolate está na sua frente, mas você sabe tudo isso que a gente escreveu acima. Você entende que o chocolate não é só um gostinho de felicidade, mas é um alimento muito mais poderoso que pode fortalecer a sua performance na vida ou sabotar sua alimentação e seu corpo. 

 

O QUE FAZER? 

  • Leia o rótulo. Busque compreender o que você está colocando para dentro e prefira comer chocolates amargos e de chocolaterias especializadas. Geralmente, os chocolates de mercado são mais açúcar e gordura que chocolate. Fuja deles! 
  • O exagero é inimigo da saúde. Não é preciso comer uma barra inteira de uma vez, mas um bloquinho é o suficiente para você ter serotonina e aliviar a vontade. Consulte nutricionistas e endocrinologistas para combinar a quantidade de energia que você gasta com a que você precisa ingerir por dia. Depois disso, defina junto com ela onde que vai entrar seu chocolatinho. 
  • Vai para academia? Use o chocolate ao seu favor.  Em entrevista ao site WebRun, a nutricionista Adriana Magalhães diz que o chocolate ingerido antes de uma corrida vai dar mais disposição (por causa da serotonina) e pode funcionar como fonte de carboidrato. Depois do treino, ele ajuda na recuperação de glicogênio muscular e seus antioxidantes ajudam no combate aos radicais livres produzidos naturalmente pelo nosso organismo. 
  • Vai fazer um bolo? Opte pelo cacau 100% em vez do chocolate em pó que você encontra no mercado. O chocolate em pó tem muito açúcar, enquanto o cacau 100% é tudo de bom. Ah, mas não adianta colocar cacau 100% e 2 xícaras de açúcar refinado, ok? Prefira adoçantes naturais ou açúcar de coco, por exemplo.  

 

Certificado: Apto a comer chocolate

 

Fontes: 

WebRun | Benefícios do Chocolate na Dieta
UCL | People who eat dark chocolate are less likely to be depressed
Mirror | People who eat dark chocolate are less likely to be depressed
Superinteressante | Como é feito o chocolate
Galileu | Do que é feito o chocolate
Metropoles | Precisa de razões? Veja os Benefícios do chocolate para a saúde.  

Nada mais propício do que no mês do cliente, ou melhor, do consumidor, eu vir conversar com vocês sobre consumo

Então, para começar, me conta… Quando você vai ao mercado, escolhe os produtos pensando em: 

  1. Sabor
  2. Preço
  3. Valor nutricional
  4. Nem paro para pensar quando vou ao mercado

 

Sei que muita gente para mais para avaliar só os dois primeiros itens: sabor e preço. E o valor nutricional, que teria que ser o mais importante a ser considerado, às vezes é deixado de lado. Não estou falando que não temos que considerar se o produto é gostoso e também não quero que pague uma fortuna por ele. Mas quero que, ao ir às compras, vocês parem para olhar se aquele produto faz bem para a saúde. 

E agora quero colocar uma pulga atrás da orelha de vocês: por que tantas vezes nós procuramos os produtos com maior qualidade (roupas, eletrônicos e afins) e, na hora de ir ao mercado, alguns só olhamos para o preço? 

Também somos consumidores quando o assunto é alimentação. Nosso corpo é o santuário mais sagrado que temos! Por isso devemos ser cautelosos com o que colocamos para dentro dele. 

Me diz: você prefere pagar mais caro naquela jaqueta de couro MARA que, mesmo cara, está na em uma super promoçãoou pagar um pouco mais caro em algum alimento que, no final das contas, vai fazer bem para o seu corpo?  

Pode ser sincero comigo.  

Sei que muitas vezes você pode optar pelo fácil e barato, o que normalmente são os alimentos industrializados que não tem um valor agregado. 

Aliás… Escuto muito falar do “dia do lixo”.  

Mas antes de tudo: comida não é lixo, e nosso corpo não é lixeira. Pelo menos da última vez que pesquisei, não era assim 😉.  

É necessário termos uma consciência maior sobre o que “colocamos para dentro” do nosso corpitcho amado. A alimentação deve ser baseada em COMIDA. Comida de verdade mesmo, e não aquelas que vem dentro de um saquinho plástico com cheiro de aromatizante artificial. 

Quero que você realmente reflita sobre certos assuntos que às vezes acabam passando batido. 

Na hora da compra consciente, vamos pensar não só nos bens materiais que saem de moda em um mês e você troca ou joga fora. Já parou para pensar que comida não sai de moda? Muito melhor investir uma graninha a mais para nutrir seu corpo e mente com um produto com maior valor agregador, né? Pelo menos eu acho… 

E não é por acaso que no mês do cliente a nutricionista aqui está falando sobre consumo.  

Espero que o consumo de produtos saudáveis seja cada vez mais recorrente na vida das pessoas. Na sua também. 😊  

Para você consumir de forma consciente todos os dias - Mês do cliente

 

Dia do Cliente é comemorado anualmente em 15 de setembro no Brasil. Nós, aqui na Desinchá resolvemos fazer disso o Mês do Cliente. Porque vamos combinar, né… Você merece! 

Por isso, como forma de agradecimento pela sua fidelidade, criamos combos especiais para a ocasião. Ao comprar o seu Desinchá de sempre, você ganha brindes exclusivos. 

Que tal comemorar o Mês do Cliente adquirindo algo que seu corpo vai gostar de receber?  

 

Produtos Desinchá

“Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), se o consumo de sal, no Brasil, seguisse os padrões recomendados pela OMS, haveria uma diminuição de 15% nos óbitos por Acidente Vascular Cerebral e redução de 10% dos óbitos por infarto”. Trouxe essa citação bombástica para começar um assunto muito presente no nosso dia a dia: o sal.  

Quando o assunto é sério e importante, claro que a nutricionista vem falar com vocês, né? Errado! Também sei falar sobre coisas descontraídas e divertidas. Mas hoje vim com o papel da nutri chata (mas nem tanto, prometo) para orientar vocês de alguns cuidados básicos que temos que ter na hora de cozinhar, temperar e escolher nossos alimentos pensando na quantidade de sal que comemos as vezes até sem perceber.  

Mas calma, leitor, só quero pontuar algumas coisas importantes sobre o consumo de sal. É bom levar um choque de realidade às vezes, né? 

A relação entre o consumo de sal e a saúde

Vamos falar sobre sal  

Sem muita assombração: o sal é um ingrediente culinário extremamente importante para a nossa alimentação. Imagina o quão sem graça seria consumir uma refeição sem sal? Com todo o processo para deixar o sal de mesa refinado e branco, isso acaba eliminando muito de seus nutrientes. Porém ele ainda contém (mesmo que sejam em quantidades mínimas): cálcio, potássio, zinco, ferro e iodo. 

O que devemos tomar conhecimento é da recomendação para seu consumo diário. E é aí que mora o perigo. 

 

Então, você sabe qual a recomendação diária de sal? 

Para a população em geral, ou seja, aqueles indivíduos que não apresentam contraindicação para o consumo do sal (hipertensão arterial sistêmica, por exemplo), aconselha-se a ingestão de 5 gramas (uma colher de chá rasa) por dia. 

Porém, um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que o consumo médio diário de cada indivíduo é de 12 gramas de sal. Esse valor é mais do que o dobro da recomendação. Então, por que será que as pessoas estão consumindo tanto sal a mais do que o recomendado? De onde vem tanto sal? Ou melhor, sódio. 

Consumo ideal de sal

Sal x sódio? 

Você sabe a diferença entre sal e sódio? O sódio é um dos componentes do sal. Para ser mais precisa, 40% do sal é sódio, ou melhor dizendo: 1g de sal = 400mg de sódio. 

O sal é um ingrediente que possui em sua composição cloro (Cl) e sódio (Na), e por isso que o sal é conhecido como cloreto de sódio (NaCl). 

Ok nutri, mas então se a recomendação diária de sal é de 5g por dia, qual a recomendação de sódio? 

Bom, fazendo as contas (não sou de exatas, mas essa eu consegui) a recomendação diária de sódio é de 2g por dia (200mg). 

Está com muitos números na cabeça e não está conseguindo pensar nisso em alimentos? Vou te ajudar com isso:

Quantidade de sódio nos alimentos

 

Acredito que eu tenha chocado vocês com essa bomba de informações. Conseguiram entender como é fácil atingir e ultrapassar essas recomendações? Se você for somar o sal de cozinha com o tempero em pó, o tempero em caldo, mais todos os outros produtos que você consome, torna-se fácil extrapolar o consumo diário de sal e sódio. 

Por isso, fica aqui o meu alerta! Não seja enganado pelas propagandas e embalagens. Leia o rótulo dos alimentos, diminua o consumo dos produtos industrializados e preste atenção no seu consumo de sal e sódio. 

 

Sal iodado 

Acima, citei que iodo é um dos minerais que o sal possui. Você lembra de já ter lido na embalagem “sal iodado”? Então, existe um motivo para isso. 

Por lei, todo sal deve ser iodado: 

RESOLUÇÃO – RDC Nº 23, DE 24 DE ABRIL DE 2013 

I – Sal para consumo humano: cloreto de sódio cristalizado, extraído de fontes naturais, adicionado obrigatoriamente de iodo;  

Art 17. Os diferentes tipos de sal, refinados e moídos, obedecerão ao teor de iodo fixado na legislação sanitária pertinente. 

E por que cargas d’água o sal deve ser acrescentado de iodo? O sal branco foi definido pela Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) do Ministério da Saúde para aumentar a oferta de iodo à população brasileira. Para que não haja um excesso ou deficiência de iodo para o consumidor, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), junto com Ministério da Saúde, faz o monitoramento. 

Ao redor do mundo, deficiência de iodo afeta cerca de dois bilhões de pessoas e é líder das causas previníveis de deficiências mentais e intelectuais. Em muitos países, deficiência de iodo é um grande problema de saúde pública. Como resolveram este problema? Adicionando iodo em um dos ingredientes mais utilizados pela população: o sal. Inteligente, né? 

 

7 DICAS PARA DIMINUIR O CONSUMO DE SAL NA DIETA 

#1 Evite alimentos industrializados 

Quase 70% da alimentação dos brasileiros vem de alimentos processados. Neles, encontramos grandes quantidades de sódio (como os temperos prontos que mostrei para vocês acima). 

 

#2 Tempere você mesmo sua comida 

Evite comprar tudo que for pré temperado (como aquelas carnes que já vêm prontas só para você colocar no forno). Quando compramos algo que já vem pronto, não conseguimos ter noção do quanto de sal foi adicionado, então melhor que você mesmo o faça. 

 

#3 Use uma colher de chá para medir o sal 

Deixe para lá essa coisa de “sal a olho”, pois assim perdemos a mão e as chances de aumentar a quantidade é grande. 

 

#4 Evite adicionar sal aos alimentos 

Geralmente eles já contêm sal. É comum as pessoas acharem que precisa colocar sal, sem ao menos provar para ver se está ok.  

 

#5 Tire o saleiro da mesa 

Quando está na nossa vista fica muito mais fácil de querer colocar sal na comida. Não sei se você já reparou, mas na maioria dos restaurantes não colocam sal na mesa, justamente pelo fato de que quando colocamos sal, é porque a comida falta sabor, e a ideia é que o prato saia perfeito da cozinha, né? 

 

#6 Comer alimentos ricos em potássio 

Beterraba, laranja, banana, espinafre e feijão, por exemplo, ajudam a diminuir a tensão arterial e cortam os efeitos do sal. 

 

#7 Optar por comidas grelhadas ou assadas 

Quando comer fora, evitar pratos com muitos molhos (principalmente os prontos, que possuem mais sódio) queijos ou mesmo fast food; 

 

Consegui clarear sua mente em relação ao sal? Sei que muitas vezes podemos deixar de lado hábitos que chegam a ser até automáticos no dia a dia, como o simples fato de temperar uma salada, ou preparar um prato com a praticidade de poder dar sabor na comida com um saquinho que resolve o problema mais rápido.  

O meu ponto aqui foi tentar mudar o olhar de vocês em pequenos hábitos que são simples, porém imprescindíveis para nossa saúde. Vamos trocar o tempero pronto pelo tempero caseiro da família? Vamos lá! Depois de tanta dica você ainda quer falar pra nutri que não dá? 

Não deixe o saleiro cair na mesa, dizem que dá azar… 

 

Produtos Desinchá 

Eu sempre fui muito resistente aos alimentos integrais. Sempre tive a impressão de que eram praticamente a mesma coisa dos “normais”, porém mais caros e com menos sabor. Por qual razão eu ia preferir uma massa integral sendo que a branca já é tão boa?!  

Quando comecei a fazer academia, tentaram me convencer de novo a mudar para os integrais, dessa vez para melhorar minha dieta e meus resultados. Mas também pensei: eu faço exercício exatamente para poder comer o que eu quiser. 

A verdade é que dar um Google para entender melhor as coisas que já me davam ranço logo de primeira nunca foi o meu forte. E acho que as pessoas ao meu redor também, pois ninguém nunca falou muito sobre alimentos integrais. 

Sorte que eu cresci, as informações passaram a chegar com mais facilidade graças a maravilhosa internet e agora eu me preocupo com a minha saúde. Então vamos ao que interessa.  

Alimentos integrais fazem tanta diferença assim?

Afinal, o que são os alimentos integrais?  

Alimentos integrais são, basicamente, grãos e cereais (como trigo, arroz, aveia e centeio) que não passaram por nenhum processo amaldiçoado de refinação. Então eles conseguem conservar todos os todos os seus componentes originais, inclusive cascas e películas protetoras, ou seja: mantém as partes ricas em nutrientes. Fora os mineraisvitaminas, antioxidantes e nossas maravilhosas fibras (falamos sobre elas aqui no blog nos posts Eu testei: comer 25g de fibras por dia durante 1 semana e Mais fibras contra a prisão de ventre.  

 

A África nos ensinou sobre os integrais  

Esse tipo de alimento era pouco valorizado até os anos 70, quando médicos ingleses descobriram, na África, que as populações que se alimentavam com cereais integrais possuíam menos casos de problemas intestinais.  

 

Isso também popularizou as fibras  

Os alimentos integrais possuem as fibras solúveis, que nada mais são do que fibras capazes de serem digeridas. E como já dissemos nos links acima, elas ajudam a reduzir o colesterol e a glicose sanguínea, além de serem ótimas para o funcionamento do intestino.  

 

Cuidado! Integrais não são, necessariamente, menos calóricos 

Alimentos integrais são, sim, mais saudáveis do que os refinados. Porém, eles não possuem menos calorias do que os ditos “tradicionais”.  

 

Por que ainda consumimos alimentos refinados, então?  

Eles ainda são mais aceitos por, teoricamente, terem uma textura e sabor melhores. Além do fato de terem um prazo de validade maior, podendo ficar mais tempo nas prateleiras. Mas tudo é uma questão de gosto também, né?  

 

Cuidado com alimentos integrais para crianças!  

A alimentação infantil não é igual à dos adultos. Crianças abaixo de 1 ano não devem comer alimentos integrais e, acima de um ano, é preciso moderação. Isso por causa de uma substância chamada fitato. Ela atrapalha a absorção de nutrientes, como cálcio e ferro. Portanto, se consumido em excesso, o alimento integral vai atrapalhar o crescimento da criança. 

 

Depois de muita resistência, hoje eu troco tudo que é possível por integral e não sinto diferença. E você, já trocou?  

Voltaremos em breve com mais informações.  

 

Produtos Desinchá

Todo mundo que decidiu começar uma vida mais saudável já deve ter trocado alguma refeição por peito de peru. Ou pelo menos trocava. Mas será mesmo que peito de peru é saudável? Nos últimos anos muitas questões foram levantadas com relação aos chamados “embutidos”.

Realmente, o peito de peru possui menos calorias. Tanto que foi parar em diversos cardápios de restaurantes que se intitulam “saudáveis”. Mas esse benefício não significa praticamente nada quando pensamos na composição desse embutido: grande quantidade de sódio (500mg em 2 fatias), aditivos químicos, conservantes e corantes.

O que acontece é o seguinte: o peito de peru sempre foi um alimento mais seco, tipo aqueles que você vê no Natal mesmo. Com o tempo, as empresas que produzem esse alimento foram alterando a sua composição para melhorar o sabor, a aparência e a validade.

Você deve se lembrar quando alimentos light entraram na moda, né? Pois é, as pessoas pensavam que, cortando gordura, tudo se resolvia. Hoje em dia, muito pelo aumento de determinadas doenças, nos preocupamos também em como o alimento é produzido. Ou seja: o peito de peru, que possui muitos químicos na sua produção, deixou de ser considerado saudável. Ainda bem!

Será mesmo que peito de peru é saudável?

Peito de peru e o câncer 

A OMS (Organização Mundial de Saúde) fez uma pesquisa que relacionou o peito de peru e outras carnes processadas ao câncer. No artigo, a OMS diz que o consumo diário de 50g de peito de peru aumenta em 18% o risco de adquirir câncer colorretal.  

Para você ter uma ideia:  

 

Não deixe o peito de peru roubar a sua energia 

Não existem apenas os alimentos que te dão mais energia. O contrário também é bem comum e, como você pode imaginar, o peito de peru e todos os outros embutidos estão entre eles.  

Isso acontece pois eles são um tipo de alimento que dá muito trabalho para o organismo: muitos nutrientes armazenados em nosso corpo são utilizados para combater os processos inflamatórios e oxidantes causados pelo excesso de corantes e outras substâncias. Ou seja, começa a faltar nutrientes para outras funções e você se sente cansado.  

 

O que comer, então?  

Não é tão difícil assim, juro. Você pode substituir o peito de peru por ovo cozido, patê de atum ou de frango, rosbife caseiro, hommus, pasta de tofu, peixe assado… Enfim, opções não faltam. O mais importante é saber que o alimento que você está consumido é rico em nutrientes e não possui conservantes nem outros químicos.  

 

Não se deixe enganar, meu jovem. Lembre-se sempre: “baixas calorias” não é sinônimo de boa nutrição! 

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Já vou logo avisando: se você não sente vontade de comer mais no frio, você está aproveitando mal essa estação. Mas tudo bem, não estou aqui para incentivá-lo a comer mais.  

Até porque, normalmente, sentimos mais fome por coisas calóricas quanto a temperatura está baixa. E ninguém quer esse prejuízo para o corpo (ou pelo menos não deveria querer). 

Mas existe uma explicação lógica para esse fenômeno. Nosso corpo gasta mais energia no frio para conseguir manter a nossa temperatura estável. O problema é que esse gasto maior de energia é muito pequeno para o tanto a mais que costumamos comer. Ou seja: BAITA CILADA.  

Como evitar comer mais no frio?

 

Nossa parceira nutricionista, Dra. Flavia Renatte, dá algumas dicas valiosas para conseguirmos dar uma segurada na emoção na hora que nosso estômago estiver tentando nos manipular e não ganhar peso: 

 

1) Coma alimentos com fonte de triptofano, que vão te trazer uma sensação de bem-estar. Por exemplo: semente de abóbora, de gergelim, de linhaça; oleaginosas, como as castanhas-do-pará, de caju, nozes, amêndoas; banana, aveia, chocolate amargo, entre outros.  

2) Pratique atividades físicas! Essa é até óbvia, né? Isso fará seus níveis de serotonina aumentarem, dando aquela sensação gostosa de prazer e bem-estar.  

3) 15 minutinhos de exposição ao sol no mínimo! Isso já é o suficiente para termos os nossos níveis de vitamina D regulares, assim nosso corpo também ficará mais satisfeito e não irá implorar por energia e nutrientes.  

 

Mas não precisa ficar desesperado, ok? Óbvio que é uma delícia comer no frio e acho que sempre devemos nos permitir. Assim como é sempre importante tomarmos cuidado! 😉  

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Fermentable Oligo-, Di-, Mono-saccharides and Polyols. WHAT? Calma, essas palavras estranhas em inglês significam: oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis fermentáveis. Ok, você deve estar achando que estou falando grego.  

É por isso que a nutri favorita de vocês está aqui (eu) para explicar essa língua que é o “nutricionês”. Vamos entender melhor sobre o que estamos falando. 

FODMAPs são uma família de alimentos fermentáveis que são mal absorvidos pelo nosso corpo, que podem causar desconforto intestinal em algumas pessoas. Estes alimentos fermentáveis são carboidratos não digeridos pelo nosso trato digestivo, isso significa que a fermentação que eles ocasionam no nosso organismo pode causar: produção de gases (Eca! Pois é), distensão abdominal, diarreia e dor.  

Você deve estar se perguntando “que alimentos são esses que eu tenho que ficar LONGE?”. Mas vamos com calma. É necessário ressaltar que esses alimentos não causam mal para todas as pessoasmas sim grupos específicos como aqueles que apresentam Síndrome do Intestino Irritável (SII).  

“Que síndrome é essa?? Será que eu tenho?” 

Síndrome do Intestino Irritável ainda não tem uma causa bem compreendida. O diagnóstico costuma ser feito com base nos sintomas, que incluem dor abdominal, inchaço, diarreia e constipação (sintomas citados acima que são causados algumas vezes pelos FODMAPs). Algumas pessoas podem administrar os sintomas com o controle de dieta, estilo de vida e estresse. Outras precisam de medicação e terapia. A dieta com baixo teor de FODMAPs funciona em mais de 70% dos casos de Síndrome do intestino irritável (SII). 

Existem alimentos que possuem um alto teor de FODMAPs, que devem ser evitados no caso de surgir os sintomas da SII, e os com baixo teor de FODMAPs, que podem ser incluídos para um melhor funcionamento do intestino, evitando a fermentação dos alimentos no nosso organismo. 

 

Quais são os alimentos com alto teor de FODMAPs? 

Quais são os alimentos com alto teor de FODMAPs?

E quanto às bebidas, o que devo me atentar? 

Bebidas alcoólicas: Não é recomendado o excesso, já que o álcool acentua os sintomas da SII. 

Café: O café preto não contém FODMAPs, porém, a cafeína pode estimular os movimentos intestinais e isso pode ser um desconforto para algumas pessoas. Fique atento às quantidades! 

Chá: O chá verde, o chá preto e o chá de hortelã contêm baixo teor de FODMAPs, mas evite o chá de camomila, por exemplo. 

Refrigerante: Por conter uma quantidade alta de açúcar, também devem ser evitados (não somente neste caso, né queridos? Evite sempre que conseguir 😜) 

 

Como eu sei se preciso evitar estes alimentos? 

Bom, para você aí que andou sentindo os sintomas da SII, é recomendado que você procure uma nutricionista (tipo eu 😉) ou médico para identificação do diagnóstico correto, para que a dieta seja indicada para você ou não. Como qualquer dieta restritiva, é necessário o acompanhamento de um profissional da saúde. É importante ressaltar que se você não tem intolerância aos FODMAPs, não há motivo para eliminar esses alimentos da dieta, principalmente pelo fato de alguns deles serem muito saudáveis. 

 

 

Como fazer a dieta com baixo teor de FODMAPs? 

Confesso que é uma dieta um pouco restritiva, mas quem tem os sintomas do SII fala que vale muito a pena seguir, por sentirem uma melhora dos sintomas. 

  • A dieta FODMAP deve ser individualizada 
  • O plano alimentar funciona pelo tempo de 6 a 8 semanas com a exclusão dos alimentos #altoFODMAP e priorizando os #baixoFODMAP 
  • Após a exclusão, alguns alimentos são reintroduzidos em média de 30-60 dias depois. (Deve ser feita em porções pequenas e de maneira isolada, para poder identificar os alimentos causadores dos sintomas e, assim, retirá-los por definitivo do cardápio.) 

#DICADANUTRI: Não é preciso excluir todos os alimentos que contenham FODMAP, apenas saber qual deve ser evitado, qual deve ser consumido moderadamente ou qual pode ser consumido à vontade. Ok? 

 

E depois, vou poder voltar a comer as comidinhas que eu gosto? 

No caso de você ser diagnosticado com SII, é possível que você tenha que seguir algumas restrições para levar ao longo da sua rotina e respeitar a exclusão de alguns alimentos que pioram seus sintomas. Mas nada que um autocontrole não resolva, né? Ocasiões especiais são liberadas 😉 

Caso você só tenha sido orientado por uma nutricionista para tentar a dieta como uma estratégia de amenizar os sintomas, só reintroduza os alimentos que gosta de forma gradual e respeitando os sinais que seu corpo te dá.  

É permitido ser feliz, gente! 

 

O que são FODMAPs?

 

Quais são as vantagens de seguir essa dieta? 

Uma diminuição dos sintomas aparentes (sintomas digestivos gerais, dor abdominal, inchaço, gases, hábitos intestinais alterados – diarreia e constipação) é a maior vantagem. Também pode acontecer um aumento do bolo fecal (Vulgo: te ajuda a ir ao banheiro), ajuda na imunidade do intestino e na regulação da microbiota intestinal. Ou seja: ajuda seu intestino. 

 

E as desvantagens?  

A eliminação dos alimentos baixos em FODMAPs pode ocasionar constipação (o famoso intestino preso, que gera o estado “enfezado” das pessoas), por conta da redução de alguns alimentos que tem fibras na lista dos alimentos para evitar. 

Em alguns casos pode resultar na deficiência de vitamina D, cálcio, ferro, zinco, ácido fólico e vitaminas do complexo B. Nada que não possa ser revertido na alimentação também, não se preocupe. 

 

Em geral, meu querido leitor, se você sente que se identifica com os sintomas que eu citei, procure um nutricionista ou profissional da área, para que você possa ser diagnosticado e entender se a dieta de baixo FODMAPs realmente é indicada para você. Entenda que cuidar do nosso corpo deve ser uma rotina de bons hábitos: cuide da sua alimentação, corpo e mente

Dica mais valiosa que você vai ler hoje: Cuide da saúde do seu intestino! 

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Sou uma das pessoas que, depois de ler muito sobre o tema, resolveu parar de tomar leite. Mas sei que é um tema muito controverso. Pesquisando ainda mais a fundo sobre o tema, você percebe que o leite tem sim muitos prós e que alguns contras são exagerados demais. Será que tomar leite faz mal?

Herói ou vilão, ele possui diversos nutrientes que são bons para a nossa saúde, como o cálcio. O que não significa que ele não tenha outros elementos prejudiciais. Mas vamos aos fatos trazidos por pessoas especialistas no assunto para não deixar nenhuma dúvida. Ou pelo menos para diminuí-las.  

Por exemplo, nosso querido Dr. Drauzio Varella explica em seu blog que somos, sim, os únicos animais que consomem leite na fase adulta, mas por motivos que vão além da saúde: primeiramente, conseguimos domesticar o gado e, assim, conseguimos incorporar o leite em nossa dieta; outro ponto é o fato de que o leite é um produto caro, por isso não usamos para alimentarmos outros animais. Apenas alguns produtores utilizam o soro do leite para alimentar animais.  

Ele ainda destaca que o leite ajuda na prevenção da síndrome metabólica, na redução da pressão arterial, na prevenção do diabetes tipo 2 e, principalmente, da osteoporose, pois a bebida é uma das principais fontes de cálcio que existem.

Leite faz mal? Esclarecendo as polêmicas

CONTROVÉRSIAS SOBRE O LEITE E A OSTEOPOROSE 

Existe esse outro lado: pesquisadores da Universidade de Uppsala, na Suécia, contestaram a relevância da bebida na prevenção da osteoporose. Em uma pesquisa realizada com 60 mil mulheres e 45 mil homens e chegaram a seguinte conclusão: o alto consumo de leite (três ou mais copos diários) não só não se mostrou tão eficaz na proteção dos ossos como até aumentou o risco de fraturas. 

A principal hipótese dos pesquisadores é sobre a galactose: quando injetam essa substância em animais – que é formada a partir da quebra da lactose – , observa-se uma morte prematura causada por reações como a inflamação. 

Mas mesmo esses pesquisadores pedem para não sermos conclusivos ainda, por ser um estudo de observação e associação, e não de causa e efeito. Ou seja: não ocorreu o estudo diretamente em pessoas que consumiram a substância, ignorando, assim, o histórico dessas pessoas. Às vezes, as pessoas já têm fragilidade óssea e, por isso, consomem mais leite. Isso poderia dar a falsa ideia de que o alimento causou a fratura. Fora que as pessoas esquecem o que comem e não preenchem a pesquisa da maneira mais precisa.  

 

VERDADEIRO OU FALSO?

  • O leite deveria ser evitado na alimentação: falso

Existem, sim, muitas contradições. Porém, os especialistas, em sua maioria, afirmam que o leite só precisa ser cortado em caso de alergia. Ele continua sendo um alimento muito nutritivo, mesmo com as controvérsias.  

 

  • A ingestão de leite causa pedras nos rins: falso

O cálcio está sim relacionado ao cálculo renal. Mas reduzir a ingestão de cálcio não resolve o problema. Dizem, inclusive, que o cálcio ajuda a prevenir essas pedras. Portanto o ideal continua sendo reduzir o sal, o sódio e o álcool.  

 

  • Tomar leite depois dos exercícios físicos pode ser bom: verdade

Um estudo realizado pela Universidade do Canadá mostrou que mulheres que bebem dois copos grandes de leite por dia, depois de fazer musculação, ganham mais massa muscular e perdem mais gordura em comparação às mulheres que bebem energéticos. 

 

  • Intolerantes à lactose devem evitar todos os laticínios: falso.  

O grau de intolerância varia de pessoa para pessoa. Ou seja: ela pode ser mais ou menos agressiva. Muitas pessoas não podem consumir a bebida em excesso, mas não apresentam problemas com os seus variados.  

 

  • Bebida à base de soja é tão nutritiva quanto o leite: depende

Isso vai ficar por conta do quanto de nutrientes são adicionados nessa bebida de soja. Ela, sozinha, não é tão nutritiva assim.  

 

  • Pessoas com gastrite devem evitar tomar leite: verdade

Tudo depende da maneira que ele é ingerido, mas o leite, quando ingerido puro, aumenta a produção de suco gástrico. 

 

Então vamos lá. A maioria dos nossos posts passam essa indicação, mas cuidar da saúde é isso: o ideal é consultar um médico/nutricionista. O leite pode ser muito ruim para você, mas também pode contribuir muito.  

Assinatura Desinchá

Vendo notícias e dados sobre o mundo, é possível perceber que existe um paradoxo um pouco assustador quando pensamos em saúde e bem-estar: apesar de estarmos mais “saudáveis” do que nunca consumindo alimentos, frequentando as incontáveis academias espalhadas por aí, vendo diversos programas sobre o tema ocuparem cada vez mais espaço na mídia, entre outras coisas, nunca fomos tão doentes. Vamos usar os Estados Unidos como exemplo (já que as tendências, normalmente, chegam primeiro lá): entre o ano de 1980 e 2000, período de crescente aumento da obsessão por perder peso, duplicaram o número de academias no país, além das prateleiras de supermercados terem se enchido de produtos “naturais”, “saudáveis” e “light”. E o pior: a estratégia sempre foi culpar a gula e o sedentarismo das pessoas.  

Mas, se olharmos para o mesmo período em que “ser saudável” começou a ser um produto de sucesso nos EUA, vemos uma evolução gigantesca, quase simultânea, da obesidade e da diabetes no país. Entre 1980 e 2010, o número de casos de diabetes juvenil saiu de ZERO para quase 60 MIL CASOS (!!!!!!!).  

O documentário “Fed Up” (está no Netflix) vai a fundo nesse tema e traz informações que são chocantes, principalmente sobre os produtos que compramos nos mercados.

Produtos light e a epidemia de diabetes juvenil

LIGHT PRA QUEM?  

No documentário, especialistas da área são entrevistados para desmistificar os produtos saudáveis do mercado, principalmente os intitulados “light”: quando se reduz o percentual de gordura de um alimento, perde-se também o sabor. Então qual a solução que a indústria encontrou para que as coisas continuassem “gostosas”? Encher o produto de açúcar. E ainda se aproveitam da falta de informação das pessoas para fazer isso passar despercebido. Por exemplo: poucas pessoas imaginam que um molho para salada virá cheio de açúcar.  

O que vimos nas últimas décadas foi uma crescente legião de cidadãos frustrados se culpando por não conseguirem emagrecer, por acharem que estão fazendo o certo quando, na verdade, só estão sendo enganados. Afinal, mais ou menos 80% dos produtos industrializados dos EUA possuem açúcar.  

 

BONDE SEM FREIO 

Se algo não for feito para mudar esse cenário, em duas décadas 95% da população americana terá sobrepenso e 1 a cada 3 pessoas do país terá diabetes. Lá, o número de mortes por obesidade já é maior do que o número de mortes por desnutrição.  

 

A CONSEQUÊNCIA DA FALTA DE INFORMAÇÃO 

O povo americano já não tem mais a capacidade de identificar o que é comida de verdade. Milhões de pessoas se alimentam diariamente de processados, modificados, industrializados e conservados em sal para ficarem mais tempo nas prateleiras dos supermercados. As habilidades de fazer seu próprio alimento foram praticamente extintas por lá. Pouco se usa o fogão, o forno, verduras, legumes e alimentos integrais.   

Toda essa cultura americana é exportada para o mundo ocidental de uma maneira geral. E sabemos que o brasileiro também está passando pelo mesmo problema de obesidade e diabetes por má alimentação. Os produtos light, sempre a primeira opção para quem quer “se alimentar melhor” (propositalmente com poucas informações), estão nos envenenando tanto quanto os originais. E muitas vezes são mais caros. 

 

A SOLUÇÃO PASSA POR UMA ALIMENTAÇÃO SEM RÓTULOS 

Se quisermos evitar o mesmo destino nutricional dos EUA, a solução, em grande parte, passa por darmos alguns passos pra trás na industrialização dos alimentos: precisamos voltar a consumir as coisas frescas que a natureza nos proporciona. Voltar a nos relacionar também com o fogo, o tempo, o preparo, a criatividade. 

Não é fácil mudar nossos padrões de alimentação. Pior ainda é deixar de comer coisas que gostamos demais, mas isso não precisa ser uma tortura. Já falamos sobre como nos alimentarmos de uma maneira verdadeiramente saudável em vários posts desse blog, então aqui vão alguns:  

 

Comer também é um ato político. Como consumimos nossos alimentos diz muito sobre qual caminho de sociedade queremos seguir. E já vimos o que está se tornando a sociedade dos produtos light. Cozinhar é um luxo de quem tem tempo, mas abrir mão desse tempo pode nos custar a saúde da população.  

Assinatura Desinchá

Olha quem apareceu de novo: eu, Vitória, nutricionista da Desinchá. E dessa vez venho com um tema bem recorrente na vida de vocês: compras. Mas não aquela que você sai no shopping procurando vestido pra festa. Compras no mercado, e como podemos fazer escolhas inteligentes e seguir uma alimentação saudável e barata no nosso dia a dia. 

Quando o assunto é fazer compras no mercado, muitos insistem na ideia de que comer saudável é uma coisa cara, ou que comprar salgadinhos, enlatados e pratos prontos é muito mais barato. Mas as vezes o barato sai caro, meus queridos. 

Vou contar uma coisinha pra vocês: é possível SIM ser saudável, comer bem e não ter que deixar um rim na hora de pagar a conta.  

Alimentar-se bem não quer dizer sair comprando produtos light e diet do mercado. Uma alimentação saudável deve ser variada, incluindo frutas, verduras, legumes, carboidratos (pão, massa, arroz, cereais), proteínas (carnes e proteínas vegetais) e gorduras boas. Afinal, cada grupo de alimento é responsável por uma função importante no nosso organismo e assim devem ser incluídos em determinadas proporções em nossa alimentação diária. 

Mas é claro que, em situações de restrição alimentícia ou em casos de objetivos mais específicos (ex.: emagrecimento), as proporções de alguns grupos de alimentos devem ser alteradas. 

Mas sem mais enrolações. Como podemos manter uma alimentação saudável e barata? Confira algumas dicas: 

Alimentação saudável e barata: É possível?

#1 Faça uma lista de compras! 

Se organize antes de ir ao mercado. As vezes esquecemos o essencial e compramos o que vemos na frente sempre pensar se realmente precisamos aquilo. Muitas vezes a falta de organização faz com que desperdicemos comida por não listar nossas compras. Importante lembrar de não irmos ao mercado com fome, a chance de comprar alimentos desnecessários e por gula é maior e, consequentemente, o orçamento aumenta. 

 

#2 Planeje-se 

Monte um cardápio da semana para que consiga ter uma noção maior do que você precisa comprar. Muitas vezes é possível montar refeições fracionadas e congelá-las depois. Isso acaba economizando seu tempo e dinheiro, poupando energia, gás, água e detergente para lavar utensílios na hora do preparo. 

 

#3 Prefira frutas e vegetais da estação 

Uma alimentação saudável deve ser rica em frutas, verduras e legumes que são fontes incríveis de vitaminas, minerais e fibras! Estes alimentos quando estão na época de colheita costumam apresentar preços mais baixos e estão mais frescos e nutritivos. Encontre aqui a época de safra de alguns alimentos.

Opte por feiras, sacolões e hortifruti, lá os produtos in natura são normalmente mais baratos e com melhor aparência do que nos grandes supermercados. 

 

#4 Compre a granel  

Geralmente, nos supermercados, é mais em conta você mesmo porcionar o quanto quer de cada alimento (castanhas, sementes, farelos e cereais) do que os que já estão embalados. Além disso, você pode ter uma noção maior do quanto precisa para o período que vai consumi-los, evitando desperdícios. 

 

#5 Escolha proteínas mais baratas 

A recomendação de proteína diária para um adulto é de 0,8g por quilo de peso (lembrando que cada caso é diferente, então procure a orientação de um nutricionista 😊), ou seja, 48g de proteína para uma mulher de 60kg, cerca de 10% das calorias diárias. Isso é mais fácil de atingir do que você imagina! 

Deixe filet mignon e salmão para ocasiões especiais! Opte por proteínas que são mais em conta e vão suprir suas necessidades do dia a dia: ovos, leite, filé de frango, atum enlatado (na água, e não no óleo, viu?), queijo cottage, etc. 

 

#6 Compare quantidades  

Pão integral é mais caro do que francês? Se considerarmos o pão integral, encontramos promoções no valor de R$ 4,50 a unidade com 500 gramas, mas quando compramos pão francês dificilmente pedimos essa quantidade, muitas vezes compramos poucas unidades por dia ou a cada dois dias. Isso dá a sensação de que o pão integral mais saudável é o mais caro.  

Segue exemplo para você entender melhor: 

Alimentação saudável e barata - comparação de preços

#7 Estoque sua dispensa e geladeira 

Faça estoques com itens fáceis e rápidos de preparar. Dentre eles podemos destacar: 

Feijões e lentilhas – acompanham muito bem com vegetais frescos ou arroz, além de ser coringa para sopas nutritivas. 

Arroz ou macarrão integral – sacia muito mais do que o arroz/macarrão branco por conter mais fibras e muito versátil na cozinha. Mesmo sendo um pouco mais caro, compensa por você ficar mais saciado, comer menos e acaba rendendo mais do que o branco. 

Legumes frescos e frutas – bom que sejam comprados pelo menos uma ou duas vezes por semana, dependendo da quantidade do seu consumo.

Carnes e peixes – podem ser mantidos na geladeira para fácil acesso ou congelados para serem estocados por mais tempo. Fácil de preparar se for somente grelhado, além de ser uma opção com grande porte de proteínas. 

 

#8 Faça marmitas! Deixe para comer fora em ocasiões especiais  

Você aí, proletariado brasileiro que ganha seu vale-refeição contadinho para o mês, por que não economizar ele para quando for em algum lugar legal, e preparar marmitas para comer durante a semana? Além de ser mais barato, você consegue dosar suas porções e fazer escolhas mais inteligentes e saudáveis sobre o que coloca na marmita. 

Em dúvida sobre como fazer isso? Nós temos um conteúdo perfeito sobre esse assunto lá no Desinchá Academy. 

“Ok, nutri. Mas às vezes eu PRECISO comer algo que não seja minha marmita sem graça e sair do escritório”  

Como já sei que essa será a resposta, aqui vão algumas dicas para você que mora em São Paulo e quer seguir uma alimentação saudável e barata: 

  

Cozinha vegetariana e vegana, buffet de almoço e jantar. Ótima opção para os aqueles que não aguentam mais pedir salada ou massa por não ter pratos veganos/vegetarianos gostosos 

R. da Consolação, 3288 – Jardim Paulista 
 

  • Tea Connection
    A casa serve vários tipos de chás e sucos, petiscos, lanches e saladas.
    Alameda Lorena, 1271 – Jardim Paulista 

 

Tudo preparado com ingredientes de excelente qualidade e vegetais e frutas sem agrotóxicos. Ambiente gostoso para ir com uma companhia legal e tomar um açaí

Av. Hélio Pellegrino, 100 – Jd. Nova Conceição
Rua Oscar Freire, 187 – Jardim Paulista
Rua Bandeira Paulista, 327 – Itaim Bibi 

 

Destaque ao espaguete de pupunha e brotos, frango orgânico, gengibre, castanha ao molho thai, clima tranquilo. Tudo uma d-e-l-í-c-i-a! 
 
Alameda Lorena, 1969 – Cerqueira César 
R. Clodomiro Amazonas, 473 – Vila Nova Conceição 
Clodomiro Amazonas, 473 Itaim 

 

  • Club Life
    Ótima opção para quando você está com pressa. São opções saudáveis e nutritivas onde você mesmo pega o que quer. É disposto em pequenas porções e todos os dias eles postam um cardápio diferente no Instagram   

     
    Alameda Santos, 1518 – Jarfim Paulista 
    Av. Dr. Cardoso de Melo, 1294 – Vila Olímpia 
    Inúmeros endereços, procure o mais próximo de você.

 

E depois de tanta dica boa pra seguir uma alimentação saudável e barata você ainda vai ter a coragem de me falar que “não dá”? Não existe nenhuma fórmula mágica pra cozinhar em um orçamento. Como tudo na vida, precisamos nos planejar, ter criatividade e trabalho, depois de um pouco de prática conseguimos chegar em um ponto de equilíbrio.  

Não vou mentir: um dia você irá ao mercado e vai ficar cheio de vontade por alimentos industrializados ou um doce que você não resiste. Juro, você vai. E é normal. Todos temos nossos dias de necessidade de alguma “porcaria”, mas isso não significa que você não pode ser saudável nos outros 90% do seu dia.  

E agora, consegue fazer escolhas inteligentes, saudáveis e nutritivas com o dinheiro contado? 

Para você que quer mais detalhes sobre como se programar, informações nutricionais e receitas especialíssimas preparadas por chefs de cozinha de verdade (sem perder de vista a praticidade), te convido a testar a Desinchá Academy por 7 dias de graça.

Lá vamos te mostrar como você pode preparar verdadeiras delícias gastando pouco e (melhor ainda!) gastando tão pouco quanto 15 minutinhos na cozinha.

Bora?
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Todos nós sabemos que, independentemente da época do ano em que estivermos, provavelmente estará passando o reality show Masterchef, na Band. E o programa é muito bom, diga-se de passagem. Mas o que estamos aprendendo, verdadeiramente, com jurados ultraprofissionais avaliando pratos complexos de cozinheiros amadores?  

Por mais que um dos jurados tente sempre insistir para os participantes que “menos é mais” e o Erick Jacquin já tenha assumido que ama macarrão com ketchup (sério, olha aqui), tenho a sensação de que esse formato mais afasta o público da cozinha do que aproxima.  

Explico: toda essa mistura de técnicas, que muitas vezes nunca ouvimos falar, junto com aquelas reprovações tensas e muitas vezes desnecessárias (ok, faz parte do show), não ensina muita coisa além de que o clima em uma cozinha profissional é meio infernal.  

Mas também é muito bonito, principalmente da parte da Paola Carosella, a preocupação com a sustentabilidade. Usar todas as partes de todos os alimentos que temos a nossa disposição evitando, assim, o desperdício. Vi muita gente que aprendeu muito com isso.  

Ninguém precisa do Masterchef para cozinhar

MAS DO QUE PRECISAMOS NA HORA DE COZINHAR, ENTÃO? 

Simplicidade. Afinal, estamos sendo bombardeados por informações e pratos que não fazem parte do nosso dia a dia (e nem deveriam). Raramente os programas como o Masterchef focam no trato com os ingredientes mais simples. Como escolher e cozinhar um legume, fazer um arroz solto ou não deixar o peito do frango seco.  

Precisamos sentir que a nossa cozinha é um ambiente leve, acolhedor e terapêutico, sem pressão. Sem precisar gastar um monte de dinheiro com ingredientes caros. Mal vemos um Bife Wellington nos cardápios dos restaurantes, quem dirá na nossa cozinha.  

ANTES DE APRENDER RECEITAS, APRENDER SOBRE O NOSSO CORPO 

É óbvio que sair para comer a experimentar pratos diferentes é uma delícia. Mas isso não pode ser a regra. No nosso dia a dia, uma boa alimentação é aquela que faz bem para o nosso corpo. E receitas saudáveis para isso, inclusive, é o que não falta aqui no nosso site. 

 

COZINHAR EM CASA É CUIDAR DA SAÚDE 

Preparar alimentos em casa é ter o próprio controle de qualidade. Saber a procedência dos ingredientes, diminuir gordura, controlar os temperos, escolher o cardápio. Aprender a cozinhar alimentos frescos e nutritivos é um grande avanço na qualidade de vida.  

Mas isso também tem apoio na ciência: uma pesquisa mostrou que os alimentos que você cozinha em casa têm mais nutrientes e menos calorias, gorduras e carboidratos do que os que são consumidos em bares, restaurantes e etc. Os nutrientes são melhores preservados pois alimentos feitos em casa passam por menos processos do que em restaurantes. 

 

E  o curso SIMPLES, RÁPIDO E SAUDÁVEL da Desinchá Academy pode te ajudar nessa tarefa.

​Aprenda três receitas simples, rápidas de fazer e saudáveis escolhidas pelo chef de cozinha funcional Felipe Caputo e pela Juju Norremose. Estes três pratos vão te deixar com água na boca e vontade de cozinhar!

Desinchá Academy | Simples, Rápido e saudável

 

 

CONCLUSÃO 

Precisamos da simplicidade na cozinha para sermos verdadeiramente saudáveis e sustentáveis. Não precisamos ser “masterchefs”. Como diria o maravilhoso colunista Chico Barney, o Masterchef é como uma churrascaria rodízio: já estamos todos muito bem satisfeitos, mas o “garçom” segue oferecendo. E ainda avisa que tem pizza, sushi e feijoada no buffet de acompanhamentos. 

LEMBRANDO QUE: essa não é necessariamente a opinião da empresa, ok?  

Volto em breve com novas informações.  

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