Qual a relação das Fake News com a nossa saúde?

“Fake News” é uma expressão que, logo logo, estará naquela lista de palavras mais ditas no mundo em 2019 ou 2020, sei lá. E provavelmente vai demorar pra cair em desuso, já que muitas pessoas descobriram, nessa prática, uma possibilidade de ganhar muito dinheiro ou favorecer interesses.  

Essa expressão significa nada além de “notícias falsas” publicadas como se fossem reais. Normalmente elas são propagadas pela internet, em posts do Facebook e Twitter ou correntes do Whatsapp, por exemplo. E tudo com um grande poder viral (ou seja: espalham rápido). 

Mas as Fake News não são apenas um problema social. Também são um grave problema de saúde pública.  

Qual a relação das Fake News com a nossa saúde?

Fake News e os movimentos antivacinação 

Nos últimos anos, o número de pessoas que são contra vacinas, por acharem que elas fazem mal, cresceu muito. Alguns membros desse movimento propagam notícias falsas que dizem sobre como vacinar a população faz mal. As histórias vão desde manipulação do estado até envenenamento. Devido ao crescimento de casos de sarampo no Brasil em 2018, o Ministério da Saúde teve que promover campanhas de vacinação. 

O que sabemos é que esse tipo de atitude pode ser prejudicial não só para o ser humano que não toma a vacina, mas também para todos ao redor. Ou seja: temos aqui um problema claro de saúde pública.  

 

Fake News e a xenofobia  

Essas publicações falsas, tão comuns em nossa rotina nos últimos 4 anos, inflamou diversos discursos de ódio que estavam guardados por um longo período. Por exemplo: uma informação de que cidadãos em Roraima não estavam sendo socorridos, pois a prioridade era dos venezuelanos refugiados. Nem preciso dizer que a informação era falsa, mas que as pessoas da região ficaram revoltadas, né? Após isso, paus, pedras e bombas foram usados pela população local para atacar os acampamentos venezuelanos.   

 

Como combater as mentiras que não paramos de acreditar?  

Esse deve ser um grande desafio para a próxima década. Sobram mecanismos para propagar esse tipo de conteúdo e faltam mecanismos para encontrar as pessoas que cometem esses crimes.  

Para você, caro amigo que usa a rede mundial de computadores buscando informação em tempo real, é importantíssimo aprender a não cair e, consequentemente, não compartilhar essas ciladas.  

Existem alguns métodos simples, como checar a informação em outras fontes. Até porque, normalmente, essas Fake News estão em sites bem duvidosos.  

Mas também existem algumas agências especializadas em checar o conteúdo das notícias suspeitas divulgadas na internet. Meu favorito, particularmente, é o E-Farsas, página que combate Fake News desde 2002, muito antes das Fake News existirem. A Agência Lupa e o Boatos.org também são fontes de pesquisa sobre conteúdos muito confiáveis.  

Mas o mais importante é a nossa consciência. Saber que esse método pode prejudicar a vida de muitos, como já vem fazendo. Linchamentos, doenças por falta de vacinas, reputações, ameaças: essas são algumas das principais consequências de notícias mentirosas.  

Estar com a consciência limpa também é um hábito muito saudável.  

Assinatura Desinchá

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