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O que faz um treino funcional?

Nos últimos anos, vem rolando um frisson em torno de algumas atividades físicas. A febre crossfit, a democrática zumba e o treino funcional. Todas apareceram como alternativas à chata musculação (brincadeira, eu amo). Mas o que faz, de fato, um treino funcional? 

o que faz o treino funcional


O treino funcional 

“Funcional”, conforme o dicionário Houaiss é “algo que foi concebido e executado para ter maior eficácia nas funções que lhe são próprias; que possui eficácia, prático, utilitário”. Um treinamento funcional é, assim, algo que melhora nossa capacidade de realizar atividades práticas da vida diária. Subir escadas, se abaixar, sentar no chão, etc.

Considerando a definição, você já pode imaginar que os exercícios de um treino funcional são nossos próprios movimentos naturais. Correr (para pegar o ônibus), saltar (quando o copo de cerveja cai no chão da balada), puxar (o móvel na hora da arrumação da casa), agachar (para pegar o óculos que caiu)… Aliás, #sdds de fazer algumas dessas coisas. Sim! Até de correr pra pegar ônibus. 

Enfim! Todos esses exercícios melhoram nossos padrões de movimento, mas também contribuem para mobilidade, flexibilidade, coordenação motora, força muscular, resistência (capacidade cardiorrespiratória e condicionamento físico), postura e, claro, perda de peso (metabolismo acelerado). É um trabalho de desenvolvimento corporal mais completo e homogêneo.  

Além disso, o treino funcional pode ser praticado em grupos. E esse é mais um motivo pelo qual ele caiu nas graças do povo. Além de dinâmico, pode ser bem divertido.

Agora, durante a quarentena, esse tipo de treino também te permite treinar em casa sem equipamentos, o que é outro super ponto a favor!


As bases do treino funcional 

Para entender melhor o que faz um treino funcional, precisamos compreender um pouco da técnica envolvida no exercício. Existem três grandes bases do treino funcional: 

  1. Transferir, de forma gradativa, os exercícios convencionais, feitos em máquinas, para exercícios funcionais, feitos com o próprio corpo; 
  1. Treinar o core, ou seja, concentrar o trabalho do centro do corpo para as extremidades (atenção total ao abdômen), o que melhora a consciência corporal; 
  1. Treinar propriocepção ou bases instáveis, que nada mais é do que realizar trabalhos seguros em superfícies instáveis, o que melhora o reflexo do corpo em uma adversidade. 

Para desenvolver um treino funcional, os profissionais elaboram circuitos que trabalham os grupos musculares simultaneamente. Ele pode envolver somente o peso do corpo do praticante, mas também bolas, elásticos, cordas, cones e outros equipamentos. Em vez de fazer um exercício mecânico e repetitivo, por várias séries, a pessoa precisa pensar no movimento que realiza. A coordenação motora agradece. 

Assim como na musculação, os exercícios devem ser aplicados de forma gradativa. Se você não consegue fazer a flexão de braço com as pernas esticadas, pode colocar o joelho no chão. Não há vergonha alguma. Em pouco tempo, seu corpo percebe o novo estímulo, se adapta e se fortalece. 


Funcional x musculação 

Se você estava infeliz na musculação, mas fazia a modalidade devido aos horários flexíveis, temos uma boa notícia: o treino funcional pode ser sua salvação. Este exercício apareceu forte nos últimos anos por seus diversos benefícios, inclusive a possibilidade de se adequar a qualquer espaço (inclusive ao ar livre). 

Mas a dúvida sobre seus estímulos, quando comparados à musculação, permanece. Qual é melhor? O funcional consegue suprir a musculação? A resposta é simples: depende do seu objetivo. 

Em um treino funcional, é possível combinar muitas habilidades, como treinamento aeróbico e de equilíbrio, força com agilidade. Tudo sem monotonia e com trabalho completo do corpo. No entanto, se você quer trabalhar a musculatura profunda, precisará utilizar acessórios, como corda, bola, elásticos e outros.  

E este é um ponto de discussão: é possível gerar hipertrofia muscular com o treino funcional? Os especialistas em educação física concordam em um ponto somente: o método garante força para seu praticante. Mas há quem defenda que ele agrega volume e definição muscular, enquanto outros falam que ele não substituirá a musculação quanto ao volume muscular. 

A musculação não trabalha o estímulo aeróbico como o funcional. Ela será indicada se você quer alcançar resultados estéticos em pouco tempo ou aumentar a massa muscular. Malhar é eficiente para a hipertrofia, algo que o funcional não trabalha prioritariamente. A grande característica da musculação é trabalhar os grupos musculares de forma isolada e específica.  

De comum, os dois tipos de treino geram benefícios no condicionamento físico e auxiliam a perda de peso, quando aliados a uma dieta equilibrada. Veja nossa comparação a seguir 


Musculação: 

  • Indicada para ganho de força hipertrofia muscular
  • Deve ser praticada de 2 a 5 vezes por semana; 
  • Em um treino, terá entre 8 a 10 exercícios; 
  • A intensidade varia entre 1 e 4 séries, de 3 a 20 repetições em cada uma; 
  • A maior vantagem é a possibilidade de isolar grupos musculares; 
  • A maior desvantagem é a possibilidade de lesão e o desequilíbrio estético.

Treino funcional: 

  • Indicada para ganho de força, condicionamento físico, equilíbrio e agilidade; 
  • Deve ser praticado entre 3 e 5 vezes por semana, com duração de 50 minutos a 1 hora cada treino; 
  • A maior vantagem é variação de ambientes e treinos que trabalham todo o corpo; 
  • A maior desvantagem é não ser indicada para hipertrofia muscular. 


Funcional na quarentena 

Após ler tudo isso, você está animado(a) para começar (ou intensificar) seu treino funcional. Mas ainda estamos em isolamento físico. Nada de academia e parques, por enquanto. De repente, vem aquela luz na cabeça e te diz para começar em casa mesmo, no maior cômodo. Ótima iniciativa. Mas como fazer funcional na quarentena? Não sabe por onde começar, né. Vamos lá. 

Comece pelo início, que é procurando orientações com um(a) médico(a). É preciso analisar se você tem alguma contra indicação que limite seus movimentos ou que demanda algum cuidado extra. Se você já sabe que não pode fazer agachamentos ou que tem um problema na coluna que limita seus exercícios, ótimo. 

O segundo passo é montar seu treino. Para praticantes de atividades físicas mais experientes, isso pode ser bem divertido. Eles já têm consciência corporal, sabem dos seus limites, conhecem centenas de exercícios. É só bater aquele papo com o amigo personal trainer para ele orientar treinos legais.  

Mas se você é iniciante, siga à risca o que o profissional de educação física falará com você. Ele montará circuitos conforme seus objetivos e possibilidades. Emagrecimento? Força e resistência muscular? Você escolhe! 

O terceiro e último passo é ter perseverança até que a atividade física se torne um hábito para você. Os benefícios do treino funcional não demorar a aparecer.
 

Animado com a nova atividade? Perfeito. Mas já adiantamos que pode aparecer uma dorzinha ou outra de fadiga muscular. Recomendamos um chazinho para relaxar antes de dormir. Que tal um Desinchá Noite

Desinchá Noite

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