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Gordura visceral: entenda como ela afeta sua saúde

Pneuzinho, pochete, barriguinha de chope. Como o pessoal da sua cidade chama a gordurinha da região abdominal? Apesar dos apelidos carinhosos, essa protuberância preocupa. É um sinal de gordura visceral. E isso não é nada bom, pois pode te causar problemas de saúde. Vem com a gente para saber melhor como ela pode te afetar! 

gordura visceral


O que é gordura visceral? 

Gordura visceral é aquela que se acomoda junto aos órgãos, atrás dos músculos. Sua aparência é de uma “gordura dura”, tipo uma bola. Suas células maiores e mais ativas, apesar de se multiplicarem pouco. Essa gordura dá o aspecto de obesidade em forma de “maçã”. Ela é mais comum em pessoas de sexo biológico masculino do que feminino, inclusive.  

Para saber se você corre risco pela quantidade de gordura visceral, é precisa realizar um exame de tomografia computadorizada, ressonância magnética, ecografia ou bioimpedância. Esses exames apontarão a quantidade certa de gordura no corpo. 

Na falta de todos eles, você pode medir sua barriga com uma fita métrica. A circunferência da cintura não pode ultrapassar 94 cm (pessoas do sexo biológico masculino) ou 80 cm (pessoas do sexo biológico feminino).  

Apesar do apelido carinhoso de “barriguinha de chope”, a gordura visceral também aparece em quem não consome bebida alcoólica. Ela decorre de hábitos de vida inadequados, como sedentarismo e alimentação desregrada. 

 

Gordura visceral x subcutânea 

A gordura visceral é bem diferente da gordura subcutânea. Esta tem a aparência de “gordura mole” e se localiza abaixo da pele. São células menores, mas se multiplicam com mais facilidade. Ela dá o aspecto de obesidade em forma de maçã e está mais presente em pessoas de sexo biológico feminino. Isso porque o estrogênio favorece o acúmulo da gordura nos seios, nas coxas, nas nádegas e nos quadris. 

Compara à gordura visceral, a gordura subcutânea é menos prejudicial à saúde. Mas haja luta para eliminá-la! 

Por que ela faz mal? 

Apesar de parecer uma grande vilã, a gordura visceral possui uma função importantíssima: proteger os órgãos do aparelho digestivo. O problema aparece quando o nível de depósito dessa gordura fica acima do limite. 

De acordo com Maurício Soares Filho, médico da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), em São Paulo, aponta que as células de gordura visceral afetam negativamente a saúde. 

Ele explica: “As células de gorduras não são inertes. Elas geram inflamação no organismo, interferem na regulação de hormônios, na absorção de nutrientes, no nível de colesterol e até na fertilidade. O acúmulo de tecido adiposo na região da barriga, por exemplo, está ligado diretamente ao aumento no risco de doenças cardiovasculares (como infarto e AVC), hipertensão, síndrome metabólica, esteatose hepática (gordura no fígado) e diabetes tipo 2″ 

A obesidade visceral provoca um desarranjo metabólico, pois reduz a quantidade de adiponectina, hormônio essencial que acelera o metabolismo e realiza a queima de gordura. Ainda podemos dizer que o acúmulo de gordura na região do abdômen aumenta a produção de ácidos graxos livres. Isso causa piora na sensibilidade à insulina, aumento de VLDL – Triglicérides e da fração de LDL pequenas e muitos outros problemas. 

Resumindo, é o caos. 

Como eliminar a “barriguinha de chope”? 

Se a barriguinha é de chope, basta eliminar o chope, certo? Mais ou menos. De fato, abandonar o uso de bebida alcoólica ajudaria a eliminar a gordura visceral. Mas nós sabemos que esse hábito é importante para muitas pessoas e não queremos vê-las tristes. Então, neste ponto, vale o bordão “aprecie com moderação”. 

Muito além da bebida, você deve sair do sedentarismo, não fumar e ter uma alimentação equilibrada. Em suma, adote hábitos saudáveis

Hábitos saudáveis 

Quanto ao sedentarismo, você pode começar com uma caminhada de 30 minutos todos os dias. Na medida em que seu corpo for se adequando ao movimento, você pode ser mais ousado(a). O HIIT (High Intensity Interval Training), por exemplo, tem melhor resultado para acabar com a gordura corporal (e consequentemente com a gordura visceral) do que exercícios de resistência (musculação). 

Nós sabemos que esse hábito pode ser difícil para muitas pessoas. Por isso, uma boa dica é traçar metas curtas de emagrecimento. Uma dieta muito restritiva, que leva à perda de peso rápido, é difícil de manter. Aí vem o efeito sanfona, causa desmotivação e o caos está instaurado novamente.  

Um ótimo exemplo de meta possível foi abordada em um estudo de cientistas do Hospital Universitário de Tübingen (Alemanha). A redução de 5% do peso corporal diminui 30% no volume da gordura no fígado, órgão muito afetado por essa gordura. Uma pessoa com 70 kg precisaria emagrecer 3,5 kg para melhorar sua saúde.  

No que diz respeito à alimentação, você pode consultar um(a) profissional para traçar um plano alimentar condizente com suas preferências e necessidades. Em qualquer caso, algumas regras são chave, como: 

  • Incluir na dieta os alimentos com ação antioxidante e anti-inflamatória (frutas vermelhas, abacate, romã, fontes de ômega 3, cereais integrais, frutas, hortaliças e oleaginosas); 
  • Restringir alimentos refinados (açúcar e farinhas também), álcool, frituras, refrigerantes, defumados e embutidos, adoçantes artificiais e industrializados em geral; 
  • Incluir alimentos termogênicos (canela, gengibre, café, chá verde etc.) para acelerar o metabolismo e facilitar a perda de gordura corporal; 
  • Evitar consumir leite gorduroso e derivados, carnes gordurosas, carboidratos refinados. 

 

Para finalizar, vale o alerta para quem curte procedimentos estéticos: a lipoaspiração remove a gordura subcutânea, não a gordura visceral. Mas um tratamento a laser pode ajudar!

Uma análise de pesquisadores do Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos, da USP, concluiu que o uso de laser infravermelho no abdômen, no quadril, nas coxas e nos glúteos reduz o nível de esteatose hepática não alcoólica. O procedimento estava  associado a prática de atividades físicas e reeducação alimentar. Nem preciso dizer, né?

Mudar o estilo de vida para eliminar a gordura visceral é difícil. E longe de nós defendermos o emagrecimento por uma questão estética. Como demonstrado, essa gordura pode ser perigosa para a saúde. E é só por isso que estamos aqui: promover seu bem-estar, seja em qual corpo for. Uma vida saudável vai além do corpo perfeito.

 
Desinchá

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