Por que todo mundo fala de jejum intermitente?

Você já deve ter ouvido falar do jejum intermitente em alguma roda de amigos, ou talvez escutado sobre em alguma conversa paralela na academia, ou quem sabe já até leu o nosso texto sobre a experiência de um jejum de 24 horas aqui no blog. Mas você realmente sabe o que é, para que serve, se existem benefícios ou malefícios? Calma, temos muita coisa para falar nesse assunto que pode ser esclarecedor para você. Vem comigo! 

Por que todo mundo fala de jejum intermitente?

De onde veio o jejum intermintente? 

De uma coisa temos certeza: nossos ancestrais não comiam 3 refeições todos os dias. Muito menos de 3 em 3 horas. Eles comiam o que tinham acesso na hora, e se não tivessem, simplesmente não comiam. Nesse mesmo pensamento, podemos observar que o jejum já era implantado sem nem perceber. 

Mais para frente, o Jejum Intermitente (JI), começou a ser estudado com propósitos religiosos, as pessoas permaneciam de jejum durante o dia e comiam somente do pôr do sol ao amanhecer. Essa prática levava 30 dias e, ao final deste período, puderam observar uma modificação no metabolismo, melhoras no perfil lipídico (basicamente exame do colesterol), diminuição da frequência cardíaca e diminuição da massa de gordura (o sonho de todos meros mortais). 

Por esses motivos, começou-se a estudar mais sobre este tópico e implementar essa estratégia de emagrecimento, a “privação alimentar”. 

 

O que é o jejum intermitente? 

O jejum intermitente (JI) é muito mais uma estratégia nutricional do que uma dieta propriamente dita. Muitos consideram até um estilo de vida. Atualmente o JI possui uma variação de 8h até 36h e em todas se é recomendado o acompanhamento de um profissional da saúde. Na minha opinião, não é ideal que faça todos os dias, e sim como estratégia mesmo, semanalmente ou uma vez no mês, depende muito de como seu corpo reage a esse estímulo. Muitos não conseguem ficar mais de 5 horas sem comer. E é normal! O importante é conhecer o que funciona ou não para você. 

Perguntinha que sempre me fazem: o que quebra e o que não quebra o jejum? Água, qualquer chá (Desinchá lovers, fiquem tranquilos) ou café desde que não adoçados, não quebram jejum. A partir do momento que adoça seja com adoçante ou açúcar, o jejum já é quebrado. Lembrando que existem diferentes tipos de jejum, existem aqueles que são os que fazemos antes de fazer exames de sangue ou de algum procedimento médico, que são diferentes do jejum intermitente, por exemplo.  

 

Afinal, tem benefícios?  

Minha resposta é: depende. Muitos dos estudos feitos com jejum intermitente foram realizados em ratos em gaiolas, e alguns feitos em humanos em ambientes controlados. A diferença é que temos vidas muito agitadas que demandam energia, e isso vem da alimentação. MAS, porém, contudo, entretanto: podemos ver sim uma melhora no perfil metabólico com a utilização do jejum, além de uma redução no risco de doenças cardiovasculares, prevenção e melhora do estado de diabéticos por melhorar a sensibilidade à insulina e claramente também interfere no emagrecimento, simples: ficar sem comer emagrece. Vale lembrar que normalmente o JI causa efeitos menores em pessoas dentro do peso ideal, enquanto os obesos e sobrepesos se adaptam melhor a essa estratégia.  

Creio que é possível sim usar o jejum como uma forma de dar um “choque” no organismo quando estamos naquela fase de estagnação do peso. O jejum intermitente tem a maioria dos benefícios da restrição calórica, porque quando ficamos muito tempo sem comer, automaticamente temos um déficit calórico diário. Restringir a ingestão alimentar através do jejum ou da restrição calórica é benéfico, mas a restrição calórica pode levar à diminuição da densidade óssea e do sistema imune. 

 

Ok nutri, mas e os malefícios?  

Pelo fato de que você ficaria grandes períodos sem se alimentar, o JI causa efeitos secundários como: desidratação, perda de massa muscular, dores de cabeça, tontura e dificuldade para manter a concentração. Além disso, o jejum é mais vulnerável em idosos e menores de 18 anos, pessoas que tem índice de massa muscular baixo ou problemas emocionais ou psicológicos relacionados à alimentação. 

Sim, o jejum intermitente pode ser um gatilho para um transtorno alimentar, exatamente pelo fato de que a pessoa pode ficar o dia inteiro se privando de comer porque está fazendo jejum. Por isso toda e qualquer dieta ou estratégia nutricional deve ser individualizada e acompanhada por um profissional da saúde. Cada corpo é um corpo e devemos saber nossas limitações antes de tentar qualquer coisa que lemos na mídia. 

Também temos a questão não só do tempo que se fica sem comer (o jejum), mas também do tempo em que se quebra o jejum para comer. Existem os dois lados da moeda: aquele que depois de 16 horas de jejum já está comendo até o reboco da parede e aquele que prefere comer só uma salada com uma folha de alface e já quer voltar para o jejum. Vamos com calma: é necessário que depois do jejum comamos alimentos densos em nutrientes, e não em calorias, porque pelo grande período sem comer, precisamos repor vitaminas, nutrientes e energia. 

 

#opiniãodanutri  

Considero o jejum uma estratégia válida para algumas pessoas com objetivo de mudar um pouco a rotina, possivelmente perdendo gordura e modulando índices de glicose no corpo. Não acredito que seja uma estratégia para qualquer um, pois cada um tem uma reação diferente ao jejum. Devemos respeitar e entender que nem tudo o que seu amigo faz, é para você também. Muitos se adequam e gostam de usar o jejum sem problemas, outros podem sentir muito mais os efeitos colaterais, como fraqueza, dor de cabeça e muita fome. Por isso, acredito na modulação nutricional de cada um como uma pessoa única, e não usando qualquer dieta de gaveta ou que se leu nas revistas de emagrecimento. 

Entenda seu corpo, cuide da sua saúde e principalmente de você. 

 

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