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IMC é mesmo uma medida confiável?

Meu IMC está baixo. Meu IMC está normal. De acordo com o IMC, estou obeso. Esse índice é utilizado por muitos especialistas para indicar o peso ideal. Mas, na verdade, ele não é o melhor indicativo para avaliar seu corpo.

IMC

O que é o IMC? 

IMC ou Índice de Massa Corporal é um indicador comum, adotado para medir o peso ideal. Sua fórmula é simples: dividir o peso da pessoa pelo quadrado de sua altura. Se você pesa 65 kg e tem 1,75 m de altura, seu IMC será 21,22. E o que esse índice significa? Existem 5 faixas: 

  • Menor que 18,5: abaixo do peso; 
  • Entre 18,5 e 24,9: peso saudável (faixa normal); 
  • Entre 25 e 29,9: sobrepeso; 
  • Entre 30 e 39,9: obeso; 
  • Acima de 40: muito obeso (obeso mórbido). 

Teoricamente, se você está na faixa normal, isso é ótimo. Muitas pesquisas apontam que o IMC saudável reduz os riscos de problemas sérios de saúde, como doenças do coração, diabetes tipo 2 e outras. Mas existem muitos outros fatores que interferem nessa probabilidade. Você sabia que descendentes de asiáticos têm maior chance de ter doenças do coração e diabetes, ainda que tenham IMC baixo? 

Ou seja, o IMC não é o melhor indicativo para avaliar seu corpo.

 

Por que o índice não é o melhor indicativo? 

Existem alguns motivos pelo qual o IMC não é o melhor indicativo para saber se você está ou não saudável.  

O IMC não leva em conta a composição corporal 

Se você quer saber quanto tem de tecido muscular ou de tecido adiposo, o IMC não te traz essa informação. Pessoas consideradas magras podem ter muito músculo e pouca gordura no corpo. E mesmo assim podem apresentar um índice mais elevado, já que ele considera o peso total e a altura somente. E isso não necessariamente reflete seu estado de saúde. 

Agora imagine um idoso. Com o passar dos anos, a massa magra diminui, e a gordura corporal aumenta. Mas o peso pode se manter o mesmo, certo? O IMC não mudará, portanto. E o que dizer de uma mulher grávida? Seu peso maior devido à gestação fará com que ela seja considerada obesa. E pessoas com pernas curtas? A altura menor pode aumentar o índice. 

Em suma, ao não levar em conta a composição corporal, o IMC dá uma noção errada de saúde. 


O índice desconsidera fatores críticos que contribuem para a saúde 

Nesse editorial publicado na “Science”, pesquisadores reafirmaram o que acabamos de dizer: “O IMC é baseado na relação entre peso e altura, mas não é uma medida precisa do teor de gordura do corpo”. No entanto, eles foram além. Para os especialistas, o índice desconsidera fatores críticos que contribuem para a saúde, tais como onde está localizada a gordura no corpo, as diferenças sexuais, a proporção de músculo, e as diferenças de composição corporal. 

Mais um motivo pelo qual o IMC não é uma medida precisa. 


O IMC não considera a quantidade de gordura na região da barriga 

Um indicativo muito importante para nossa saúde é a gordura abdominal. Quando o depósito de gordura na região é grande, corremos riscos de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão arterial, AVC e outras. Você sabia que o IMC também desconsidera esse indicativo? 

Em estudo conduzido pela pesquisadora Margaret Ashwell da Universidade Oxford Brookes, no Reino Unido, foi avaliada a relação entre o tamanho da cintura e a altura. Após analisar 31 estudos, os pesquisadores descobriram que essa relação é um indicativo muito melhor do que o IMC para prevenir essas doenças que citamos. 


O que utilizar no lugar do IMC? 

“Se eu não usar o IMC para avaliar meu corpo, o que usarei?”

Bom, existem muitos marcadores de saúde que podem te dar um bom indício de como andam as coisas aí dentro.  

Para Paulo Camiz, clínico-geral do Hospital das Clínicas de São Paulo, o importante é avaliar o que compõe o corpo, e o IMC é só uma das ferramentas. Ele aponta o que considerar: alimentação, hábitos, distribuição da gordura corporal (novamente, atente-se à gordura concentrada na região da cintura, chamada de intra-abdominal), e resultados de exames (avaliação de glicose, hormônios e gordura, além do hemograma). 

O Ministério da Saúde também aponta outras técnicas e parâmetros utilizados pelos profissionais de saúde para avaliar seu corpo. Veja: 

  • Percentual de gordura, que varia conforme sexo e idade; 
  • Bioimpedância: exame que detecta, por meio de corrente elétrica, o percentual de hidratação e o peso da sua massa magra e da gordura; 
  • Circunferência de cintura: a medida da região do abdômen, de acordo com a OMS, deve ser menor do que 94 cm em homens e 80 cm em mulheres; 
  • Relação cintura x quadril: verifica o risco de doenças cardiovasculares. Divida a medida da circunferência da cintura pela do quadril. O resultado deve ser menor do que 0,85 para mulheres e 0,90 para homens. 

 

Ser saudável vai muito além de ter boas medidas ou apresentar um bom índice de massa corporal. Junto com o IMC, devem ser avaliados outros fatores. Que tal pensar melhor nos seus hábitos e na sua alimentação? Comece agora! Veja algumas dicas para se manter saudável no distanciamento social

Fontes: 

BBC Brasil 

Gazeta do Povo 

Brasil Escola 

Ministério da Saúde 

Revista Marie Claire 

 
Desinchá sabores

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