Não importa qual a sua dieta: ela devia ser “low crap”

 
Não importa qual a sua dieta: ela devia ser “low crap”

Você já ouviu falar no termo “low crap”?

Enquanto você lê esse texto, provavelmente alguma dieta nova surge pelas redes prometendo medidas “perfeitas”, uma vida mais saudável e vários outros benefícios.

E enquanto você lê esse segundo parágrafo, surge algum novo estudo na rede mostrando como a nova dieta pode ser prejudicial ou falsa.

A verdade é: cada ser humano tem o seu organismo. Ponto.

Fazer qualquer tipo de dieta sem conhecer seu corpo pode ser problemático (ou você pode dar a sorte de acertar também, acontece).

É aí que entra o Dr. Christopher Gardner: ele é autor de um estudo chamado “A to Z”, no qual comparou 4 dietas diferentes com 609 pessoas durante 1 ano. Essas dietas, basicamente, se resumiam em low carb e low fat. (não confunda low carb com slow carb, pra saber a diferença dá uma olhada nesse post).

Bem, ali foi comprovado o que já sabíamos: algumas pessoas respondem melhor a algumas dietas do que outras. Afinal, nosso organismo funciona de diversas maneiras. Mas quais são essas maneiras?

Uma hipótese levantada pelo cientista é de que as pessoas possuem diferentes sensibilidades e resistência à insulina (e outros estudos também vão por esse caminho).

Por exemplo: pessoas com maior resistência à insulina respondem melhor à uma dieta low carb (redução de carboidratos na alimentação); já pessoas sensíveis respondem melhor à dieta low fat (redução de gordura na alimentação).

Claro, muitas regras e condicionamentos foram impostos neste experimento, por exemplo: foi passado um determinado direcionamento para os grupos nos primeiros 2 meses, e depois suas dietas foram “relaxadas” para níveis que os indivíduos achassem que poderiam manter por tempo indeterminado.

Mas o principal fator que tornou esse estudo diferente dos demais foi: todas as dietas foram feitas com alimentos da melhor qualidade possível. Os grupos foram orientados a minimizar o consumo de açúcares, farinhas refinadas e gordura trans. Além disso, deveriam consumir muitos vegetais, alimentos não processados e ricos em nutrientes.

Comida saudável

Esse talvez tenha sido o primeiro experimento onde ambos os grupos consumissem alimentos de alta qualidade. E foi dado até um nome ótimo para isso: dieta low crap. Mas será que essa alimentação muda as coisas tanto assim? Vamos ver os principais resultados:


1) Todos os participantes sentiram menos fome e comeram menos, mesmo não existindo nenhuma restrição calórica voluntária. Podemos concluir que é possível sim perder peso comendo bem, sem passar fome e sem precisar cortar os carboidratos, que está bem na moda.

2) Ambos os grupos perderam praticamente o mesmo peso, tanto low carb quanto low fat. No final do experimento, os “low carb” já estavam comendo uma determinada quantidade de carboidratos, enquanto os “low fat”, pela primeira vez, estavam fazendo uma dieta de qualidade, sem industrializados e refinados, o que permitiu essa proximidade de resultados.

3)  A genética foi irrelevante nessa pesquisa. Ter genes que metabolizam melhor a gordura, ou ter genes que metabolizam melhor a glicose, não foi o suficiente para dizer quem responderia melhor a cada tipo de dieta. Ficou claro que, antes de achar que determinados genes que você possui favorecem determinadas dietas, isso precisa ser provado na prática.

4) Esse talvez tenha sido o resultado mais surpreendente: a sensibilidade ou a resistência à insulina não foram a chave para o sucesso de determinada dieta. Por exemplo: de acordo com a dieta low carb, aquelas pessoas que secretam mais insulina quando consomem carboidratos, deveriam ser as pessoas que perderiam mais peso. Mas não foi isso que aconteceu.

A resposta da insulina no corpo não teve relação com o sucesso ou fracasso das dietas low carb/low fat. Tudo por um motivo: o low crap. Uma alimentação correta e natural fez com que diferentes dietas dessem praticamente o mesmo resultado positivo, com uma variação muito pequena.

Low fat vs low carb

Resumindo: a low fat com uma alimentação natural, sem produtos industrializados, coisas com açúcar, refinados e gorduras trans, foi tão eficiente quanto uma dieta low carb.

A conclusão é animadora, queridos! O maior diferencial das dietas, nesse experimento, foi a qualidade nutricional, agora conhecida também como low crap.

E a low crap é animadora não apenas por mostrar que você não precisa passar fome ou restringir tudo o que você gosta de comer para ser mais saudável ou feliz com seu corpo. Ela é animadora por ser simples.

Você só precisa se esforçar para virar uma chavinha no seu estilo de vida. Na low crap, você deve basear a sua alimentação em 3 pilares: 1- aumentar o máximo possível a ingestão de vegetais; 2- minimizar o consumo de açúcares adicionados, farinhas refinadas, gorduras trans e produtos industrializados no geral; e 3- focar em alimentos integrais que tenham sido minimamente processados, densos em nutrientes e preparados em casa, sempre que possível.

O que comprar no mercado?

Para que você, caro leitor em busca de uma rotina mais saudável, não tenha dúvida NENHUMA na hora de ir ao mercado ou de cozinhar em casa, vamos deixar mastigadinho aqui o bê-a-bá do que pode e o que não pode na dieta low crap:

O que comer?

  • Consumir comida de verdade (alimentos “in natura” e não processados/industrializados)

  • Vegetais e legumes (com moderação para os tubérculos, caso queira emagrecer)

  • Carnes – gado, porco e frango

  • Peixes e frutos do mar

  • Ovos

  • Gorduras naturais: das carnes, manteiga, banha de porco, azeite, óleo de coco

  • Castanhas

  • Frutas frescas (com moderação na fase de emagrecimento)

  • Laticínios integrais

  • Café, chás sem açúcar

     

O que evitar?

  • Açúcar

  • Alimentos processados e/ou industrializados

  • Óleos vegetais – de milho, soja, girassol, canola, etc

  • Gorduras artificiais – margarina, hidrogenada

  • Sucos, mesmos os naturais

  • Cerveja e bebidas adoçadas (isotônicos, chás industrializados etc)

  • Adoçantes artificiais


Os resultados dessa mudança na sua alimentação trarão benefícios melhores e mais duradouros do que as outras dietas, por exemplo:

1) Nunca mais você vai sentir aquele efeito sanfona no corpo. Mantendo essa alimentação, você perderá peso e conseguirá mantê-lo naturalmente, pois o seu corpo estará adaptado a sua rotina alimentar;

2) Essa dieta fará você sentir menos fome naturalmente, além de fazer um “detox” na sua vontade de comer doce, reduzindo, assim, a compulsão alimentar;

3) Sua qualidade de vida aumentará em diversos pontos: sono melhor, maior disposição, motivação e até sua autoestima;

4) Você terá mais saúde. Ficará menos doente, sentirá menos dores e, consequentemente, terá uma vida muito mais tranquila.

5) E, obviamente, o benefício que todos nós queremos sempre: essa dieta será ótima para o seu bolso! Uma rotina com alimentação saudável e natural custa muito menos tanto no curto quanto no longo prazo. No curto, suas compras serão mais objetivas e custarão menos. No  longo prazo, além de toda a economia com produtos alimentícios, você economiza ao não precisar ir ao médico, tomar remédios ou tentar alguma novidade da medicina.

Feliz

Esse tipo de alimentação não é um modismo, é baseada em pesquisas e estudos! E a prova prática também existe: veja as pessoas que cuidam bem da alimentação. Todas podem dizer sobre os benefícios de terem mudado o estilo de vida.

Mas, obviamente, não ficaríamos aqui sentados apenas dizendo o que você deve ou não fazer. Seria muito fácil, né? Em parceria com o método Human, idealizado pelos melhores especialistas em nutrição, criamos um desafio que com certeza vai te ajudar a renovar a sua rotina de alimentação para uma bem mais saudável!

Escrito por: Silvio Figueira
#EquipeDesinchá 💚

 
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