Os benefícios (e perigos) da Creatina

Quem malha diariamente e tem no armário suplementos para ajudar no desempenho dos treinos com certeza já ouviu falar da CREATINA. Ela é facilmente encontrada em lojas de suplementos e, muitas vezes, consumida indiscriminadamente. Acontece que como tudo na vida, ela tem efeitos positivos e negativos. E para não se enganar em relação a ela, vamos falar sobre suas as principais propriedades. 

Os benefícios da Creatina

A creatina é um aminoácido resultado da sintetização dos aminoácidos glicina, metionina e arginina que ocorre no fígado. Está presente principalmente nos músculos esqueléticos, tanto de forma livre quanto na forma de creatina-fosfato, que tem a função de regenerar o ATP (trifosfato de adenosina) no citoplasma celular. Ela também pode ser encontrada em alimentos de origem animal.  

Cada quilo de massa muscular chega a conter de 3,5 a 4 gramas de creatina, embora possa estocar até 5 gramas do nutriente de uma única vez. Por esse motivo, fazer suplementação com creatina pode ser bastante eficiente, já que o limite de saturação da musculatura não é alcançado através da alimentação. 

O ATP, por sua vez, é a principal fonte de energia do organismo e, por isso, sua presença é essencial para o desempenho físico. 

Ter reserva de creatina significa que a pessoa terá mais energia e resistência durante exercícios físicos, retardando a fadiga muscular. Ela também retém líquidos, o que é bom para aumentar a hidratação das fibras musculares, o que melhora a síntese de proteínas e resulta em regeneração e hipertrofia muscular. Porém esta retenção pode ser confundida com ganho de massa muscular. Imagina tristeza descobrir que aquele bíceps enorme não passa de água! 

A creatina também auxilia na melhora do sono, combate os radicais livres, aumenta os níveis de testosterona (cuidado, mulherada!), aumenta o metabolismo, melhoras as funções cerebrais, entre vários outros benefícios. E é justamente olhando para isso, que ela também tem sido estudada e indicada para prevenir e melhorar sintomas e doenças como Parkinson, Alzheimer, doença de Huntington e insuficiência cardíaca. 

Com tantos benefícios, a creatina ganhou diversas variantes que melhoram sua absorção pelo organismo e reduzem alguns efeitos indesejados atribuídos a ela: 

  

Creatina Monohidratada: a mais comum e considerada a mais eficiente, normalmente usada em estudos científicos e suplementos. Possui baixa solubilidade e pode causar desconforto gástrico (sensação de estufamento e diarreia) em algumas pessoas. 

Creatina Micronizada: as partículas são menores, a taxa de absorção é maior e reduz os desconfortos durante a digestão. Ela é mais eficiente, mas também mais cara. 

Creatina Etil Éster: Como o nome sugere, essa é a creatina que passou por um processo de esterificação e agora está acrescida de um éster. Isso garante altas taxas de absorção (cerca de 99%, de acordo com fabricantes do suplemento) e elimina os desconfortos intestinais. Apesar da vantagem de não necessitar de saturação como os outros tipos, essa é a forma mais cara de creatina à venda no mercado. 

Mas independente de qual tipo você toma, é imprescindível que sua alimentação seja equilibrada com todos os nutrientes. Para objetivos de hipertrofia (ganho de massa muscular), é necessário que o consumo de proteína seja adequado, já que são necessários todos os aminoácidos essenciais para recuperação da massa muscular. Outra coisa importante é beber bastante água para evitar problemas nos rins. 

Então você que cuida do seu corpo e saúde, fique atento a todas essas dicas. O mais importante é que a suplementação deve ser feita sempre por indicação de um profissional habilitado, como um nutricionista, pois ele vai te indicar a dosagem e tipo correto para o seu objetivo! 

Assinatura Desinchá

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