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5 passos para inteligência emocional (e como impacta a sua saúde)

Sentimentos podem nos ajudar a perceber o mundo com mais clareza e a aguçar nossas habilidades para lidar com a vida. Ainda assim, muita gente encara a alegria como default e tenta silenciar outras emoções (principalmente as negativas) quando elas começam a gritar com a gente, sem sequer prestar atenção ao que elas querem nos dizer. Mudar esse diálogo com as próprias emoções significa desenvolver Inteligência Emocional – e esse é o nosso assunto de hoje.

Descubra 5 passos simples para desenvolver sua inteligência emocional

 

Podemos entender inteligência emocional como a habilidade de perceber com clareza, avaliar e expressar nossas emoções, a capacidade de acessar e/ou gerar sentimentos quando eles facilitarem nossa vida, a habilidade de compreender emoções, e a capacidade de regular nossas emoções para promover nosso próprio crescimento. 
 
Mesmo sentimentos negativos direcionam nosso foco e nos mostram áreas de atenção: 

  • A culpa nos mostra como agir de forma moral, de acordo com nossos valores 
  • A inveja nos aponta para onde nós gostaríamos de direcionar nossas vidas 
  • O pessimismo nos ajuda a encontrar os piores cenários possíveis e definir ações que minimizem seus efeitos negativos 
  • A raiva nos impele a agir 

 
O pulo do gato é que: quando você aceita e investiga suas emoções negativas (ao invés de tentar suprimí-las), você identifica o que você precisa e pode explorar possibilidades para resolver essa questão de uma vez por todas. 
 
O resultado? Assim você consegue levar uma vida emocional bem mais equilibrada, o que traz impactos gigantescos para a sua saúde. 
 
Sentimentos negativos com os quais não lidamos estão associados a problemas de hipertensão, batimentos acelerados, restrição de vasos sanguíneos, declínio do sistema imunológico, dentre uma série de outros problemas. 
 
Agora… Para te mostrar exatamente como lidar com tudo isso, vamos pegar emprestado o sistema detalhado no livro Permissão para sentir (Permission to feel, em tradução livre), de Marc Brackett, diretor do Centro de Inteligência Emocional da Universidade de Yale. 
 

Passo 1: Reconheça 

É impossível entender o que suas emoções estão tentando lhe dizer se você não parar para reconhecer seu estado emocional.  

Respire fundo e se pergunte: o que eu estou sentindo agora? Me sinto energizado ou sem energia? Essa é uma sensação boa ou não? Como está meu corpo? Estou com o coração acelerado, apertando os punhos, etc.? 
 
Investigue como um cientista: sem julgar. Você pode inclusive transformar isso num hábito, seguindo essa rotina algumas vezes durante o dia.  
 

Passo 2: Compreenda 

Por que você está sentindo esse sentimento específico? Qual foi o gatilho que desencadeou isso? Que memórias ou projeções do passado isso traz à tona?  
 
Com o tempo, você vai começar a enxergar padrões e conexões. Você vai se conhecer melhor, entender suas respostas emocionais e aprender a prever suas reações de uma forma mais acurada. 
 

Passo 3: Rotule 

Quem tem uma maior paleta emocional tende a lidar melhor com os próprios sentimentos. Quando isso acontece, as pessoas têm menos chances de surtar, usar substâncias como álcool e outras drogas em momentos de estresse, e têm mais probabilidade de encontrar lições ou o lado positivo nas situações difíceis. 
 
Se, ao lhe dar um diagnóstico, um médico apenas dissesse “doente” ou “saudável”, como você descobriria o que fazer se estivesse “doente”? No caso das nossas emoções, enxergá-las em alta definição vai nos ajudar a entender o que precisamos fazer. 
 
Por exemplo: “sinto ansiedade porque tenho coisas demais para fazer” te dá uma pista muito mais eficaz sobre como agir do que “estou estressada”. 
 
O mesmo princípio funciona para emoções positivas: quando você consegue distinguir alegria do estado de bênção, você consegue usar engenharia sentimental (termo que acabei de cunhar) pra atingir ou criar esse sentimento no futuro. 
 

Passo 4: Expresse 

Quando você consegue expressar seus sentimentos para outra pessoa, se colocando vulnerável no processo, o relacionamento de vocês atinge outro nível de intimidade. 
 
Quando você fala sobre o que está sentindo ou escreve para si mesmo, sua saúde de uma forma geral melhora, assim como seu humor.  
 

Passo 5: Regule 

Todo mundo tem mecanismos aos quais recorre na hora de regular suas emoções. Algumas das opções ao seu dispor são: 

  1. Diálogos positivos consigo mesmo: isso nada mais é do que uma forma de demonstrar empatia… com você mesmo. 
  2. Ressignificar: você pode escolher enxergar a situação de uma forma diferente. Por exemplo: se você for fazer uma apresentação importante, os mesmos sinais emitidos pelo seu corpo podem ser interpretados como “ansiedade” ou “excitação”. 
  3. Se pergunte: “o que minha melhor versão faria numa hora dessas?”  

 
Uma última dica aqui é: conforme for descobrindo mais e mais sobre seus padrões emocionais, um bônus é dividir isso com as pessoas que estão próximas a você. 
 
Quem sabe até vocês não façam um esforço coletivo para melhorar nessa área específica? Se você conhece alguém que pode se interessar por esse assunto, encaminhe esse post. 😉  

 

Desinchá

Por Melina França

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