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Dieta mediterrânea: como funciona e por que ela ficou tão popular

A dieta mediterrânea ficou famosa no mundo inteiro ao ser considerada um paradigma de alimentação saudável. Mas vale o alerta: a indústria alimentícia não pode ver uma moda que já quer inventar.  

Atualmente, até “produto industrializado com base na dieta mediterrânea” existe. Saiba mais sobre o que é, de fato, uma das dietas mais queridas do rolê. 

dieta mediterrânea


O surgimento da “dieta mediterrânea” 

Em 1953, o epidemiologista Leland G. Allbaugh publicou o relatório Crete: A Case Study of an Underdeveloped Area (“Creta: um estudo de caso numa região subdesenvolvida”). Neste estudo, ele pontuou algumas características da alimentação na ilha grega: 

  • Predomínio de azeitonas, frutas, legumes, vagens, cereais e plantas silvestres, com leite, carne de cabra, derivados de carnes e peixe; 
  • Pão, azeitonas e azeite de oliva completavam qualquer refeição, sendo que a comida parecia nadar em azeite. 

Esses hábitos chamaram a atenção do médico fisiologista Ancel Keys, que comparou o estilo de vida de gregos e norte-americanos, especialmente quanto à incidência de doenças cardíacas. Os cretenses tinham uma propensão muito menor a essas doenças do que os norte-americanos. 

Após 15 anos de pesquisa, Keys publicou seu estudo Coronary Heart Disease in Seven Countries (“Enfermidade coronariana em sete países”), em que analisou estilos de vida de cerca de 13.000 homens entre 40 e 59 anos em sete países: Japão, Estados Unidos, Itália, Iugoslávia, Grécia, Holanda e Finlândia. A ideia era avaliar variáveis relacionadas ao risco de sofrer uma enfermidade coronária. 

Em resumo, concluiu que a maior quantidade de gordura saturada presente na dieta é um indicador preditivo de maior risco de enfermidades cardíacas. A principal variável foi o colesterol no sangue. Em contrapartida, os hábitos que hoje são apontados como a dieta mediterrânea diminuíam esses riscos. 

Porém, o trabalho de Keys sofreu muitas críticas questionando a “hipótese da gordura”, as conclusões e as recomendações, que apontavam a dieta mediterrânea como o suposto paradigma da alimentação saudável. 

E foi assim que Keys passou a ser considerado o pai da dieta mediterrânea. 

A base da dieta mediterrânea 

A dieta mediterrânea se baseia no consumo de alimentos frescos e naturais, como observou Allbaugh. Em resumo, você pode ingerir frutas, legumes, azeite, cereais, queijo e leite. Confira algumas considerações: 

  • Proteínas são muito importantes na dieta mediterrânea, seja em carnes vermelhas de cortes magros (1 consumo por semana), ovos, peixes e misturas de grãos (arroz com feijão, lentilhas, ervilhas, grão-de-bico). 
  • Azeite e óleos vegetais (óleo de linhaça e canola), no máximo 2 colheres de sopa por dia, são ricos em gorduras boas, contribuem para o controle do colesterol e para a prevenção de doenças cardiovasculares. 
  • Frutas e verduras fornecem vitaminas, fibras e minerais para o metabolismo, trazem sensação de saciedade e ajudam na perda de peso. Coma 3 frutas diferentes por dia. 
  • Alimentos integrais, como farinha, aveia, arroz e macarrão integral são ricos em fibras, minerais e vitaminas que melhoram o funcionamento do corpo de forma geral. 
  • Peixes e frutos do mar devem ser consumidos pelo menos 3 vezes por semana, pois possuem gorduras boas, como ômega-3, e são fontes de proteína. 
  • Leite e derivados desnatados (iogurte natural e queijos brancos) devem ser incluídos com moderação.
  • Dê preferência a opções de bebidas saudáveis
  • Uma taça de vinho (180 ml) após o jantar cai bem. 

O interessado em fazer a dieta mediterrânea deve eliminar os produtos industrializados. Sem eles, o corpo reduz a inflamação, combate a retenção de líquidos, e diminui a produção de toxinas no organismo. 

Benefícios da dieta mediterrânea 

À parte as críticas feitas ao estudo de Keys, a ideia da dieta mediterrânea é estimular o consumo de produtos naturais. É mais um estilo de vida do que uma dieta. Por isso, ela pode trazer muitos benefícios, como menor risco de desenvolver doenças cardiovasculares e degenerativas, diabetes e câncer. 

Além disso, ela protege o corpo da trombose e da aterosclerose, fornece mais nutrientes ao corpo e é uma aliada da variação alimentar.  

Vale destacar que, por ter bastante foco em alimentos de origem vegetal e frescos, pode ser uma boa ideia investir nos produtos orgânicos

É saudável ou não? 

Pode parecer estranha a pergunta após apontarmos benefícios, mas não é. Em 2011, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) se posicionou a respeito da dieta mediterrânea. Em um documento, a EFSA disse que não se pode afirmar, em termos de saúde, que ela é benéfica. 

Para a Autoridade, isso se dá por dois motivos. Em primeiro lugar, há diferentes definições para esse estilo dietético, em muitos casos não coincidentes. Além disso, a presença do vinho na dieta impede de afirmar que a dieta seria positiva em matéria de saúde, já que, de acordo com a EFSA, não se pode fazer tais afirmações com produtos que possuem mais de 1,2% de álcool em sua composição. 

 
 

Se considerarmos apenas os hábitos que a dieta mediterrânea adota, ela certamente faz bem à saúde, porque se baseia em uma alimentação equilibrada. 

Sabe o que também faz bem à saúde? Um Desinchá!

 

Desinchá

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