Vendo notícias e dados sobre o mundo, é possível perceber que existe um paradoxo um pouco assustador quando pensamos em saúde e bem-estar: apesar de estarmos mais “saudáveis” do que nunca consumindo alimentos, frequentando as incontáveis academias espalhadas por aí, vendo diversos programas sobre o tema ocuparem cada vez mais espaço na mídia, entre outras coisas, nunca fomos tão doentes. Vamos usar os Estados Unidos como exemplo (já que as tendências, normalmente, chegam primeiro lá): entre o ano de 1980 e 2000, período de crescente aumento da obsessão por perder peso, duplicaram o número de academias no país, além das prateleiras de supermercados terem se enchido de produtos “naturais”, “saudáveis” e “light”. E o pior: a estratégia sempre foi culpar a gula e o sedentarismo das pessoas.  

Mas, se olharmos para o mesmo período em que “ser saudável” começou a ser um produto de sucesso nos EUA, vemos uma evolução gigantesca, quase simultânea, da obesidade e da diabetes no país. Entre 1980 e 2010, o número de casos de diabetes juvenil saiu de ZERO para quase 60 MIL CASOS (!!!!!!!).  

O documentário “Fed Up” (está no Netflix) vai a fundo nesse tema e traz informações que são chocantes, principalmente sobre os produtos que compramos nos mercados.

Produtos light e a epidemia de diabetes juvenil

LIGHT PRA QUEM?  

No documentário, especialistas da área são entrevistados para desmistificar os produtos saudáveis do mercado, principalmente os intitulados “light”: quando se reduz o percentual de gordura de um alimento, perde-se também o sabor. Então qual a solução que a indústria encontrou para que as coisas continuassem “gostosas”? Encher o produto de açúcar. E ainda se aproveitam da falta de informação das pessoas para fazer isso passar despercebido. Por exemplo: poucas pessoas imaginam que um molho para salada virá cheio de açúcar.  

O que vimos nas últimas décadas foi uma crescente legião de cidadãos frustrados se culpando por não conseguirem emagrecer, por acharem que estão fazendo o certo quando, na verdade, só estão sendo enganados. Afinal, mais ou menos 80% dos produtos industrializados dos EUA possuem açúcar.  

 

BONDE SEM FREIO 

Se algo não for feito para mudar esse cenário, em duas décadas 95% da população americana terá sobrepenso e 1 a cada 3 pessoas do país terá diabetes. Lá, o número de mortes por obesidade já é maior do que o número de mortes por desnutrição.  

 

A CONSEQUÊNCIA DA FALTA DE INFORMAÇÃO 

O povo americano já não tem mais a capacidade de identificar o que é comida de verdade. Milhões de pessoas se alimentam diariamente de processados, modificados, industrializados e conservados em sal para ficarem mais tempo nas prateleiras dos supermercados. As habilidades de fazer seu próprio alimento foram praticamente extintas por lá. Pouco se usa o fogão, o forno, verduras, legumes e alimentos integrais.   

Toda essa cultura americana é exportada para o mundo ocidental de uma maneira geral. E sabemos que o brasileiro também está passando pelo mesmo problema de obesidade e diabetes por má alimentação. Os produtos light, sempre a primeira opção para quem quer “se alimentar melhor” (propositalmente com poucas informações), estão nos envenenando tanto quanto os originais. E muitas vezes são mais caros. 

 

A SOLUÇÃO PASSA POR UMA ALIMENTAÇÃO SEM RÓTULOS 

Se quisermos evitar o mesmo destino nutricional dos EUA, a solução, em grande parte, passa por darmos alguns passos pra trás na industrialização dos alimentos: precisamos voltar a consumir as coisas frescas que a natureza nos proporciona. Voltar a nos relacionar também com o fogo, o tempo, o preparo, a criatividade. 

Não é fácil mudar nossos padrões de alimentação. Pior ainda é deixar de comer coisas que gostamos demais, mas isso não precisa ser uma tortura. Já falamos sobre como nos alimentarmos de uma maneira verdadeiramente saudável em vários posts desse blog, então aqui vão alguns:  

 

Comer também é um ato político. Como consumimos nossos alimentos diz muito sobre qual caminho de sociedade queremos seguir. E já vimos o que está se tornando a sociedade dos produtos light. Cozinhar é um luxo de quem tem tempo, mas abrir mão desse tempo pode nos custar a saúde da população.  

Assinatura Desinchá

Olha quem apareceu de novo: eu, Vitória, nutricionista da Desinchá. E dessa vez venho com um tema bem recorrente na vida de vocês: compras. Mas não aquela que você sai no shopping procurando vestido pra festa. Compras no mercado, e como podemos fazer escolhas inteligentes e seguir uma alimentação saudável e barata no nosso dia a dia. 

Quando o assunto é fazer compras no mercado, muitos insistem na ideia de que comer saudável é uma coisa cara, ou que comprar salgadinhos, enlatados e pratos prontos é muito mais barato. Mas as vezes o barato sai caro, meus queridos. 

Vou contar uma coisinha pra vocês: é possível SIM ser saudável, comer bem e não ter que deixar um rim na hora de pagar a conta.  

Alimentar-se bem não quer dizer sair comprando produtos light e diet do mercado. Uma alimentação saudável deve ser variada, incluindo frutas, verduras, legumes, carboidratos (pão, massa, arroz, cereais), proteínas (carnes e proteínas vegetais) e gorduras boas. Afinal, cada grupo de alimento é responsável por uma função importante no nosso organismo e assim devem ser incluídos em determinadas proporções em nossa alimentação diária. 

Mas é claro que, em situações de restrição alimentícia ou em casos de objetivos mais específicos (ex.: emagrecimento), as proporções de alguns grupos de alimentos devem ser alteradas. 

Mas sem mais enrolações. Como podemos manter uma alimentação saudável e barata? Confira algumas dicas: 

Alimentação saudável e barata: É possível?

#1 Faça uma lista de compras! 

Se organize antes de ir ao mercado. As vezes esquecemos o essencial e compramos o que vemos na frente sempre pensar se realmente precisamos aquilo. Muitas vezes a falta de organização faz com que desperdicemos comida por não listar nossas compras. Importante lembrar de não irmos ao mercado com fome, a chance de comprar alimentos desnecessários e por gula é maior e, consequentemente, o orçamento aumenta. 

 

#2 Planeje-se 

Monte um cardápio da semana para que consiga ter uma noção maior do que você precisa comprar. Muitas vezes é possível montar refeições fracionadas e congelá-las depois. Isso acaba economizando seu tempo e dinheiro, poupando energia, gás, água e detergente para lavar utensílios na hora do preparo. 

 

#3 Prefira frutas e vegetais da estação 

Uma alimentação saudável deve ser rica em frutas, verduras e legumes que são fontes incríveis de vitaminas, minerais e fibras! Estes alimentos quando estão na época de colheita costumam apresentar preços mais baixos e estão mais frescos e nutritivos. Encontre aqui a época de safra de alguns alimentos.

Opte por feiras, sacolões e hortifruti, lá os produtos in natura são normalmente mais baratos e com melhor aparência do que nos grandes supermercados. 

 

#4 Compre a granel  

Geralmente, nos supermercados, é mais em conta você mesmo porcionar o quanto quer de cada alimento (castanhas, sementes, farelos e cereais) do que os que já estão embalados. Além disso, você pode ter uma noção maior do quanto precisa para o período que vai consumi-los, evitando desperdícios. 

 

#5 Escolha proteínas mais baratas 

A recomendação de proteína diária para um adulto é de 0,8g por quilo de peso (lembrando que cada caso é diferente, então procure a orientação de um nutricionista 😊), ou seja, 48g de proteína para uma mulher de 60kg, cerca de 10% das calorias diárias. Isso é mais fácil de atingir do que você imagina! 

Deixe filet mignon e salmão para ocasiões especiais! Opte por proteínas que são mais em conta e vão suprir suas necessidades do dia a dia: ovos, leite, filé de frango, atum enlatado (na água, e não no óleo, viu?), queijo cottage, etc. 

 

#6 Compare quantidades  

Pão integral é mais caro do que francês? Se considerarmos o pão integral, encontramos promoções no valor de R$ 4,50 a unidade com 500 gramas, mas quando compramos pão francês dificilmente pedimos essa quantidade, muitas vezes compramos poucas unidades por dia ou a cada dois dias. Isso dá a sensação de que o pão integral mais saudável é o mais caro.  

Segue exemplo para você entender melhor: 

Alimentação saudável e barata - comparação de preços

#7 Estoque sua dispensa e geladeira 

Faça estoques com itens fáceis e rápidos de preparar. Dentre eles podemos destacar: 

Feijões e lentilhas – acompanham muito bem com vegetais frescos ou arroz, além de ser coringa para sopas nutritivas. 

Arroz ou macarrão integral – sacia muito mais do que o arroz/macarrão branco por conter mais fibras e muito versátil na cozinha. Mesmo sendo um pouco mais caro, compensa por você ficar mais saciado, comer menos e acaba rendendo mais do que o branco. 

Legumes frescos e frutas – bom que sejam comprados pelo menos uma ou duas vezes por semana, dependendo da quantidade do seu consumo.

Carnes e peixes – podem ser mantidos na geladeira para fácil acesso ou congelados para serem estocados por mais tempo. Fácil de preparar se for somente grelhado, além de ser uma opção com grande porte de proteínas. 

 

#8 Faça marmitas! Deixe para comer fora em ocasiões especiais  

Você aí, proletariado brasileiro que ganha seu vale-refeição contadinho para o mês, por que não economizar ele para quando for em algum lugar legal, e preparar marmitas para comer durante a semana? Além de ser mais barato, você consegue dosar suas porções e fazer escolhas mais inteligentes e saudáveis sobre o que coloca na marmita. 

Em dúvida sobre como fazer isso? Nós temos um conteúdo perfeito sobre esse assunto lá no Desinchá Academy. 

“Ok, nutri. Mas às vezes eu PRECISO comer algo que não seja minha marmita sem graça e sair do escritório”  

Como já sei que essa será a resposta, aqui vão algumas dicas para você que mora em São Paulo e quer seguir uma alimentação saudável e barata: 

  

Cozinha vegetariana e vegana, buffet de almoço e jantar. Ótima opção para os aqueles que não aguentam mais pedir salada ou massa por não ter pratos veganos/vegetarianos gostosos 

R. da Consolação, 3288 – Jardim Paulista 
 

  • Tea Connection
    A casa serve vários tipos de chás e sucos, petiscos, lanches e saladas.
    Alameda Lorena, 1271 – Jardim Paulista 

 

Tudo preparado com ingredientes de excelente qualidade e vegetais e frutas sem agrotóxicos. Ambiente gostoso para ir com uma companhia legal e tomar um açaí

Av. Hélio Pellegrino, 100 – Jd. Nova Conceição
Rua Oscar Freire, 187 – Jardim Paulista
Rua Bandeira Paulista, 327 – Itaim Bibi 

 

Destaque ao espaguete de pupunha e brotos, frango orgânico, gengibre, castanha ao molho thai, clima tranquilo. Tudo uma d-e-l-í-c-i-a! 
 
Alameda Lorena, 1969 – Cerqueira César 
R. Clodomiro Amazonas, 473 – Vila Nova Conceição 
Clodomiro Amazonas, 473 Itaim 

 

  • Club Life
    Ótima opção para quando você está com pressa. São opções saudáveis e nutritivas onde você mesmo pega o que quer. É disposto em pequenas porções e todos os dias eles postam um cardápio diferente no Instagram   

     
    Alameda Santos, 1518 – Jarfim Paulista 
    Av. Dr. Cardoso de Melo, 1294 – Vila Olímpia 
    Inúmeros endereços, procure o mais próximo de você.

 

E depois de tanta dica boa pra seguir uma alimentação saudável e barata você ainda vai ter a coragem de me falar que “não dá”? Não existe nenhuma fórmula mágica pra cozinhar em um orçamento. Como tudo na vida, precisamos nos planejar, ter criatividade e trabalho, depois de um pouco de prática conseguimos chegar em um ponto de equilíbrio.  

Não vou mentir: um dia você irá ao mercado e vai ficar cheio de vontade por alimentos industrializados ou um doce que você não resiste. Juro, você vai. E é normal. Todos temos nossos dias de necessidade de alguma “porcaria”, mas isso não significa que você não pode ser saudável nos outros 90% do seu dia.  

E agora, consegue fazer escolhas inteligentes, saudáveis e nutritivas com o dinheiro contado? 

Para você que quer mais detalhes sobre como se programar, informações nutricionais e receitas especialíssimas preparadas por chefs de cozinha de verdade (sem perder de vista a praticidade), te convido a testar a Desinchá Academy por 7 dias de graça.

Lá vamos te mostrar como você pode preparar verdadeiras delícias gastando pouco e (melhor ainda!) gastando tão pouco quanto 15 minutinhos na cozinha.

Bora?
Assinatura Desinchá

Todos nós sabemos que, independentemente da época do ano em que estivermos, provavelmente estará passando o reality show Masterchef, na Band. E o programa é muito bom, diga-se de passagem. Mas o que estamos aprendendo, verdadeiramente, com jurados ultraprofissionais avaliando pratos complexos de cozinheiros amadores?  

Por mais que um dos jurados tente sempre insistir para os participantes que “menos é mais” e o Erick Jacquin já tenha assumido que ama macarrão com ketchup (sério, olha aqui), tenho a sensação de que esse formato mais afasta o público da cozinha do que aproxima.  

Explico: toda essa mistura de técnicas, que muitas vezes nunca ouvimos falar, junto com aquelas reprovações tensas e muitas vezes desnecessárias (ok, faz parte do show), não ensina muita coisa além de que o clima em uma cozinha profissional é meio infernal.  

Mas também é muito bonito, principalmente da parte da Paola Carosella, a preocupação com a sustentabilidade. Usar todas as partes de todos os alimentos que temos a nossa disposição evitando, assim, o desperdício. Vi muita gente que aprendeu muito com isso.  

Ninguém precisa do Masterchef para cozinhar

MAS DO QUE PRECISAMOS NA HORA DE COZINHAR, ENTÃO? 

Simplicidade. Afinal, estamos sendo bombardeados por informações e pratos que não fazem parte do nosso dia a dia (e nem deveriam). Raramente os programas como o Masterchef focam no trato com os ingredientes mais simples. Como escolher e cozinhar um legume, fazer um arroz solto ou não deixar o peito do frango seco.  

Precisamos sentir que a nossa cozinha é um ambiente leve, acolhedor e terapêutico, sem pressão. Sem precisar gastar um monte de dinheiro com ingredientes caros. Mal vemos um Bife Wellington nos cardápios dos restaurantes, quem dirá na nossa cozinha.  

ANTES DE APRENDER RECEITAS, APRENDER SOBRE O NOSSO CORPO 

É óbvio que sair para comer a experimentar pratos diferentes é uma delícia. Mas isso não pode ser a regra. No nosso dia a dia, uma boa alimentação é aquela que faz bem para o nosso corpo. E receitas saudáveis para isso, inclusive, é o que não falta aqui no nosso site. 

 

COZINHAR EM CASA É CUIDAR DA SAÚDE 

Preparar alimentos em casa é ter o próprio controle de qualidade. Saber a procedência dos ingredientes, diminuir gordura, controlar os temperos, escolher o cardápio. Aprender a cozinhar alimentos frescos e nutritivos é um grande avanço na qualidade de vida.  

Mas isso também tem apoio na ciência: uma pesquisa mostrou que os alimentos que você cozinha em casa têm mais nutrientes e menos calorias, gorduras e carboidratos do que os que são consumidos em bares, restaurantes e etc. Os nutrientes são melhores preservados pois alimentos feitos em casa passam por menos processos do que em restaurantes. 

 

CONCLUSÃO 

Precisamos da simplicidade na cozinha para sermos verdadeiramente saudáveis e sustentáveis. Não precisamos ser “masterchefs”. Como diria o maravilhoso colunista Chico Barney, o Masterchef é como uma churrascaria rodízio: já estamos todos muito bem satisfeitos, mas o “garçom” segue oferecendo. E ainda avisa que tem pizza, sushi e feijoada no buffet de acompanhamentos. 

LEMBRANDO QUE: essa não é necessariamente a opinião da empresa, ok?  

Volto em breve com novas informações.  

Assinatura Desinchá

Segunda-feira, o dia que todo procrastinador teme. Dia de iniciar coisas, e uma das principais chama-se: dieta. Eu não sou o tipo de pessoa para se espelhar quando o assunto é alimentação saudável. Dia desses tive um faniquito quando tentei entrar em um vestido “novo” e me deparei com aquela situação constrangedora quando usamos roupa de botão e a última casinha insiste em não fechar. Neste dia, a boa e velha balança pesou na minha mente e, ao desabafar com uma amiga, fui desafiada a mudar minha rotina durante 7 dias: parar de comer tanta besteira e adotar uma alimentação low crap. Gostei da ideia? Óbvio que não, mas como eu não fujo de um desafio nominal… Então vamos lá:

Eu testei: 7 dias de alimentação saudável

Dia 1: O início 

Estou convalescendo de uma gripe ingrata, logo, acordei atrasada. Pra não sair de jejum, fritei 2 ovos sem óleo mesmo e segui viagem. Almocei um senhor prato de salada, tentando me lembrar de colocar o máximo de coisas verdes que eu conseguisse lembrar (coloquei até um kiwi), uma posta de salmão e um bifinho acompanhado de um suco de laranja que me deu uma dor de estômago tenebrosa.  
 
Tive reunião externa, assisti uma palestra sobre Introdução à Vida Saudável que ministramos para um parceiro (foi bem enriquecedor pra esse novo momento da minha vida), só que isso tudo demorou mais que o previsto e a fome começou a bater. Fiquei presa no trânsito na volta para o escritório, enquanto minha mente carboidrática pensava no Virado à Paulista que eu neguei no almoço (porque queria começar essa experiência com um dia mais low carb). Comi uma mexerica pra espantar esse pensamento.  
 
Acabei saindo tarde, então tudo que eu consegui jantar pra não dormir com fome foi uma sobrecoxa de frango feita na Airfryer e um copo d’água pra não beber refrigerante. 

 

Dia 2: Café da Manhã 

Acordei com muita fome feat atrasada devido ao dopping da gripe e saí de jejum pensando em inúmeras possibilidades de comida de rua saudável que eu poderia encontrar no caminho – um total de zero. Minha primeira opção era o carrinho de tapioca em frente à estação, mas curiosamente não tinha nenhum vendedor quando cheguei lá. 
 
Em meio à baldeação, meu estômago me lembrava do boteco que serve pão na chapa bem ao lado do meu trabalho, mas subindo a escada rolante do metrô eis que vejo reluzente o trailer de Pão de Queijo e este foi meu café da manhã em meio aos roncos ensurdecedores da minha barriga. 
 
No almoço, lembrei que não comi carboidrato no dia anterior e me permiti incluir uma porção de feijão no meu mar de salada com manga e morangos juntamente com um copão de suco de morango, já que a experiência da laranja não foi agradável. Meus companheiros queriam sobremesa. Deixei-os no caminho e fui correndo pro escritório tomar um chá.  
 
Essa primeira parte do meu dia foi tão sofrida que passei a outra metade pensando numa desculpa pra pular fora do desafio de seguir uma alimentação saudável. Culpar a gripe seria perfeito, mas algo me dizia que era uma mentira já que eu me sentia bem melhor e sem fome por um período maior que o de costume. Resolvi colocar como meta apenas sobreviver àquele dia. No fim, lembrei que precisava comer e lanchei uma pipoca de Lemon Pepper da Mais Pura.  
 
Foi um dia cheio. Jantei feijão com filé de frango e acabei cedendo aí uma colher de sopa de sorvete de maracujá antes de dormir (achei que fruta podia). 

 

Dia 3: Abstinência 

Hoje acordei plena por motivos de pré-feriado. Cometi a besteira de sair sem café novamente, mas por um milagre eu não estava com fome e acabei postergando o jejum até demais. Pra não almoçar demais, resolvi comer uma tapioca de frango quase 11h da manhã (me convenci que realmente não gosto de tapioca). Aí a hora do almoço bateu e eu não tinha fome (a tapioca era enorme) então fui levando a vida laboral.  
 
Mais tarde, me deu vontade de comer doce e meu humor foi se alterando. Tudo me irritava, até cheiro de perfume, a voz das pessoas… Todo mundo estava fazendo questão de dizer o quão chata eu estava.  
 
Me esforcei em resistir às propostas indecentes dos meus colegas a respeito de coisas açucaradas e cheias de farinha de trigo para apaziguar meu mau humor. Comecei a chorar, pensando se isso era o que as pessoas chamavam de abstinência e meus colegas começaram a se desesperar. Olhei pro relógio e eram quase 16h, resolvi sair pra caçar algo mastigável e lembrei das empanadas que tem aqui perto (e algumas têm massa de quinoa). Comi duas.  
 
Meu estagiário, comovido com meu trágico estado emocional, me obrigou a dividir um crocante de cacau com chantilly. Meu humor foi restaurado, e minha mente perversa me lembrou de como era bom comer um doce, logo, os chocolates que eu tinha escondido na minha mesa começaram a pular diante de mim me fazendo pensar no quanto eu precisava deles.  
 
Comi um kiwi amarelo e espantei esse pensamento. Tive que ir na faculdade e fui obrigada a esperar minha orientadora finalizar sua refeição em frente à cantina. Estufas e mais estufas de puro carboidrato e frituras dançavam diante de mim, mas eu não estava com fome. E sim, eu resisti.  
 
Cheguei em casa e jantei três filés de frango com um punhado de carne moída. Deitei minha cabeça no travesseiro pensando como eu iria sobreviver ao feriado prolongado sem nenhuma opção de alimentação saudável em casa. Pensei seriamente em procrastinar o desafio e atender o desejo do meu coração de comer a comida que eu amo e ser feliz, até que caiu uma notificação no meu celular: “sua menstruação está próxima”. Não era abstinência, era hormônio.  

 

Dia 4: O Feriado 

Com a graça de Deus acordei quase meio dia e pulei direto pro almoço: peixe, frango e carne moída com molho de um macarrão que eu evitei. Fiz nada o dia inteiro, lanchei um pão de queijo pelo simples fato de que minha mãe queria me obrigar a comer bisnaguinha.  
 
À noite fui dar um rolê que, de forma inédita, não envolvia comida. Cheguei em casa e repeti o almoço na janta, feliz por sobreviver a mais um dia. Pela primeira vez não pensei em desistir. 

 

Dia 5: Home Office 

Sextou. E a cólica me acordou cedo, mas curiosamente não estava me incomodando tanto quanto o de costume. Graças a ela, tive tempo suficiente de montar meu café da manhã antes de iniciar meu home office. Finalmente consegui fazer uma omelete decente!  
 
Almocei no horário – já que minha mãe me obrigou a desocupar a mesa -, comi filé de frango e, pasmem, purê de abóbora (tive certeza que não comeria novamente). Comi uma mexerica de sobremesa já que só tinha suco de couve (aí é demais).  
 
Não lanchei por motivos de a-)me perdi nos e-mails, e b) não senti fome, algo MUITO RARO nos meus home offices. 
 
Na janta substituí a abóbora pelo feijão e ficou tudo bem. 

 

Dia 6: Drácula Untold 

Sabadou e foi mais fácil do que eu pensava. Acordei cedo e comi pão de queijo no café da manhã tentando ignorar a variedade de pães e bolos que minha mãe orgulhosamente expôs à mesa.  
 
Almocei a lindeza de uma costelinha suína, carne de panela com feijão e abobrinha (sim, odiei). Tudo corria perfeitamente bem, até que o cheiro de leite condensado borbulhante atraiu meus sentidos olfativos. Enquanto uma senhora panela de arroz doce se insinuava na minha frente, fui descascando uma manga como nunca antes havia feito e amarrei essa miragem com um prato cheio dessa fruta maravilhosa. Mais um dia de ócio se estendia, e enquanto o Drácula tentava resistir ao desejo de rasgar o pescoço de sua esposa eu resistia a vontade infame de correr pra panela do arroz doce. Me senti totalmente empática com o maior Vampiro de todos os tempos toda vez que o cheiro de hemoglobina líquida dilacerava seu pulmão.  
 
Assisti Brasil e Peru pela Copa América tomando um chá e jantei costelinha com linguiça (nem sei se podia, mas estava de saco cheio kkk) e dormi feliz por resistir ao arroz doce sem muito sofrimento. 

 

Dia 7: O último dia do desafio de adotar uma alimentação saudável

Domingo. Dia de macarronada com frango na casa de boa parte da população terrestre (e na minha não foi diferente). Decidi me pesar, já que ainda não tinha comido nada e minha best balança mostrou 1,5 kg a menos que a última vez. Fiquei tão sem ação que nem tomei café da manhã.  
 
Almocei espaguete de abobrinha ao alho e óleo (dei mais uma chance né) com carne moída e uns pedaços de sobrecoxa de frango. Até que ficou bom.  
 
A vontade do doce era tanta que de repente lembrei que esqueci de sofrer pelo crush de tanto que eu me concentrei em não comer o arroz doce. Em meio a prorrogação de Brasil e França pela Copa Feminina, lembrei de uma pipoca de Cacau Original da Mais Pura esquecida na mochila. Foi meu oásis no deserto. Tomei chá duas vezes pra acompanhar minha santa pipoca.  
 
Terminei meu domingo, sétimo e último dia do desafio de seguir uma alimentação saudável, repetindo meu almoço na janta (teve bis de espaguete de abobrinha siiiim) – feliz por perceber que sobrevivi. 

Por fim… 

Meus maiores desafios foram na mente. Distinguir a fome real da “vontade de comer”, fazer trocas inteligentes sem me sabotar e sem me proibir. Não levar o desafio de seguir uma alimentação saudável como “dieta” ou como “coisas que eu não posso comer” e, sim, alcançar pequenas vitórias por dia ao resistir a vontade de comer alimentos que eu tinha plena consciência que não fazem bem para mim. Não posso dizer que foi ruim, foi positivo!  
 
Conforme os dias foram passando, era nítida a mudança na minha pele, no corpo e até mesmo a disposição. Subir as escadas da estação estava bem mais fácil, o óleo excessivo da pele diminuiu e consequentemente as acnes quase que diárias também.  
 
Se fosse começar agora, com certeza teria planejado melhor minha semana. Faria uma seleção de possíveis cardápios para não passar nenhum dia sem tomar café da manhã e nem sofrer pela falta de doce – principalmente no feriado prolongado onde eu teria tempo de testar várias receitinhas.  
 
O melhor de tudo foi perceber que não era sobre uma dieta para emagrecer, e sim um desafio para testar meus limites – principalmente da mente – e sobretudo uma proposta amorosa sobre mudança de hábitos silenciosamente suicidas para hábitos saudáveis.  
 
O que levo desse “Eu testei…” é a certeza de que não importa a meta que eu venha traçar na vida, ou o tamanho do desafio que alguém venha me propor, se eu tiver foco e determinação eu consigo qualquer coisa.  
 
Sou plenamente capaz de alcançar o que eu quiser, se eu simplesmente me dedicar a fazê-lo. Ninguém vai fazer por mim, e não estou falando de “dieta”: estou falando de superação. 

Assinatura Desinchá

No Brasil, 29 milhões de pessoas pararam de comer carne. Este texto não tem como objetivo tornar você uma delas (mas se quiser, você pode!)  

A dieta vegetariana entra no radar como sendo uma opção para variar o cardápio, criar novos hábitos e testar o corpo e a mente.

Para a maioria das pessoas, a opção por esse tipo de alimentação tem a ver com saúde, economia (porque carne é caroooo), com o meio ambiente e com a causa animal, mas ainda tem outro motivo que muita gente desconhece.

5 motivos para partir para um dieta vegetariana 

Conheça 5 motivos para partir para um dieta vegetariana 

Animais | Apesar das marcas de carne terem frangos e vacas felizes como mascotes, o abate na indústria é violento. Os animais são capazes de sentir prazer, dor e felicidade, mas, como no supermercado eles estão já cortados em uma bandeja, não conseguimos nos conectar ao seu sofrimento. 

Meio Ambiente | Segundo a Sociedade Vegetariana Brasileira, o setor agropecuário é o principal responsável pelo desmatamento da Amazônia e emissão de gases estufa. 

Saúde | Estudos mostram que pessoas que seguem uma dieta vegetariana têm menor incidência de todas as doenças crônicas como hipertensão, diabetes, câncer, obesidade, entre várias outras. 

Economia | As proteínas vegetais são muito mais baratas que proteína animal e podem ser encontradas com muito mais facilidade e variedade. 

Violência | Em 2015, a revista Society and Animais publicou um estudo comprovando que trabalhadores de matadouros são mais propensos à violência doméstica e crimes violentos, como assassinato e estupro. Um dos motivos é que a indústria da carne e do abate os torna insensíveis ao sofrimento, fazendo com que eles sejam agressivos também contra seres humanos. 

 

É importante entender que comer carne não é só uma questão de menu, mas também de consciência sobre o presente. Com todos esses dados, vemos que é preciso ter equilíbrio sempre para que a gente continue convivendo em harmonia. 

Que tal, então, começar uma segunda sem carne? 

 

 

Fontes: Sociedade Vegetariana Brasileira  

JusBrasil      

IBOPE 2019 | Revista Menu 

 

Assinatura Desinchá

Olá! Vitória nutri aqui de novo. E dessa vez vim para contar o que rolou com o desafio que lançaram para mim: comer 25g de fibras por dia durante 7 dias. 😱 

E o que você fez para começar a se preparar, nutri? 

Bom, primeiramente eu montei um cardápio para mim, colocando bastante fonte de fibras e fui calculando até bater 25g. Não foi tão difícil atingir a minha meta de 25g por dia. 

A dieta incluía, basicamente: frutas, aveia (ou qualquer outra farinha rica em fibras), muita salada, arroz integral, feijão, verduras e as proteínas do almoço e jantar.  

Mas… como minha alimentação já é basicamente o que eu coloquei na dieta, resolvi chamar mais uma amiga pra me acompanhar nesse desafio, para poder mostrar para vocês como diferentes perfis de pessoa podem sentir diferença!  

Resolvi convidar a Bia, engenheira de alimentos da Desinchá, que inclusive já escreveu um texto aqui do blog comigo e ela topou! Achei que seria uma boa escolha para fazer o desafio, já que ela disse que seu intestino não funcionava tão bem. 

Então, compartilhei com ela o cardápio que teria que seguir e destaquei as principais fontes de fibra para ela se atentar na hora da alimentação, para que conseguisse atingir as 25g por dia. 

Eu testei: Comer 25g de fibras por dia durante 1 semana

Mas o que vocês sentiram de diferença nesses 7 dias? 

Vamos lá! 

BIA: 

“Aceitei o desafio de mudar minha alimentação por 7 dias e passei a ingerir 25g de fibras por dia e meus resultados foram super positivos. 

Tenho o hábito de me alimentar com frutas e verduras, mas com certeza não consumia as 25g de fibras por dia, pois na minha alimentação não tinha nenhum tipo de farinha rica em fibras (como a aveia, por exemplo) e talvez por isso meu intestino nunca funcionou regularmente. 

Então a primeira mudança que senti ao consumir mais fibras foi a melhora do meu intestino. Acreditem, em apenas 7 dias passei a regular meu corpo e a sensação foi maravilhosa, porque diminuiu a sensação de inchaço ao longo do dia e regulei melhor o funcionamento do meu corpo. 

Outro ponto muito importante é que, como a Vi me passou o desafio, me senti na obrigação de cumprir e me “obriguei” a consumir alimentos específicos para atingir a quantidade recomendada de fibras que antes não consumia. 

O meu maior desafio foi me acostumar a tomar café da manhã. Eu nunca tive esse hábito, sempre saio correndo e acabo comendo um salgado integral ou só tomo um café. Esse desafio me vez ingerir todos os dias pela manhã uma fruta + aveia e acabei me acostumando a tomar um bom café da manhã (Agora não consigo sair de casa sem comer minha fruta!) 

Com essas pequenas mudanças já vi grandes resultados e me senti mais satisfeita durante as refeições (café, almoço, café da tarde e jantar). Também reduzi muito o hábito de comer coisinhas não saudáveis (tipo uns docinhos no meio da tarde). 

Valeu Vi! Pronta pro próximo desafio e recomendo que todo mundo se desafie a criar hábitos mais saudáveis. 

O meu segue sendo consumir alimentos saudáveis, muita água, meu Desinchá e exercícios regulares para manter um bom funcionamento do corpo e da mente.” 

 

VITÓRIA: 

Calma nutri, quais alimentos são ricos em fibras? Vou clarear essa dúvida de vocês: 

  • Leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão de bico, soja em grão). 
  • Grãos, farelos e farinhas integrais (arroz, linhaça, aveia, cevada, milho, trigo). 
  • Pães e biscoitos integrais (centeio, farinha integral). 
  • Verduras e frutas 

 

Então, depois de verificar cada alimento que tinha mais fibra, meu cardápio de cada dia era mais ou menos assim: 

Café da manhã: fruta + aveia + café 

Almoço: Salada verde, tomate + arroz integral + feijão + proteína (carne, frango ou peixe) + verdura (preferência por as que são verdes escuras, ex.: couve, espinafre, escarola…) 

Lanche da tarde: fruta + aveia + Desinchá 

Jantar: repetia o almoço  

Dá pra ver que não é nem um bicho de 7 cabeças, né? 

Durante esses dias eu senti uma diferença no funcionamento do meu intestino! Aquele feeling de estar “enfezada” não me incomodou mais. Senti que eu ia no banheiro com mais frequência e consequentemente me senti mais leve. 

Outro ponto positivo que meu corpo sentiu, foi estar com mais saciedade. Por conta das fibras e principalmente as farinhas, como a aveia, darem essa sensação, eu comia menos nas refeições. Não sentir tanta fome durante os dias me deixou mais disposta para trabalhar e focar nas minhas atividades. 

O maior desafio foi me concentrar todos os dias de não pular o café da manhã ou da tarde. As vezes, na correria do dia a dia, me distraio e deixo de comer e acabo só jantando ou só tomando meu Desinchá na empresa. Mas como aceitei o desafio, me atentei a esse ponto e consegui comer minhas frutinhas da manhã e tarde. 

#DICADANUTRI: Uma coisa que é simples, mas faz diferença, é acrescentar alguma farinha que contém fibras (chia, aveia, granola, linhaça) junto às suas frutas. Aqui vão algumas sugestões: 

#1 Banana amassada + chia + canela 

#2 Maça + aveia + canela (deixo 1 min no micro-ondas, ela fica quentinha e cheirosa! Deixo o pessoal aqui do escritório babando 😊) 

#3 Morango + iogurte + linhaça (bater no liquidificador pra ficar como uma papinha) 

Agora vou deixar o desafio com vocês! Acham que conseguem? Vamos aos poucos, acrescentando alimentos ricos em fibra na alimentação e depois me contem se sentiram diferença! 

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Ando assistindo alguns documentários muito interessantes (e assustadores) sobre a maneira como nos alimentamos, principalmente nos últimos, sei lá, 50 anos. Cada um deles aumenta a minha certeza de que sempre nos esconderam informações demais visando apenas o lucro, pouco se lixando para questões de saúde.  

Crônicas de uma infância inapropriada

Após tantos anos renegando os malefícios de dietas deficientes e altamente calóricas, hoje vemos os resultados: uma epidemia de diabetes, inclusive em crianças (coisas que, 40 anos atrás, praticamente não existia), uma parcela gigantesca da população morrendo de tipos de câncer que surgem da má alimentação e mais uma outra parcela gigantesca morrendo de problemas cardíacos.  

Isso me fez pensar: será que já estou perdido? Como me alimentei nos últimos 20 anos? Como foi minha educação alimentar quando eu era só uma criança? Bom, a última pergunta me deixou um pouco desesperado, mas percebi que esse recorte se aplica para quase toda a minha geração.  

Eu, filho único criado pelos avós nos anos 90, posso dar um relato emocionante sobre como fui alimentado na infância: com o que eu quisesse, basicamente.  

Se eu quisesse tomar refrigerante no café da manhã, era só pedir. Se não quisesse legumes, tudo bem. Meu prato favorito? Se eu pedisse todos os dias, eu comeria todos os dias. Até colocar ketchup no feijão era tranquilo. Afinal, pelo menos eu estava comendo algo nutritivo.  

Obviamente meus avós criaram um monstrinho que não gostava de comer nada que não fosse suas comidas favoritas (e eram poucas, tipo massa com molho de tomate e hambúrguer). Meus pais, quando me viam, também não se importavam muito. Quando eu ia em casa de amigos e eles bebiam suco ao invés de refrigerante, eu achava uma aberração. Nem conseguia comer direito. E olha que esses meus amigos não viviam exatamente com uma alimentação “saudável”, apenas tomavam suco e, assim, os pais ficavam com a consciência tranquila. 

Ron Weasley comendo

Beber refrigerante, comer açúcar a vontade, gordura sem parar e ingerir ultraprocessados sem culpa não me transformou em uma pessoa obesa e cheia de doenças. Fui extremamente magro quando criança, inclusive. Mas meu metabolismo sempre foi muito privilegiado.  

A questão é: meus pais e, principalmente, meus avós, não eram monstros que não davam a mínima para a saúde do seu filho/neto. Mas o que será que isso me causou? Bom, eu e meus amigos continuamos vivendo bem, fazendo esportes e roncando pouco. Mas o problema não está aí. Dizem (não sei se é verdade) que mudando sua alimentação você consegue reverter facilmente a intoxicação do seu organismo por tanto tempo comendo coisas ruins. 

Chris Farley comendo

Eu penso que a maneira como nos relacionamos com a comida é o espelho de como nos relacionamos com o mundo. A minha geração pode ter perdido alguns anos de vida pela má alimentação, mas o fato de terem (falo da indústria) nos privado de tantas informações importantes junto com o “permissivismo” das nossas famílias afetou, principalmente, a nossa visão de mundo. Com o tempo que demoramos para aprender que tudo que fizemos com relação a alimentação estava “errado”, poderíamos ter percorrido um caminho muito diferente com o lugar em que vivemos. 

Imagine o quanto estaríamos a frente, hoje, na parte da saúde: teríamos muito menos doenças, menos remédios, menos custos. Poderíamos focar em outras prioridades. Mudaríamos as condições climáticas para melhor, afinal, não existiria tanta demanda por alimentos industrializados. Teríamos mais energia para estudar, trabalhar, até para ficar de bobeira no bar. Dormiríamos melhor.  

Hoje, depois que conseguimos “popularizar” a acesso a informações antes restritas, vemos uma infinidade de pessoas tentando melhorar seus hábitos alimentares. Inclusive pais que só alimentam seus bebês com coisas naturais, sem açúcar, sem nada. Pessoas que cresceram na mesma época que eu e se alimentavam como eu.  

A intenção aqui não é te ensinar a comer melhor, meu jovem. Isso já fazemos bastante por aqui. O intuito aqui é fazer você pensar por qual motivo você come o que come. E o que isso diz sobre você.  

Afinal, comer também é um ato político. E esse ato diz que tipo de vida queremos levar e qual mundo queremos. Então fica o recado final: conheça o seu alimento, querido leitor.  

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Back to basics!  

Às vezes eu acho que esse blog passa mais informações do que você pode suportar, caro leitor em busca de uma alimentação balanceada.  

Quase diariamente passamos informações, novidades e até questões levemente filosóficas sobre treinos, dietas, receitas e hábitos. E é muito conteúdo até pra gente aqui.  

Então hoje vamos fazer quase um exercício de relaxamento por este maravilhoso e mais completo blog saudável do Brasil.

Mas o que seria “back to basics”? Não sei se você se preocupou com isso, mas minha obrigação aqui é te dar respostas: significa dar alguns passos para trás e fazer o básico, o simples, o fácil, como preferir.  

Pequenas dicas para melhorar a alimentação sem esforço

E hoje o básico é: melhorar a alimentação. Por que não falar sobre isso mais uma vez?  

Nunca é demais. Eu me transformei no louco da dieta e sempre tenho que acessar a internet para lembrar o que eu devo fazer. Mas dessa vez são DIQUINHAS para que você consiga mesmo melhorar a alimentação com hábitos que não necessitam de muito esforço. Acompanhe:  

 

  • Vai com calma na hora de comer!  

Seu organismo não processa os alimentos na velocidade de um computador. Estímulos sensoriais como olfato, visão, tato e paladar ajudam seu corpo a digerir a refeição. Sim, comer é praticamente um ritual. 

 

  • Se comer, não beba!  

A bebida muda a forma como você mastiga os alimentos e atrapalha o processo digestivo. Duvido que você vá lembrar disso, mas o ideal é beber 30 minutos antes ou 60 minutos depois de comer.  

 

  • Para comer direito é preciso marcar horário  

Ter horários para as refeições faz com que o nosso organismo mantenha sempre o mesmo ritmo.  

 

  • MASTIGA. DIREITO. ESSA. COMIDA.  

 Não posso ser mais didático do que isso. Mastigar direito facilita o processo digestivo, obviamente.  

 

  • Um brinde aos alimentos integrais!  

 Pode trocar tudo por integral sem medo. Eles são excelentes para manter os níveis de açúcar no sangue, têm fibras e ajudam no controle do colesterol e na saciedade. 

 

  • Refinados nem pensar!  

 Esses alimentos chamados de “brancos”, como arroz, farinha, açúcar, pão e trigo, não possuem os nutrientes necessários para o seu organismo e passam por um processo químico para ficarem dessa cor, o que, obviamente, faz mal para o nosso corpo.  

 

  • Industrializados, então… Nunca!  

 Industrializados, processados e embutidos. São produtos que possuem MUITAS substâncias químicas que o nosso organismo nem reconhece. Esse fato faz com que alguns órgãos do nosso corpo trabalhem demais para neutralizar algumas coisas tóxicas e eliminar outras. Fora alergias e até câncer, né.  

 

Não sei se vocês vão entender a referência do E.T. Bilu, mas o resto é verdade: se quiser melhorar a alimentação, coma bastantes verduras, legumes e frutas. Eles são ótimas fontes de fibras, vitaminas e minerais.  

 

  • Beba água  

Outro ponto muito didático. Mas isso é durante o dia, não durante as refeições, ok? Afinal, nada pode ser melhor do que estar exageradamente hidratado. 

 

Reflitam sobre isso durante essa semana, amigos. Voltaremos em breve com novas informações.  

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É muito comum (espero que não só comigo) perder um pouco o bonde dos modismos. Um dia eu acordo, ouço falar sobre alguma novidade e de repente percebo que a internet inteira fala disso faz uns 3 meses e eu não percebi. Quando eu ouvi “Despacito”, a música já estava em seu 13º remix. 

Entre esses vacilos com a cultura pop, um dia, durante um jantar, começamos o sempre produtivo debate sobre dietas. Quando esse tipo de assunto toma conta da mesa, eu sempre busco algo mais interessante para fazer, tipo desenhos com palitos.  

Mas durante minha humilde atividade eu PESQUEI uma parte do assunto que me interessou bastante: a galera toda tá cortando as frutas da alimentação! Achei que era coisa de gente que era muito noiada com o corpo e etc, mas pareceu um consenso ali que fruta era quase uma “vilã”.  

A partir daí a anteninha ficou ligada. E passei a perceber que, realmente, dietas de emagrecimento em todos os lugares tem indicado cortar frutas. Essa moda aí já pode estar na boca do povo pelos últimos 20 anos, mas eu juro que eu não sabia.  

10 frutas que ajudam a emagrecer

Enfim, isso me levou a divertidos estudos sobre frutas. E nesses estudos, principalmente os de Google, você encontra de tudo relacionado a benefícios e malefícios da mesma coisa. Tem até um vídeo do Porta dos Fundos sobre isso, brincando com o fato de que alimentos que eram “heróis” se tornam “vilões” em minutos. Aí viram heróis novamente. E depois vilões. E depois viram a dieta perfeita para o treino matinal. Depois viram cancerígenos.  

Mas também é possível encontrar algumas unanimidades. Por exemplo: quase todos os portais indicam as mesmas frutas que ajudam a emagrecer. Olha que legal! Parece que elas têm benefícios que vão além de estampar shorts de paulistanos que resolveram ir à praia.  

Mas é bom lembrar, meu querido entusiasta da perda de calorias: além de consumir essas frutas, é recomendado que você faça caminhadas pelo menos 3 vezes por semana. Assim, seu metabolismo irá aumentar e o corpo gastará as calorias acumuladas em forma de gordura.  

Então vejamos as 12 frutas que ajudam a emagrecer:  

 

1) Limão 

Limão - 10 frutas que ajudam a emagrecer

 

Calorias em 1 unidade: 22 Kcal.

É diurético, rico em vitamina C e um potente antioxidante, que elimina as toxinas e melhora a pele. Ele também ajuda a reduzir o colesterol e o açúcar no sangue.

 

2) Abacaxi 

Abacaxi - 10 frutas que ajudam a emagrecer

 

Calorias em 100g: 52 Kcal.  

Ele ajuda a emagrecer pois é rico em água e vitamina C. O abacaxi combate a retenção de líquidos e deixa até a cintura mais fina! 

  

3) Maçã 

Maçã - 10 frutas que ajudam a emagrecer

 

Calorias em 170 gramas: 81 Kcal.

A maçã é rica em antioxidantes, regula os níveis de colesterol, de triglicerídeos e ajuda na digestão.

 

4) Pêra  

Pêra - 10 frutas que ajudam a emagrecer

 

Calorias em 1 unidade: 85 Kcal. 

As pêras são um ótimo exemplo de frutas que ajudam a emagrecer porque são rica em fibras, que melhoram o trânsito intestinal e tiram a fome. Ela ainda ajuda a regular os níveis de colesterol no sangue.  

 

5) Mamão 

 

Calorias em 100g: 85 Kcal.  

 Facilita a eliminação das fezes e combate a barriga inchada graças ao seu poder diurético e suas fibras. O mamão é bom para ajudar no controle da diabetes e aliviar os sintomas da gastrite.  

 

6) Kiwi  

 

Calorias em 100g: 46 Kcal.

Ele ajuda a combater a prisão de ventre e sacia o apetite. Também é rico em vitamina C, além de ser diurético.

 

7) Melancia  

 

Calorias em 100g: 24 Kcal.  

Auxilia no combate ao inchaço, pois contém calorias negativas e é diurética. Também ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue. Ela abaixa a pressão e ainda é considerada um alimento afrodisíaco! 

 

8) Morango 

 

Calorias em 100g: 45 Kcal.

O morango ajuda a emagrecer pois contém calorias negativas e, além disso, é rico em ferro e vitamina C, sendo um bom anti-inflamatório natural.

 

9) Tangerina 

 

Calorias em 100g: 38 Kcal.  

A tangerina ajuda a emagrecer porque possui muita água e fibras, além de ser pouco calórica. Ela é rica em vitamina C, Ajudando na absorção do ferro no intestino e fortalecendo o sistema imune. Suas fibras melhoram o trânsito intestinal, reduzem a absorção de gordura e ajudam a controlar a glicemia. 

 

10) Banana 

 

Calorias em 1 unidade: 87 a 120 Kcal.  

Rica em triptofano, tira o desejo de comer doces e sacia a fome. O número de calorias depende do tipo e do tamanho da banana. Quando ela é consumida antes de malhar, diminui ainda o risco de cãibras, por ser rica em potássio. Ela também é ótima para o café da manhã, pois diminui a fome ao longo do dia. 

 

11) Coco

Calorias em 1 pedaço (45g): 159

Rica em gorduras boas e antioxidantes, o coco seco aumenta a sensação de saciedade, controla o açúcar no sangue e produz um perfil lipídico mais saudável. Versátil, ele ainda pode ser usado no preparo tanto de doces quanto salgados, sem falar que é uma ótima pedida para quem tem intolerância à lactose.

 

12) Abacate

Calorias em 1 unidade média: 412

Apesar de ser hipercalórica, o abacate é uma das frutas que mais consegue abaixar o açúcar no sangue, sem falar que é uma potência quando o assunto é fibras. Numa unidade média, os 27g de fibras superam os 25,8g de carboidratos. Ele também aumenta a sensação de saciedade e adia a fome, nos deixando satisfeitos por mais tempo. Consumido perto da hora de dormir, ele ainda estimula a produção do hormônio do crescimento, ajudando o corpo a desenvolver os músculos e queimar gordura como energia.

 

A recomendação que se dá para o consumo dessas frutas é que se coma pelo menos 1 delas em cada refeição ou, pelo menos, 2 frutas diferentes por dia. Sempre fazendo exercícios físicos e uma dieta com poucas calorias, ok?  

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A maioria das pessoas que pratica esportes ou malham nas academias pode ser dividida em 3 grandes grupos: os que fazem pelo benefício da saúde, os que querem perder peso ou os que querem ficar definidos e musculosos. 

Para este último, são oferecidas diversas substâncias que ajudam a chegar no objetivo. Alguns são vendidos como suplementos em lojas do gênero e outros oferecidos no mercado negro, pois só podem ser prescritos por médicos e vendidos mediante apresentação de receita.  

Ultimamente, um dos suplementos mais procurados é a GLUTAMINA. Ela pode ser comprada em pó e normalmente é diluída em água e sucos, ou batida junto com vitamina de frutas – caso não goste de nenhuma dessas opções, é só usar a imaginação e fazer do seu jeito. 

O que é que eu vou fazer com essa tal Glutamina?

O que muita gente não sabe é que a GLUTAMINA é um aminoácido da classe dos não essenciais produzido pelo nosso corpo (ela também pode ser sintetizada a partir de outros aminoácidos, por isso a classificação “não essencial”). É encontrada em abundância no tecido muscular e funciona como um anabolizante natural, formando blocos de proteínas que atuam no transporte de nitrogênio para os músculos através da corrente sanguínea e, consequentemente, beneficia o ganho de massa magra. Além disso, existem diversos benefícios associados a ela: 

– Fortalece o sistema imunológico: ajuda na formação e ação correta dos anticorpos. Mesmo que os estudos sejam ainda pouco conclusivos, a glutamina e outros suplementos também proporcionam benefícios na prevenção de doenças e no tratamento de pacientes que apresentam sistema imunológico mais debilitado, como os em tratamento de câncer ou portadores do vírus HIV. 

– Evita o catabolismo: O catabolismo é um processo natural do metabolismo em que ocorre uma quebra de nutrientes e outras substâncias para obtenção de energia, o que acaba prejudicando o crescimento de novos tecidos, como os músculos. Se não houver uma reposição de substâncias ao tecido, ele não se recupera adequadamente e a massa muscular é afetada. 

– Melhora a saúde intestinal: Boa parte da defesa do organismo acontece em nosso aparelho intestinal, onde ocorre produção de anticorpos, que protegem todo o corpo. A glutamina é uma das principais fontes de energia para essas células, ajudando na defesa realizada por elas e melhorando a absorção de outros nutrientes adquiridos através da alimentação. 

 

Mas fique atento! Apesar dos benefícios, a suplementação só pode ser feita por indicação médica, pois como sempre falamos aqui, tudo deve ser utilizado na medida certa para a rotina e organismo de cada um. E se você já começou a se animar achando que vai ficar musculoso só tomando suplemento de GLUTAMINA, não só está errado como corre o risco de ter problemas de saúde. Sim! Existem contraindicações: por exemplo, quem tem problemas nos rins ou fígado pode ter seu quadro agravado. 

Agora, se você faz exercícios de alta intensidade, pode sim utilizar o suplemento (de acordo com a prescrição certa) para aliar no seu rendimento e resultados. Ele pode ser combinado com outros suplementos e quando ingerido no pré-treino, cerca de 30 minutos antes, pode ajudar a reduzir o cansaço e esforço físico exigido durante os exercícios. Dessa forma, você consegue malhar por mais tempo. No entanto é no pós-treino que ele é mais necessário, justamente para repor os níveis de energia e ajudar na fadiga muscular.  

 

Existem alguns tipos de suplementos que deixam os interessados em dúvida na hora de comprar. A diferença entre eles não é muita, mas é importante saber o que estamos consumindo:

– Glutamina e L-glutamina: são a mesma coisa. Essas duas nomenclaturas se referem à glutamina em sua forma livre, isto é, o aminoácido puro.   

– Glutamina peptídeo: é a junção de 2 ou mais aminoácidos, não sendo 100% glutamina. Em geral, ela está presente como complemento em outros produtos, como o whey protein ou BCAA

BCAAbranched-chain amino acid ou aminoácidos essenciais de cadeia ramificada. É um produto composto pelos aminoácidos leucina, isoleucina e valina. Os dois suplementos proporcionam benefícios à saúde, mas devem ser utilizados somente quando for realmente necessário. De modo geral, não há problema em tomar BCAA e glutamina ao mesmo tempo, pois o BCAA pode até mesmo melhorar a absorção da glutamina. 

 

Como qualquer componente, a GLUTAMINA também pode causar efeitos colaterais. Embora sejam necessários estudos mais aprofundados, já existem alguns que foram observados quando é feita uma ingestão acima de 40gr por dia: alteração de outros aminoácidos no organismo, como leucina, valina e isoleucina, sobrecarga dos rins, prisão de ventre, flatulência, alteração na absorção de aminoácidos pelo intestino, redução na síntese natural de glutamina feita pelo organismo, que pode se adaptar ao suplemento e reduzir a produção. 

Para você que não curte consumir produtos industrializados, a natureza oferece alimentos naturais com este aminoácido. Eles não são tão concentrados, mas certamente vão te ajudar. Se você preferir fazer compras no mercado e na feira ao invés de ir na loja de suplementos, coloque em seu carrinho: carnes, leite, arroz branco, ovos, soja, queijos, repolho, espinafre, quinoa, couve e salsa. 😊 

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Você sabe ler o rótulos de alimentos? 

Entender o que você está comendo é muito importante! Por isso nós, Vitória – Nutricionista – e Beatriz – Engenheira de alimentos – que cuida dos assuntos regulatórios aqui da Desinchá, viemos te ensinar a fazer boas escolhas na hora das compras. 

Afinal, o que é importante entender e saber dos rótulos de alimentos? Iremos te dar 6 dicas para te ajudar sempre que for comprar alguma comidinha. 

Como Ler Rótulos de Alimentos? Bate Papo Com as Profissionais

1) ENTENDENDO A LISTA DE INGREDIENTES 

BIA: A lista de ingredientes para qualquer produto do mercado segue algumas regras que são obrigatórias pela ANVISA e faz com que todo produto apresente a lista de ingredientes em ordem decrescente (Isso quer dizer que sempre irá aparecer na lista o ingrediente com maior quantidade até o de menor quantidade presente no produto).   

“Ah, então todos os aditivos aparecem em menor quantidade? Porque eles sempre ficam no final da lista” – Infelizmente não, a legislação diz que os aditivos devem ser declarados depois dos ingredientes, por isso pode significar em alguns casos que a quantidade de aditivo seja superior a algum ingrediente já declarado no começo da lista. 

VITÓRIA: Na hora de escolher qual o produto mais saudável, que tal dar um limite de 5 ingredientes? As vezes menos é maisné… 

 

2)  O QUE SABER SOBRE A TABELA NUTRICIONAL? 

VITÓRIA: Essa é a parte que você vai entender a composição do alimento industrializado. Ele tem mais carboidratos? Quanto ele tem de proteína? É zero gordura? Vamos passar por todos os nutrientes que são apresentados na tabela nutricional: 

  • Percentual de Valores Diários (%VD)é o percentual que indica a quantidade de energia e os nutrientes que aquela porção representa segundo uma dieta de 2000 calorias diárias. 
  • Valor Energético (Calorias) –quantidade de energia que o alimento fornece ao nosso corpo  
  • Carboidratos –componentes dos alimentos que fornecem energia para nossas células(ex.: massas, arroz, açúcar, pães, farinhas) 

#BIADICA: no Brasil ainda não é obrigatório declarar a quantidade de açúcares nos rótulos de alimentos, por isso é muito importante estar atenta a quantidade de carboidrato presente no alimento. 

  • Proteínas –componentes usados na construção e manutenção dos nossos órgãos, tecidos e células,(ex.: carnes, ovos, leites e derivados, e leguminosas) 
  • Gorduras Totais –são as principais fontes de energia do corpo. Representam a somatória de todos os tipos de gorduras encontradas no alimento (saturadas, insaturadas e trans). 
  • Gorduras Saturadas –gorduras provenientes de alimentos de origem animal.

#AVISODANUTRI: devem ser consumidas de forma moderada, uma vez que seu consumo em grandes quantidades está associado ao desenvolvimento de doenças do coração. 

  • Gorduras Insaturadas –gorduras encontradas principalmente em alimentos de origem vegetal 
  • GordurasTrans formada por um processo de hidrogenação natural ou industrial. O consumo desse tipo de gordura deve ser muito reduzido, pois ela aumenta os níveis de colesterol e o risco de doenças cardíacas. 
  • Fibra Alimentarestá presente nos alimentos de origem vegetal eé fundamental para o bom funcionamento do intestino. 
  • Sódio – mineralque normalmente é encontrado na natureza com outro elemento químico, o cloreto de sódio, o nosso famoso sal de cozinha. 

#AVISODANUTRI: Em excesso, o sódio pode promover retenção de líquidos e um aumento na pressão arterial. Uma alimentação equilibrada deve conter, no máximo, 2.400 mg de sódio por dia. 

BIA: A informação nutricional do alimento é obrigatória e segue um monte de regrinhas que devem sem colocadas nos alimentos para que todos sigam o mesmo padrão. Por isso a ANVISA é a responsável também por definir os valores que serão considerados para os cálculos das tabelas, assim fica garantido que todos os alimentos apresentarão a mesma forma de declaração. 

Os nutrientes obrigatórios que devem ser declarados são: valor energético; carboidratos; proteínas; gorduras totais; gorduras saturadas; gorduras trans; fibra alimentar e o sódio. 

 

3) Sempre olhar a porção que está tabela nutricional 

BIA: Também temos regras para declarar as porções dos alimentos (nossa, mas tem regra pra tudo né?), isso significa que os alimentos são divididos por categorias e cada categoria tem sua porção certa para fazer a informação nutricional. 

Por exemplo: Os chocolates têm uma porção recomendada de consumo de 25g, então isso quer dizer que a informação nutricional está baseada em 25g (ou x quadradinhos) do produto. 

“Nossa, não entendi!” – Tá, calma: imagine que um chocolate tem informação nutricional declarada para 25g, que corresponde a você comer 4 quadradinhos da barra, e isso representa um valor energético de 133 kcal, ok?
Então, se você come 8 quadradinhos da barra, toda a informação nutricional deve ser multiplicada por 2…E no fim você consumiu 266 kcal (o dobro de tudo que estava declarado lá na tabela). Cara, é sério: tem que ter muita atenção na porção declarada! 

 

VITÓRIA: O que pode facilitar na hora de verificar a porção é a medida caseira que sempre está ao lado. Por exemplo, se você for comer aveia, consta que a porção é de 30g, mas você não precisa pesar essa quantidade, somente use 2 colheres de sopa que é a medida caseira que consta. 😊  

 

4) VAMOS DIFERENCIAR LIGHT, DIET E ZERO? 

VITÓRIA: Chega de confusão na hora de comprar a gelatina light, diet ou zero, aff… eu nunca sei a diferença”. Então aqui vão: 

DIET 

Aquele em que é retirado um dos componentes nutricionais, como açúcares, sódio, gorduras, proteínas, entre outros. 

LIGHT 

Alimentos com pelo menos 25% de redução de um ou mais componentes do produto. Essa redução pode ser de calorias, açúcar, gorduras, colesterol, sódio, entre outros. 

#BIADICA: Tanto alimentos diet quanto light não têm necessariamente o conteúdo de açúcares ou energia reduzido. Podem ser alteradas as quantidades de gorduras, proteínas, sódio, entre outros; por isso a importância da leitura dos rótulos de alimentos para entender onde está o diet ou o light do produto. 

ZERO 

Assim como o diet, esse alimento possui a exclusão total de algum componente, e pode ser zero açúcar, zero gordura, zero sódio, entre outros. Quando um alimento é zero por isenção de açúcar, pode ser consumido por portadores de diabetes. 

#BIADICA: “Ah Bia, mas se tá na informação nutricional como zero (0), então é óbvio que não tem aquele nutriente no alimento! Certo? – Não!!  Sabe por quê? Temos na legislação brasileira uma tabela que considera o arredondamento para a declaração dos nutrientes, então se, por exemplo, a quantidade de gorduras totais for menor que 0,5 g na porção, podemos declarar como zero! Triste, né? 

 

5) OLHAR SEMPRE A DATA DE VALIDADE 

BIA: Parece obvio, mas não é. Olhar a data de validade é importante, principalmente porque após aberto, a data é alterada e essa informação precisa constar nos rótulos de alimentos, como por exemplo: “após aberto, conservar em geladeira por até 3 dias”. Essas observações podem determinar outras condições e prazos, como: manter em refrigeração ou manter ao abrigo de luz, em lugar seco e fresco. 

Isso garante que você, consumidor, estará preparado para garantir a qualidade do produto depois de levá-lo pra casa e consumi-lo. 

 

6) ÚLTIMA E NÃO MENOS IMPORTANTE: O QUE É UM ALIMENTO ULTRAPROCESSADO? 

VITÓRIA: Antes de entendermos os ultraprocessados, vou voltar um pouco e explicar os outros tipos de processos que existem, vem comigo:  

Temos antes de tudo isso, os alimentos in natura, que são obtidos diretamente de plantas ou animais e não sofrem qualquer alteração após deixarem a natureza. Exemplo: frutas, legumes, verduras. 

Depois vêm os alimentos minimamente processados, que são os in natura que foram submetidos a processos de limpeza, remoção de partes não comestíveis ou indesejáveis, pasteurização, refrigeração, congelamento, sem agregar sal, açúcar ou outro componente. Exemplo: carne fresca, leite, grãos, nozes, chás, café etc. 

Os alimentos processados são fabricados pela indústria com a adição de sal, de açúcar ou de outra substância de uso culinário a alimentos in natura para torná-los duráveis e mais agradáveis ao paladar. Exemplo: frutas em calda; atum enlatado; queijos; e pães feitos de farinha de trigo etc. 

BIA: Segundo o guia alimentar, alimentos ultraprocessados são formulações industriais feitas na sua maior parte com quantidades significativas de óleos, gorduras, açúcar, amido, proteínas, com adição corantes, aromatizantes, realçadores de sabor e vários tipos de aditivos usados para deixar o produto super saboroso, mas pouco nutritivo. 

#BIADICA: Última diquinha, vai: ATENÇÃO PARA “ARMADILHAS” – Algumas embalagens dizem: “Sabor Morango” que não quer dizer que tenha morango nos ingredientes, bem como com outros “Sabores”, muitas vezes isso só indica que temos aromas para dar sabor no alimento. 

Como ler rótulos nas embalagens dos alimentos

Bom, em resumo: para garantir um estilo de vida saudável e equilibrado, além de uma boa alimentação e a prática constante de exercícios físicos, a inclusão e manutenção de bons hábitos é muito importante, por isso a leitura dos rótulos de alimentos é um deles, já que esse ato é uma importante fonte de informação sobre o que estamos consumindo. É nele que encontramos os ingredientes, a data de validade e informação nutricional de um determinado alimento e faz a gente ter clareza e conhecimento do que estamos consumindo.  

E aí, deu vontade de ir no mercado agora? 😉   Assinatura Desinchá

 

Olá! Sou a Vitória, nova nutricionista da Desinchá, e agora estarei aqui no blog para tirar suas dúvidas sobre nutrição. Pode contar comigo, ok?
Você já deve ter ouvido falar dos alimentos transgênicos, ou alimentos geneticamente modificados. Ou talvez já tenha reparado no “T” amarelo nas embalagens de alguns produtos no supermercado. 

Apesar de muita gente falar sobre esse tema, ele ainda gera muitas dúvidas. Então hoje vim aqui para responder as principais perguntas que recebo sobre transgênicos. 

Alimentos transgênicos: quem são eles e porque existem?

Afinal, o que é um alimento transgênico?  

O alimento transgênico é uma classificação dos OGM’s (Organismos Geneticamente Modificados) segundo a definição do Ministério da Agricultura. Ou seja: é todo e qualquer organismo que teve seu material genético (DNA) modificado pela engenharia genética em laboratórios.  A tecnologia chamada de “biotecnologia moderna” ou “tecnologia genética”, permite que genes individuais selecionados sejam transferidos de um organismo para outro, também entre espécies não relacionadas (por exemplo: transferir o gene de um peixe para um tomate, fazendo com que ele tenha propriedades diferentes do tomate comum, mais resistente). 

 

Por que a indústria modifica a genética dos alimentos?

A técnica de transgenia tem como objetivo principal melhorar a proteção dos cultivos, para que sejam resistentes a doenças, pragas, agrotóxicos e mudanças climáticas. E para que sejam, também, mais nutritivos e produtivos. 

Além disso, alimentos transgênicos são desenvolvidos – e comercializados – porque existem vantagens tanto para o produtor como para o consumidor desses alimentos. Isso resulta em um produto com preço mais baixo e maior benefício (em termos de durabilidade e/ou valor nutricional). Inicialmente, os desenvolvedores de sementes GM (geneticamente modificadas) queriam que seus produtos fossem aceitos pelos produtores e se concentraram em inovações benéficas aos agricultores (e à indústria alimentícia em geral). 

 

Aqui vai um exemplo: 

Um mamão cultivado de forma orgânica cresce e é infectado pela natureza através do vírus mosaico do mamoeiro (também conhecido como mancha anelar). 

Um outro mamão, geneticamente modificado, recebe um gene específico para que seja resistente à infecção deste vírus, que é cultivado e não apresenta manchas da infecção. 

Qual destes dois você escolheria para comer?  

Alimentos transgênicos 

Bom, mas nem tudo são flores… 

 

Quais os riscos à saúde?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as três principais questões debatidas são os potenciais para provocar reações alérgicas (alergenicidade), aumento da resistência à antibióticos e maior quantidade de resíduos de agrotóxicos.

Ainda confuso? Calma que vou destrinchar cada um desses itens. 

#1 Alergenicidade 

Se o gene de uma espécie que provoca alergia em algumas pessoas for usado para criar um produto transgênico, esse novo produto também pode causar alergias, porque há uma transferência das características daquela espécie. 

Foi o que aconteceu nos Estados Unidos: reações em pessoas alérgicas impediram a comercialização de uma soja que possuía gene de castanha-do-pará (que é um famoso alergênico). 

 

#2 Aumento da resistência à antibióticos  

Para se certificar de que a modificação genética “deu certo”, os cientistas inserem genes de bactérias resistentes a antibióticos. Isso pode provocar o aumento da resistência a antibióticos nos seres humanos que ingerem esses alimentos.  

Por exemplo, se comêssemos um alimento com essa resistência a antibióticos, ficaríamos resistentes a estes remédios, o que pode ser prejudicial à saúde. Embora a probabilidade dessa transferência seja baixa, é encorajado que não envolvam genes de resistência a antibióticos na tecnologia de transferência de genes. 

 

#3 Maior quantidade de resíduos de agrotóxicos 

Colocando os genes resistentes a agrotóxicos em certos produtos transgênicos, as pragas e as ervas-daninhas poderão desenvolver a mesma resistência, tornando-se “super-pragas” e “super-ervas”.  

Por exemplo, um tipo específico de soja transgênica tem como característica resistir à aplicação do herbicida glifosfato. Consequentemente, haverá necessidade de aplicação de maiores quantidades de veneno nas plantações, o que representa maior quantidade de resíduos tóxicos nos alimentos que nós consumimos. 

 

O que é aquele T amarelo que vemos em alguns produtos no mercado?

Após insistência da Greenpeace para que houvesse uma maneira de identificar o produto para que o consumidor pudesse optar por consumi-lo ou não, o decreto de rotulagem foi publicado apenas em 2008 pelo Ministério Público Federal, que determinou que as empresas rotulassem definitivamente seus produtos, obrigando-as a identificarem com a letra “T” os alimentos e produtos que continham mais de 1% de matéria-prima transgênica.

A partir de então, a briga tem sido constante. As empresas que comercializam transgênicos alegam que o rótulo assusta o consumidor, já que a maioria das pessoas não sabe o que são e para que servem estes produtos, além de afirmar que o “T” pode ser facilmente confundido com perigo, radiação, inflamável e proibição. Por essas e outras eles acreditam que a identificação pode desestimular o consumo.

Em 2018 foi aprovado no Brasil o Projeto de leiLC 34/2015, que concede um retrocesso na rotulagem de alimentos transgênicos, retirando o triângulo amarelo com a letra T que era presente na embalagem dos produtos, mantendo, porém, a obrigatoriedade de acrescentar a informação de outra maneira no rótulo para aqueles que contenham 1% ou mais de transgênicos em sua composição.  

 

Quais são os riscos ao meio ambiente?

Segundo a OMS, questões preocupantes incluem:  

  • a capacidade do alimento transgênico escapar e introduzir genes geneticamente modificados em populações selvagens 
  • a persistência do gene após a colheita do OGM 
  • a susceptibilidade de organismos não-alvo (por exemplo, insetos que não são pragas) ao produto gênico 
  • a redução do espectro de outras plantas, incluindo perda de biodiversidade 
  • aumento do uso de produtos químicos na agricultura 

Os aspectos de segurança ambiental dos cultivos geneticamente modificados variam consideravelmente de acordo com as condições locais. 

 

Agora você deve estar se perguntando: “Ok, querida nutri. Mas afinal, eu devo ou não consumir os alimentos transgênicos?” 

Olha, depende. Nem todos os transgênicos são criados iguais… Alguns podem aumentar os componentes nutricionais (yay!), enquanto outros podem deixar o alimento mais resistente a agrotóxicos, o que justificaria usar pesticidas ainda mais nocivos à saúde humana (droga!) 

Os alimentos transgênicos não têm embasamento científico suficiente para alegar que fazem mal à saúde. Todo produto derivado da biotecnologia que se destine à alimentação humana e animal é rigorosamente avaliado para que não haja problema na segurança alimentar dos mesmos.

Mesmo assim, é importante ficar atento. Quanto menos produtos ultraindustrializados você consumir, melhor. Sejam eles transgênicos ou não. 😉  

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 É difícil amar o nosso corpo – principalmente quando somos bombardeadxs a todo momento com imagens de um ideal super difícil de atingir. É mais comum do que a gente imagina, por uma preocupação com a aparência, ver pessoas sofrendo com transtornos alimentares. É a amiga que para de comer. O cara que não sai da academia e chega a tomar “bomba” para esculpir os músculos. Ou quem toma laxantes e até induz vômito. 

Transtornos alimentares: quando o “saudável” se torna problemático

Então falamos muito aqui na Desinchá sobre a importância de uma boa alimentação, de praticar exercícios físicos, et tals, mas o parágrafo anterior já deve ter te mostrado que tudo em excesso pode virar problemático. 
 
Esse assunto é sério, e já vi tantas pessoas ao meu redor sofrendo com algum tipo de distúrbio. Por isso resolvi aproveitar esse espaço aqui no blog para discutir sobre o assunto. Se você identificar algum doabaixo no seu comportamento (ou no de alguém que você gosta), recomendo procurar um especialista – seu médico ou seu psicólogo.
 

Transtornos alimentares

É difícil definir o que desencadeia cada um desses transtornos alimentares, e o tratamento costuma ser multidisciplinar. Médicos (nutrólogos, psiquiatras e clínicos gerais), nutricionistas, psicólogos, preparadores físicos e outros profissionais atuam em conjunto para recuperar a saúde (física e mental) dos pacientes. 
 
Mesmo assim, existe um fator social nisso tudo, para além do indivíduo. Por isso é tão importante a gente falar sobre o culto a padrões estéticos inalcançáveis. Pode parecer trabalho de formiguinha, mas se começarmos a trazer esses assuntos nas nossas bolhas, vamos desmistificando aos poucos as situações em que o “saudável” se torna problemático. 
 
Sem falar que, para quem sofre com algum desses transtornos alimentares, o apoio da família e dos amigos é importante DEMAIS. Negar que existe algo errado não é um bom caminho, muito embora a falta de comunicação nesses casos pareça o padrão. Alguns familiares chegam a sentir culpa, o que está bem longe de ser uma emoção justa (ou produtiva). Muitas vezes a família também precisa de cuidados, como terapia familiar. 
 
Independente qualquer coisa, esse é um exercício que todos podemos fazer. Precisamos olhar para dentro e não apenas para fora. Cuidar da aparência, mas ainda mais de como a gente se sente. Porque é difícil sim amar o nosso corpo, e talvez por isso mesmo esse seja um ato tão revolucionário. 
 



Se identificou com os sintomas listados aqui? Procure ajuda. 

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Quem não ama festa junina? Tem gente (oi!) que conta os dias para junho chegar, trazendo junto aquele friozinho e as comidas deliciosas de um arraiá. Pamonha, carne louca, quentão, caldo verde, canjica, bolo de milho, pé de moleque… Affff. Mas o que fazer para deixar seu arraiá saudável?

Como deixar seu arraiá saudável (com receitas!)

As guloseimas juninas têm como seus principais ingredientes: amendoim, milho, abóbora, mandioca e coco, que são alimentos ricos em nutrientes e que fazem parte de muitas preparações saudáveis. O problema é a quantidade de açúcar e gordura que essas receitas levam. ☹ 

Para te ajudar a curtir esse mês festivo num clima mais “meu corpo é um templo”, trouxemos algumas receitas típicas em versões mais saudáveis, menos calóricas e ainda com aquele gostinho de festa junina que você conhece. Perfeitas para deixar o seu arraiá saudável.  

Nessa seleção temos receitas sem lactose, sem glutén, veganas e vegetarianas, adoçadas com substitutos do açúcar como adoçantes naturais, açúcar mascavo ou de coco. Vamos lá?  

 

Receitas Sem lactose para deixar seu arraiá saudável
Sem glúten
Vegano 

QUENTÃO DIET DESINCHÁ 

Ingredientes 

  • 4 sachês de Desinchá 
  • 1/2 copo de suco de maçã (100 ml) 
  • 2 copos de água (500 ml) 
  • 3 col. (sopa) de adoçante próprio para forno e fogão 
  • Sumo de 1 limão 
  • Casca de 1 laranja (sem a parte branca) 
  • 4 rodelas de gengibre 
  • 2 unidades de canela em pó 
  • 4 unidades de cravo-da-índia 

 

Modo de preparo 

  1. Em uma panela, junte o adoçante, o limão, a casca da laranja, o gengibre, a canela e o cravo. Leve ao fogo brando e misture até dissolver o adoçante 
  2. Prepare seu Desinchá na água quente 
  3. Adicione o suco de maçã e o Desinchá  
  4. Ferva por 10 minutos e sirva quente 

 

 

Receitas Sem lactose para deixar seu arraiá saudável
Receitas Sem glúten para deixar seu arraiá saudável
Vegano 

PAMONHA DOCE FIT 

Ingredientes 

10 espigas médias de milho

• 1 xícara (chá) de açúcar mascavo ou açúcar de coco

• 1 xícara (chá) de leite de coco

• 1 pitada de sal

• 1 colher (chá) de canela em pó

• 5 litros de água (para ferver a pamonha)

 

Modo de Preparo 

  1. Limpe o milho e guarde as palhas 2
  2. Rale as espigas, raspando bem os sabugos.
  3. Bata os grãos no liquidificador ou no mixer de alimentos
  4. Misture o leite de coco, o açúcar, o sal e a canela, mexendo bem
  5. Quando a mistura estiver homogênea, coloque-a dentro da palha de milho e faça uma trouxinha, amarrando com barbante
  6. Ferva os 5 litros de água e coloque a pamonha dentro da panela
  7. Deixe cozinhar por cerca de 45 minutos ou até começar a sentir aquele cheirinho de milho cozido.

 

 

Sem lactose
Receitas Sem glúten para deixar seu arraiá saudável
Receitas veganas para deixar seu arraiá saudável  

PÉ DE MOLEQUE 

Ingredientes 

  • ½ xícara de açúcar de coco
  • ½ xicara de melado de cana
  • 1 xícara de água
  • 1 xícara de amendoim torrado sem sal e sem casca
  • ½ xícara de castanha-de-caju
  • ½ xícara de amêndoas
  • Óleo de coco para untar

Modo de Preparo 

  1. Em uma panela, aqueça o açúcar, o melado e a água em fogo baixo
  2. Quando formar uma calda, acrescente os demais ingredientes e mexa bem até engrossar
  3. Coloque a mistura em uma forma com papel manteiga untado com óleo de coco, espalhe bem
  4. Leve à geladeira por 1 hora
  5. Em seguida, corte o pé de moleque em pedaços e sirva.

 


Sem lactose
Sem glúten
Receitas veganas para deixar seu arraiá saudável  

PIPOCA FUNCIONAL COM CÚRCUMA E ALECRIM 

Ingredientes 

  • 3 col. (sopa) de óleo de coco extravirgem 
  • 1 ramo de alecrim fresco 
  • 1 xíc. (chá) de milho para pipoca 
  • 1/3 col. (café) de cúrcuma moída 
  • Pimenta do reino a gosto 
  • Sal do Himalaia a gosto 

 

Modo de Preparo 

  1. Em uma panela, coloque o óleo e o ramo de alecrim. Deixe refogar, por aproximadamente, 40 segundos 
  2. Acrescente o milho para pipoca  
  3. Movimente a panela tampada em sentido circular para os grãos deslizarem e não queimarem. 
  4. Deixe no fogo até estourar todo o milho 
  5. Depois de pronto, tempere com a cúrcuma, a pimenta e o sal

 

 

ARROZ DOCE INTEGRAL 

Ingredientes 

  • 2 xícaras (chá) de arroz integral (opção s/glúten: usar Quinoa)
  • 1 litro de leite (semi desnatado)
  • 1 unidade de leite de coco
  • 2 colheres (sopa) de coco ralado
  • 4 colheres (sopa) de adoçante culinário em pó
  • 3 pedaços de canela em pau
  • 5 unidades de cravo-da-índia (ou cravinho)
  • canela a gosto

Modo de Preparo 

  1. Deixe o arroz de molho na água quente por 1 hora. Escorra 
  2. Adicione água novamente no arroz, até cobrir, e cozinhe em fogo baixo 
  3. Acrescente o leite, o leite de coco, o coco ralado, o adoçante, a canela em pau e o cravo 
  4. Cozinhe em fogo baixo, mexendo de vez em quando, até engrossar 
  5. Tire do fogo e polvilhe a canela em pó. Sirva morno ou gelado 

 

 

Sem lactose
Sem glúten
Vegano 

BOLO DE MILHO SEM GLÚTEN 

Ingredientes 

  • 200 gramas de milho verde congelado*
  • 3 ovos inteiros (retirar a pele da gema)
  • 01 xícara (chá) de água
  • 01 xícara (chá) de farinha de aveia sem glúten
  • ½ xícara (chá) de linhaça dourada
  • 01 xícara (chá) de açúcar de coco
  • 04 colheres (sopa) de óleo de coco
  • 01 colher (sopa) de fermento em pó químico 

Modo de Preparo 

  1. Bater no liquidificador o milho verde já descongelado, com os ovos, a água e o óleo de coco até que fique um creme homogêneo, reserve
  2. Misture em um outro recipiente a farinha de aveia, a linhaça dourada e o açúcar
  3. Acrescente a massa que estava no liquidificador, até que todos os ingredientes estejam bem incorporados, acrescentando por último o fermento
  4. Despeje toda a massa em uma forma redonda com um buraco no meio untada e enfarinhada
  5. Leve ao bolo de milho ao forno pré-aquecido com temperatura de 180ºC por aproximadamente 35 minutos

*Para preparar o bolo de milho de lata, basta utilizar uma lata de milho em conserva (200 gramas) escorrida, no lugar do milho congelado. 

 

 

Gostou? Experimente fazer para levar na festa junina da empresa, ou para comer entre amigos e familiares. 

Por um arraiá saudável e nutritivo! 😊 

Assinatura Desinchá

Se um único nutriente proporciona os mais diversos benefícios à saúde, imagina quando eles estão unidos, potencializando suas forças? Para que esses alimentos tenham química, eles precisam dar match, certo? Aqui vamos esclarecer quais nutrientes criam a melhor sinergia alimentar, e quais você deve arrastar pra direita e recusar esse match.

Mas antes deixa eu me apresentar. Sou a Vitória Campos, nutricionista aqui na Desinchá. Agora indo direto ao assunto… Quando juntamos vários nutrientes e alimentos na nossa refeição, suas propriedades e nutrientes absorvem suas melhores qualidades, auxiliando os processos e funções do nosso organismo.

Isso acontece devido à biodisponibilidade: existem alimentos que, juntos, aumentam a biodisponibilidade de cada um, e outros que são melhores separados.

Ok, nutri! Mas o que é biodisponibilidade? 

É o percentual de aproveitamento de uma substância pelo organismo (por exemplo: quanto conseguimos absorver dos nutrientes dos alimentos ou das propriedades dos medicamentos). Ou seja: o quanto nosso corpo está aproveitando cada uma dessas substâncias.

Fatores que afetam a biodisponibilidade incluem a concentração e a forma química do nutriente, a alimentação de uma forma mais geral, a saúde do indivíduo e as perdas por excreção. 💩  

MATCH DE ALIMENTOS: quais dão certo e quais evitar?

Tá, mas e aí… 

 

Quais nutrientes dão match? 

Ferro + Vitamina C  

Se você for como eu, deve ter pensado imediatamente naquela feijoada bem temperadinha, servida com bastante couve refogado e umas rodelas de laranja ao lado. E olha, essa combinação é puro 💚 
 
Os aminoácidos essenciais (fragmentos de moléculas que, juntas, formam a proteína), o ferro do feijão e a vitamina C presente na laranja e na couve, aumentam e potencializam a absorção de ferro pelo nosso corpo. O único efeito colateral aqui é se deliciar e exagerar na dose.

Fontes de Ferro: carnes (vermelhas e brancas), feijões, lentilha, ervilha e vegetais verde-escuros. 

Fontes de Vitamina C (ácido ascórbico): Limão, acerola, laranja, damasco, kiwi e morango. 

Dica de um match de sucesso: salada de couve temperada com limão frango ao molho de laranja 

 

Cálcio + Vitamina D + Vitamina C 

Vitamina D é um mineral super importante, mas que a gente não consegue absorver tão facilmente sem ajuda de outros ingredientes. O que pode ajudar nessa absorção é a junção dela com o Cálcio e a Vitamina C. 

O Cálcio e a Vitamina D têm o papel de garantir o metabolismo do tecido ósseo e muscular. Além disso, você sabia que a Vitamina D é a única vitamina que é produzida pelo nosso corpo? E o que contribui para isso é a nossa exposição ao sol, cerca de 15 a 20 minutinhos por dia.
 

Fontes de Cálcio: leites e derivados (iogurtes/queijos, requeijão), gergelim, espinafre e aveia. 

Fontes de vitamina D: salmão, ovo, óleos de peixes, sardinha, fígado. 

Dica de um match de sucesso: salmão + gergelim e ovo cozido + espinafre.

 

Licopeno + Gorduras Poliinsaturadas ou Monoinsaturadas 

Licopeno, pra quem não conhece, é uma substância carotenoide que dá a cor vermelha ao tomate, melancia, goiaba, entre outros alimentos. Ele é um poderoso antioxidante que combate diversos danos causados por radicais livres às nossas células.

As gorduras poli-insaturadas (azeite de oliva) e monoinsaturadas (abacate) ajudam na absorção do licopeno. Ou seja: juntar azeite de oliva e tomate em uma salada, ou preparar guacamole (receita que leva tomate e abacate), além de receitinhas deliciosas e saudáveis, ajudam a aumentar a biodisponibilidade do licopeno em nosso corpo

Fontes de licopeno: tomates, melancia, goiaba, mamão, pitanga, caqui. 

Fontes de gorduras poliinsaturadas e monoinsaturadas: azeite de oliva, óleo de milho, girassol, castanhas, nozes, amêndoas, abacate. 

Dica de mais um match de sucesso: goiaba + castanha, mamão + nozes, caqui + amêndoas. 

 

Vitamina A + Zinco 

O Zinco está presente no transporte de Vitamina A do fígado para os tecidos do corpo. Logo, esses dois agem com muito mais eficiência quando estão juntos. 

Por exemplo: uma vitamina de mamão (Vitamina A) e linhaça (Zinco) não só têm seus nutrientes mais facilmente absorvidos, como também são fontes de fibras insolúveis (que ajudam no funcionamento do intestino). Sem falar que a linhaça ajuda a diminuir o pico de glicemia causado pela frutose do mamão. 

Em outras palavras: match dos sonhos.

Fontes de Zinco: ostras, carne vermelha, peru, fígado, semente de abóbora, amêndoa, amendoim, castanha-do-pará  

Fontes de Vitamina A: origem animal (leite e derivados, ovos, aves e fígado) e origem vegetal (couve, espinafre, brócolis, rúcula, abóbora, cenoura, manga e batata doce) 

Dica de um match de sucesso: creme de abóbora e semente de abóbora, carne + couve/espinafre, iogurte + castanhas 

E tudo isso parece ótimo, né? Mas só lembrando que alguns ingredientes não combinam tanto assim… Então é sempre bom pensar no que fazer, mas também no que evitar. Vamos a eles.

 

Quais alimentos não dão match? 

Ferro + Cálcio 

Essa pode chatear muita gente, mas a combinação desses nutrientes não é bem absorvida quando juntos😥  
 
Mas por queeee, Vitória? 
 
Bom… O Cálcio(presente no leite e queijos) compete com o Ferro (presente na carne) e esses nutrientes acabam com a sua biodisponibilidade reduzida, pois nenhum é absorvido de forma eficaz.  
 
Me desculpem, amantes do cheeseburguer e do estrogonofe…

 

Vitamina C + Cálcio 

Essa combinação é um pouco controversa. Em algumas situações, ela pode diminuir a absorção do cálcio dos alimentos. Alguns vegetais ricos emfibras (que são fontes de Vitamina C)oxalatos e fitatos – como o espinafre – atrapalham a absorção do cálcio.  
Pois é… Aquele morango ao leite NÃO É sua melhor opção de vitamina. Que tal usar a banana ou o abacate no lugar? 

 

Zinco + Ferro 

Estes juntos diminuem a biodisponibilidade do Zinco por conta da competição entre os dois na hora da absorção. Vamos nos atentar as fontes de Ferro e Zinco e tentar não combinar eles na mesma refeição?  
 
Sei que é difícil para algumas pessoas evitarem a carne junto do feijão, mas em alguns momentos, por que não substituí-la por um ovinho estrelado? 
 
Assim como um match pode ser perfeito e ter muita química (literalmente), outros nem tanto. O legal disso é poder fazer diferentes combinações na nossa dieta que podem ser benéficas para o nosso organismo.  
 
Ah! é importante não deixar de comer os alimentos que gostamos juntos e literalmente banir alguns pratos, mas é sempre bom entender que as vezes é melhor andar sozinho do que mal acompanhado 😉 

 

REFERÊNCIAS: 

COZZOLINO, Silvia M. Franciscato. Biodisponibilidade de Nutrientes. São Paulo: Manole, 2015. 

Aqui neste singelo espaço levantamos algumas bandeiras relacionadas a saúde, principalmente sobre alimentação e lazer.  

Já fizemos até uma análise cultural sobre bolo de cenoura, além dos diferentes tipos de dietas que são tão discutidas hoje em dia e alguns benefícios de alimentos que não estamos acostumados a consumir. Com relação ao lazer, já demos dicas dos mais diversos tipos de programas saudáveis para se fazer. Inclusive eventos da própria Desinchá. 😉   

Mas dessa vez farei um pouco diferente, querido leitor. Hoje, alimentação e lazer estarão juntos em um texto feito única e exclusivamente para que você aproveite bem o melhor dos dois, por mais que a parte de alimentação seja só pra ver, não pra comer.  

Então vamos falar sobre isso usando como ponto principal o queridinho dos jovens e de outras idades também: Netflix.  

O serviço de streaming possui uma série de documentários sobre alimentação saudável que podem ser tanto uma porta de entrada quanto uma virada definitiva no pensamento para uma alimentação saudável. Alguns focam nas indústrias de alimentos e farmacêuticas, outros na cultura e outros nos hábitos. Mas todos concluem a mesma coisa: nós precisamos urgentemente buscar outros meios para uma alimentação melhor.

6 documentários sobre alimentação saudável na Netflix

Então vamos lá:  

WHAT THE HEALTH 

Este é um documentário que examina a conexão entre alimentação, doenças e os bilhões de dólares que circulam entre o sistema de saúde, a indústria farmacêutica e alimentar. 

WHAT THE HEALTH 

 

ESCOLHAS ALIMENTARES (FOOD CHOICES)  

Esse documentário fala sobre os problemas que surgem das nossas escolhas alimentares, tanto para a nossa saúde quanto para o meio ambiente. Ou seja: doenças e mudanças climáticas. 

Food Choices (6 documentários sobre alimentação saudável na Netflix)

 

ROTTEN 

Esta série documental fala sobre a crise na indústria alimentícia, abordando o lucro, as fraudes e como sobrevivem os pequenos fazendeiros. Seja pelo mel adulterado por empresas chinesas ou um esquema de privatização da pesca nos Estados Unidos, o documentário mostra a importância de conhecermos a origem e a composição dos alimentos que vão para nossos pratos

ROTTEN

 

FED UP  

O tema central desse documentário é a obesidade, principalmente infantil, nos Estados Unidos. E mostra como o principal culpado por esse problema é a indústria alimentícia. Com histórias de personagens, entrevistas com profissionais da saúde e dados sobre a doença, o documentário expõe os perigos de uma alimentação rica em açúcar e da vida sedentária

FED UP (6 documentários sobre alimentação saudável na Netflix)

 

COOKED  

Inspirada no livro de Michael Pollan “Cozinhar, uma história natural da transformação”, esse documentário é dividido em 4 episódios: fogo, água, ar e terra. Ele tenta chamar a atenção das pessoas para que saibam o que estão comendo. Afinal, a melhor forma de se conhecer o que come é cozinhando.  

Cooked

 

FAT, SICK AND NEARLY DEAD 

Aqui acompanhamos 60 dias do Joe Cross na busca por uma vida mais saudável. Nesse período ele muda radicalmente seus hábitos alimentares por uma dieta extremamente nutritiva. Ao longo do filme, vemos os resultados das mudanças que a boa alimentação traz e o seu poder de cura, controlando naturalmente problemas como pressão alta, colesterol, diabetes e outras doenças relacionadas ao estilo de vida adepto ao junk food e ao sedentarismo. 

FAT, SICK AND NEARLY DEAD 

Então prepare seu Desinchá (é melhor você não comer pipoca enquanto assiste esses documentários sobre alimentação saudável) e veja esses diversos estudos e experiências, junto com alguns relatos emocionantes, sobre saúde e alimentação. Tudo no conforto da sua casa! 😉  

Assinatura Desinchá

 

A maioria das pessoas que procura uma vida mais saudável acredita que, para isso, é necessário parar de comer carne. Só que muitos desistem desse Projeto Veggie antes mesmo de começar, por achar que não dá para substituir a carne. Mas vou te contar um segredinho: isso está BEM LONGE de ser verdade.

Dá pra substituir a carne na dieta?

Já falei aqui sobre minha mãe ser nutricionista, e vou revelar agora mais uma fofoca sobre minha vida familiar: ela também é vegetariana. Ou seja, faz parte daqueles 14% da população que não come bichinhos. 

E pasmem! Essas pessoas se alimentam super bem e são saudáveis. Mas você pode estar se perguntando: “Como uma pessoa que não come carne pode ser saudável sem consumir os nutrientes que encontramos nessa proteína?” Pois eu te digo, meu caro amigo, que você está equivocado. 

A carne vermelha realmente é uma excelente fonte proteica e de vitaminas, além de conter todos os aminoácidos essenciais para o corpo humano. Mas não é a única. O ser humano não necessita de carne para viver bem, contanto que substituam essa proteína por outros alimentos que tragam o mesmo valor nutricional.

(Aí é que está O MAIOR ERRO de quem decide virar vegetariano: não é só TIRAR um tipo de alimento… Você também precisa ADICIONAR outros ingredientes à sua dieta.)

Claro… Esse processo vem acompanhado de muitas dúvidas. “Mas o que é que eu vou comer?”, “O que vou colocar no lugar?”, “Como vou ter uma boa saúde sem comer carne?”

Calma! A gente te ajuda. À princípio pode parecer mega complicado. Mas vamos te mostrar que optar por uma dieta sem carnes não é um bicho de sete cabeças como muitos pensam.

A carne vermelha possui proteínas e muitas vitaminas do complexo B, como as vitaminas B1, B2, B6 e B12, além de ferro, zinco e outros minerais. Através de uma dieta vegetariana podemos sim ter uma alimentação balanceada, com todos os nutrientes necessários para a manutenção da saúde.

Por exemplo: as leguminosas como grão de bico, feijões, as sementes de abóbora, gergelim e as castanhas, são alimentos ricos em proteínas e que contêm ferro. Já a vitamina B12, as únicas fontes confiáveis para vegetarianos são os ovos, queijo e leite (ou suplementação, no caso dos veganos).

Todos esses alimentos são capazes de substituir a carne no nosso organismo sem problema algum, sem contar que trazem muitos benefícios ao nosso corpo, nosso bolso e também ao planeta (porque os gases do gado só pioram o aquecimento global… Parece piada, mas é real).

Em média, as pessoas que comem carne consomem em torno de 40kg do produto por ano. E isso é muita coisa. Além de ser um alimento relativamente caro, quando consumido em excesso podem fazer mal à saúde, principalmente por ser difícil de digerir e aumentar o risco de doenças cardiovasculares.  

Para facilitar o seu entendimento sobre quais alimentos são bons para repor os nutrientes da carne, vou deixar uma tabelinha aqui em baixo para ficar ainda melhor (cortesia da minha mãe nutricionista, que já é quase funcionária aqui na Desinchá):

Alimentos que substituem a carne

 

Então é isso: dá para se manter saudável mesmo sem o consumo de proteína animal. E caso você ainda não tenha visto, aqui no site temos uma página com algumas receitinhas de-li-ci-o-sas que não fazem o uso de carne. 

Agora ficou fácil demais substituir a carne, certo?!  

Assinatura Desinchá

O colesterol em altos níveis no organismo é um importante fator de risco para doenças cardíacas. A boa notícia é que você pode reduzir estes níveis e, com isso, os riscos, incorporando certos alimentos em sua dieta diária. A ingestão destes alimentos é o melhor caminho para uma dieta equilibrada para assim manter o seu coração saudável. 

Colesterol: Mocinhos e vilões

O colesterol é um componente essencial das células de nossos corpos, dando força e flexibilidade às membranas celulares. Todo o colesterol necessário para o funcionamento de nosso organismo é produzido pelo fígado, mas também podemos introduzir mais colesterol em nossos corpos através de alimentos de origem animal, por exemplo. Cerca de 25% do colesterol no seu corpo provém de fontes alimentícias, o resto é produzido pelo seu fígado. Quando você consome colesterol extra seu corpo compensa reduzindo a quantidade que faz naturalmente. O mesmo vale para o oposto: se a ingestão de colesterol em sua dieta é baixa, seu corpo aumenta a produção do mesmo para que haja sempre o suficiente desta substância vital em nosso organismo. Daí a importância de uma dieta balanceada. 

E a diferença entre o colesterol bom e o ruim? Como o colesterol não se mistura bem com o sangue ele é transportado por partículas chamadas lipoproteínas, dentre elas temos lipoproteínas de baixa densidade e alta densidade, de onde vem as siglas LDL e HDL (Low Density Lipoprotein e High Density Protein). O LDL é muitas vezes referido como “colesterol ruim” por estar associado com o acúmulo de placas nas artérias, já o HDL, conhecido como “bom colesterol”, ajuda a eliminar o excesso de colesterol do seu corpo. 

Embora o colesterol encontrado nos alimentos possa impactar ligeiramente os níveis da substância no organismo, este não é um problema para a maioria das pessoas. Na verdade, pesquisas indicam que dois terços da população mundial demonstraram pouco ou nenhum aumento nesses níveis depois de comer alimentos ricos em colesterol, mesmo ingerindo esses alimentos em grandes quantidades. Os níveis de colesterol estão intimamente ligados a outros fatores além da alimentação, como a prática de exercícios regularmente, tabagismo e obesidade. Mas é claro que nem todo alimento rico em colesterol é saudável e, para ajudar você, separamos alguns mocinhos e vilões. 

Comer menos alimentos processados e preparar mais refeições em casa é a primeira dica. Pessoas com esse hábito normalmente apresentam menos gordura corporal e, por consequência, reduzem os fatores de risco de doenças cardíacas, como níveis de colesterol LDL elevado. Mesmo cozinhando em casa devemos nos manter atentos ao tipo de preparo: os alimentos fritos contêm altos níveis dessa substância e devem ser evitados sempre que possível. Eles são carregados de calorias e podem conter gorduras trans, que aumentam o risco de doenças cardíacas e são prejudiciais à nossa saúde de muitas outas formas. 

Carnes processadas, como salsichas, devem ter seu consumo limitados. O consumo exagerado de carnes processadas aumenta consideravelmente os riscos de problemas no coração e até mesmo do surgimento de alguns tipos de câncer como o de cólon, por exemplo. 

Outro vilão, para a tristeza de muitos, são as sobremesas. Biscoitos, bolos, sorvete, tortas e outros doces são alimentos pouco saudáveis que tendem a ter altos níveis de colesterol, açúcares, gorduras e calorias. Tais alimentos podem afetar negativamente a saúde geral e levar ao ganho de peso e, ao longo do tempo, à obesidade, um fator que gera o aumento do colesterol em nosso organismo. Somado a isso, esses alimentos são muitas vezes desprovidos dos nutrientes que o corpo precisa para estar em equilíbrio, tais como vitaminas, minerais, proteínas e gorduras saudáveis. 

Do lado oposto ao dos vilões temos uma gama de alimentos que possuem colesterol e são saudáveis, até mesmo indispensáveis, para uma boa saúde. Frutas e vegetais são primordiais: uma dieta rica em fibras é grande aliada no controle dessa gordura. Amêndoas e outras nozes também são excelentes, ricas em L-arginina, um aminoácido que ajuda o corpo a produzir óxido nítrico, que auxilia a regular a pressão arterial. Pesquisas mostram que o consumo de uma porção diária de nozes está ligado a um risco 28% menor de incidência de doenças cardiovasculares. Os vegetais de forma geral fazem muito bem à nossa saúde, mas os verde escuros são particularmente benéficos. Vegetais de uma cor verde mais escura, como couve e espinafre, contêm luteína e outros carotenoides que estão ligados a um menor risco de doença cardíaca. 

E o ovo? É vilão ou herói? Além de ser rico em colesterol, os ovos são uma excelente fonte de proteínas e nutrientes benéficos como vitaminas do complexo B, selênio e vitamina A. Os ovos são um dos alimentos mais nutritivos que podemos consumir, mas as pessoas muitas vezes os evitam por medo de que eles causem um aumento nas taxas de colesterol. No entanto pesquisas mostram que os ovos não afetam negativamente os níveis de colesterol e que quando ingeridos na dieta diária podem levar ao aumento nos índices de colesterol bom, o HDL. As pesquisas também mostram que comer de um a três ovos por dia é perfeitamente seguro para pessoas saudáveis. 

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Ao escutarem “vitamina C” as pessoas logo pensam em laranjas e acerolas ou em prevenção de resfriado, e elas não estão erradas. As frutas cítricas são grande fonte de vitamina C e nossas mães sempre nos disseram o quanto elas nos protegem da gripe. Mas essa vitamina é bem mais versátil e importante do que imaginamos: até para aquela dorzinha pós-treino ela pode ser muito útil. 

Talvez o fato de ingerirmos a quantidade necessária naturalmente em nossas dietas diárias e poucas pessoas terem carência de vitamina C faz com que saibamos pouco dessa importância. Por exemplo, sem ela as pessoas seriam acometidas de escorbuto! Você pode lembrar dessa doença de quando aprendeu sobre grandes navegações nas aulas de história, já que dois terços da tripulação de Vasco da Gama foi dizimado por ela na jornada de descoberta da via marítima para a Índia. Hoje essa doença é muito rara em países mais desenvolvidos. 

Vitamina C: Mitos e verdades

A vitamina C, ou ácido L-ascórbico, é solúvel em água e ao contrário de vitaminas lipossolúveis (solúveis em gordura), que tendem a ficar armazenadas principalmente em seus tecidos de gordura e fígado, seu corpo pode eliminar naturalmente pela urina caso você tome-a em excesso, o que não significa que vitamina C demais é bom. Exagerar com frequência pode levar a diarreia e inchaço abdominal. Cãibras e problemas gastrointestinais também podem ocorrer. Pesquisas atuais encontraram relação entre a ingestão de vitamina C em excesso e um certo tipo de pedra nos rins em homens, de modo que a suplementação da vitamina não é recomendada para aqueles que tem propensão ao aparecimento de cálculos renais. Mas não se assuste! Especialistas dizem que o fato de que a vitamina é solúvel em água torna uma superdosagem da mesma algo muito difícil de acontecer. 

Bom, que a vitamina C previne resfriados todos sabemos, mas curiosamente a sua fama é muito maior e mais forte do que indicam as pesquisas por traz deste fato. Uma revisão de cerca de 30 estudos sobre o assunto feita em 2013 mostrou que os resultados eram inconsistentes: alguns estudos mostravam que a ingestão baseada em uma dieta diária não ajudava a prevenir a doença na população em geral, outros mostraram que a vitamina C agia de forma positiva no tratamento de resfriados comuns. Seus benefícios como antioxidante natural, no entanto, são mais eficazes.  

Antioxidantes agem contra os danos dos radicais livres, que são moléculas geradas por seu organismo e que podem danificar suas células. Seu corpo está sempre gerando radicais livres, mas atividades como fumar ou tomar sol sem proteção potencializam o surgimento dessas células. Hábitos saudáveis como exercitar-se também aumentam a produção de radicais livres, apoiando pesquisas que mostram que essa vitamina pode ser útil para a recuperação de exercício intenso, agindo como anti-inflamatório natural, bloqueando a ação dos radicais livres. Também é fundamental para nossa pele e cabelos, bem como ossos e articulações, pois auxilia no processo de formação de colágeno

Novas pesquisas estão em andamento, e muitas mostram que essa vitamina pode ajudar de muitas outras formas: desde melhorar a absorção de nutrientes, como o ferro, até a prevenção de catarata (nosso olhos contém muita vitamina C, as pesquisam indicam que pessoas com dietas ricas em vitamina C são menos propensas a desenvolverem a doença). Algumas dessas pesquisas têm ligado o consumo de vitamina C com um menor índice de massa corporal e percentual de gordura corporal. 

Tudo bem, a vitamina C é muito importante e tem muitos benefícios, mas qual a melhor maneira de garantir uma boa quantidade no organismo? 

Seu corpo foi projetado para processar a vitamina C através de alimentos que a contenham naturalmente, portanto consumir esses alimentos em sua dieta diária para obter a maior parte do suplemento necessário de vitamina C (ou todo ele) é a melhor opção. A acerola e o camu-camu, uma fruta da Amazônia, são os alimentos com mais vitamina C, mas os índices são muito bons em alimentos como goiaba, pimentão, brócolis, couve de Bruxelas, kiwi, morango, laranja, caju, abacaxi, melão e frutas cítricas em geral.  

Agora que você está por dentro dos benefícios dessa vitamina tão presente em nossas vidas que por vezes não notamos sua importância, cuide-se! Consuma alimentos saudáveis que contenham a vitamina, lembrando de diversificar sempre, pois além das vitaminas e minerais, cada alimento possui seu próprio combinado de fitonutrientes e fitoquímicos. E já sabe: exagerou no exercício? Vitamina C. 

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