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Transição capilar: 7 cuidados com o cabelo

Prepare sua autoestima para conhecer os impactos da transição capilar. Em homenagem ao dia da mulher, comemorado nesse domingo, trouxemos a história de 4 mulheres que passaram pelo processo e vão inspirar você com uma aula de superação, autoestima e autoconhecimento. 

Transição capilar: antes e Depois [+7 cuidados com o cabelo]

O que é transição capilar? 

É o processo de abandonar a química do cabelo, mais precisamente os tratamentos transformadores como a progressiva e o relaxamento. O objetivo é assumir o cabelo natural. Seja ele crespo ou cacheado.  

 

Primeiramente: por que alisar? 

Cada pessoa tem a sua história, mas vamos começar por uma questão que é a intersecção em todas: a pressão social. Vamos combinar que a presença de pessoas com cabelos cacheados e crespos na mídia é bem menor que pessoas de cabelo liso.  

Querendo ou não, o que a gente mais vê por aí, seja no nosso grupo de amigos, na TV ou no Instagram, é o que a gente normaliza como bonito, perfeito e ideal. E mesmo se a gente aceita outros cabelos “fora do ideal”, alguém da família, algum amigo, ou até um desconhecido pode ser inconveniente a ponto de cobrar alguma mudança no corpo que não lhe pertence.  

Felizmente, podemos contar com algumas famosas por aí para promover a diversidade de fios na TV e na internet e inspirar a transição.  

 

Sheron Menezes

Sheron Menezes antes e depois da transição capilar

 

Solange Knowles fez o big chop – Grande Corte – e começou do zero para se livrar da química

Solange Knowles antes e depois da transição capilar

Taís Perfeita Nunca Errou Araújo

Taís Araújo antes e depois da transição capilar

Além da pressão social, o cabelo cacheado pode dar mais trabalho e o cabelo liso entra como oportunidade de mais tempo e autonomia em uma rotina agitada. Qual o cabelo certo, afinal? Você que sabe. 

 

Conheça as histórias de quem já passou pela transição capilar

 

“Eu era a única negra da série toda, não queria ser ainda mais diferente” 

A paulistana Bia Simões contou sua história para gente. Ela começou a fazer progressiva na oitava série, depois de anos já refém da escova normal.  O motivo: ela ia para Porto Seguro e não queria que seu cabelo cacheasse por lá porque ela achava feio.  

Já na faculdade, ela usou o cabelo natural alguma vezes, mas, por causa dos anos de progressiva, ele ficava ondulado, sem forma.  Foi apenas em 2016 que a Bia resolveu libertar seus cabelos da química. 

O que parecia ser uma decisão lindíssima e empoderadora, foi o começo de um processo muito difícil.  

“Foram 7 ou 8 meses de coque, o frizz me matava” 

Bia descobriu que não bastava só deixar o cabelo crescer, que tinha que cuidar. Usar cremes que fossem para o seu cabelo natural e abandonar  cremes para cabelo liso. 

“Eu comecei a ir em um salão que minha prima que fez a transição indicou. Fiz um intensivão, fazia banhos de creme e tudo que eles indicavam. Se eu tivesse começado a ver YouTubers antes, não precisaria ter ficado quase um ano de cabelo preso. Sem contar que o cabelo com muita química fica muito frágil e finíssimo.”  

E é aqui que entra o autoconhecimento. A Bia começou a progressiva desde muito jovem e nem conhecia seu cabelo. Ao longo do processo, ela o descobriu do zero, testava diversos produtos, usava tudo que tinha na cozinha a seu favor e testava o que funcionava ou não. “Algumas blogueiras diziam que óleo de coco é ótimo, mas não funciona pra mim. Já amido de milho funciona super!” 

Ela reparou que com o cabelo liso, ~ muito mais boys ~ chegavam nela e isso atrapalhou o processo de aceitação durante a transição, principalmente porque o cabelo “não se comporta” nem como liso, nem como cacheado.  

Bia confessa: “eu não vejo o cabelo alisado como mais fácil de cuidar do que o cacheado, porque meu cabelo não era liso natural, então eu tinha preocupação com frizz, oleosidade, raiz crescendo e tantas outras coisas”. 

“Minha autoestima aumentou muito” 

Na época, a Bia entendeu como era seu cabelo e que não precisava escondê-lo embaixo da progressiva. “Depois que comecei a ficar confiante com ele solto, minha autoestima aumentou muito. Tirando uma parte da minha família que faz de tudo pra ter cabelo liso, todas as outras pessoas me ajudaram muito”.  

 


 

“Não vai pentear o cabelo não? “ 

Foi o que a mineira Juliana Mori ouviu em uma viagem ao RJ no período da sua transição capilar. Que autoestima aguenta isso? Provavelmente e infelizmente, todo o mundo que faz o processo deve ouvir algo parecido. 

“Eu comecei a alisar meu cabelo com 14 anos porque minha avó era obcecada com cabelo liso, e ela que me levou ao salão, eu nem tinha opinião sobre isso na época”.

Agora, depois de adulta, Juliana nota que é maior a dificuldade de aceitação com cabelo cacheado.  

Quando o movimento de assumir os cachos começou a aparecer, ela mesma resolveu sair da química depois de 10 anos de alisamento. Por economia de dinheiro e para ser ela mesma por completo.  

Durante a transição, Juliana conta que fazia escova e chapinha porque se incomodava com o cabelo de mil texturas. “A primeira vez que eu saí com meu cabelo natural não foi muito confortável, mas depois que cortei a primeira vez um corte específico para cabelo cacheado, eu vi que ficava realmente bonito e comecei a gostar”. Bem-vinda de volta, autoestima! 

 


 

“Primeiro foi pela praticidade, não empoderamento.” 

A soteropolitana Taynnan Almeida conta que estava cansada de alisar o cabelo porque ele estava muito fino. 

“Aí eu, sem informação sobre nada, vi uma amiga que só vivia com cabelo preso, de cabelo solto e cacheado. Perguntei a ela o que ela fez e ela me contou sobre a transição capilar”.

No fim de 2015, o cabeleireiro da Taynnan havia sugerido a transição, mas ela não quis. Depois de um tempo ela só parou de usar produtos, mas continuou alisando o cabelo com escova, o que, segundo ela, atrasa a transição.  

“Virou um processo de conhecer minhas origens” 

Foi durante o processo que Taynnan começou a se conhecer melhor. Ela conta que foi muito duro psicologicamente porque o cabelo fica difícil de lidar, por mais texturização que se faça. Hoje em dia ela acredita que a transição seja mais simples porque há mais tipos de produtos e opções mais acessíveis. “Hoje em dia, depois de 3 anos, meu cabelo é natural.”.

 


 

“Eu queria me livrar da imposição social” 

A história da Carol Moscovitch de Belo Horizonte já é um pouco diferente. Ela cresceu ouvindo que o cabelo liso é ~superior~ e quando pode alisar, alisou! Foi muito tempo depois que ela começou a tomar consciência de que o liso era uma imposição social.   

“Na época, já tava rolando o movimento de aceitação, especificamente o dos cachos. Aí eu resolvi fazer a transição”. Ela conta que a sua transição foi tranquila, que a progressiva foi saindo naturalmente sem deixá-la refém de escova ou grandes cuidados. 

Depois de um ano e meio, o cabelo da Carol estava completamente cacheado e assim ela o usou por uns 3 anos. “Eu aprendi muita coisa sobre cachos em geral, começou a aparecer muito produto com preço bom e isso ajudou muito, mas eu não me acostumei”.  

Depois de todo esse tempo, Carol viveu uma experiência que é pesadelo de muitas mulheres: o corte de cabelo errado. “A moça cortou muito e deixou meu cabelo todo torto. Juntou isso ao fato de que me dar muito trabalho e pronto. Eu resolvi alisar novamente”.    

“O importante é se sentir confortável” 

Carol desabafa que se sentiu muito mal, como se estivesse ~ traindo o movimento ~. Levou um tempo para que ela entendesse que não é representante de causa e que o mais importante é se sentir bem.  

 


 

E o recado é esse. Hoje em dia é possível ter o cabelo que quiser e o jeito certo é o que mantém a autoestima lá em cima. O importante é entender que qualquer mudança tenha como único e exclusivo motivo uma vontade genuína sua.   

 

Hair Afro GIF

 

Você tomou a decisão de voltar aos cabelos naturais? Parabéns! Vai ser uma jornada cheia de desafios, autoconhecimento, mas uma coisa a gente garante: vai valer muito a pena.  

A transição capilar é um processo que pode demorar de 1 mês a 3 anos e tem diversas maneiras de ser feita. Quer saber o jeito certo? Não tem regra. Cada cabelo e cada pessoa precisam de uma experiência e combinação de produtos diferentes. 

É importante você saber que os cabelos que passam pela transição capilar apresentam diversas texturas e isso pode abalar um pouco a autoestima. Por isso, a gente separou uma série de dicas que vai com certeza facilitar o seu processo. 

 

7 cuidados durante a transição capilar 

 

01 ESTUDE SEU CABELO 

Nem sempre o que uma blogueira indicou vai ser bom para o seu cabelo. Existem tipos de cabelos crespos e tipos de cabelos cacheados. Você pode pedir para uma cabeleireira ajudar você durante essa etapa, mas também pode fazer testes e ir aprendendo como os fios reagem. O seu cabelo é único e, depois de tanta química, não se pode prever como ele vai reagir. O jeito é mesmo ter paciência e estudar. 

Tipos de cabelo

 

02 NÃO FIQUE REFÉM DO COQUE 

Durante a transição, é comum que parte do seu cabelo fique lisa e outra crespa ou cacheada. Você pode ficar de coque por meses até a transição estar completa, ou pode aprender a fazer penteados e texturizar a parte lisa para ganhar certa uniformidade saudável para os fios.  

 

A Ana Lídia Lopes fez um vídeo com algumas dicas de penteados:

 

E a Fernanda Chaves traz algumas opções de texturização bem fáceis para manter o cabelo uniforme: 

 

3 HIDRATE OS FIOS 

Com progressiva ou sem, a regra não muda: um cabelo bonito é um cabelo hidratado. Durante a transição não seria diferente. A hidratação vem para controlar o volume dos fios e mantê-los cheios de brilho. O portal Beleza Extraordinária traz a informação técnica: o cabelo com alisamento não absorve nutrientes como deveria pela fibra ser selada; enquanto o cabelo cacheado tem dificuldade de entregar a oleosidade natural do couro cabeludo para o comprimento dos fios. É por isso que a hidratação é essencial.  

 

4 CORTE O CABELO 

Os cortes reparadores são ótimos, pois ajudam o cabelo a crescer melhor e dão uma renovada no visual.  Sem contar que realçam o processo e ajudam na adaptação ao novo cabelo.  

Quer ousar? Vem de Big Chop, ou Grande Corte. Essa técnica é basicamente cortar todo o cabelo, deixando apenas a parte natural que cresceu desde o último alisamento. O Big Chop também pode ser raspar na máquina e começar do zero MESMO. Com o movimento de aceitação do cabelo crespo e cacheado, a máquina zero também ganha espaço para as amantes de cabelos curtos e carecas =) 

 

5 MANTENHA SEU CABELO LONGE DA CHAPA QUENTE 

O uso de chapinha, secador e babyliss pode atrapalhar o processo de transição capilar. Isso acontece porque a alta temperatura provoca ressecamento dos fios e isso é tudo que não queremos durante esse período. 

E uma dica para você que esqueceu como é ter cabelos cacheados: o calor faz com que os cachos percam a forma e não fiquem lindos e maravilhosos quando estiverem prontos para serem usados ~ ao natural ~.  Se precisar de secador por algum motivo, use um protetor térmico para amenizar os efeitos.  

 

6 DESEMBARACE OS FIOS 

Você sabia que a linha que divide o cabelo natural do cabelo com química é extremamente frágil? A gente quer esse cabelo inteiro! Por isso, durante a transição capilar, tenha em mãos pente dos dentes grossos e penteie os fios de cabelo molhado.  Comece desembaraçando de baixo para cima, devagarzinho, para não quebrar os fios.

 

7 EXPLORE OUTRAS HISTÓRIAS 

Converse com quem já fez a transição e aprenda com os aprendizados alheios. Além das 4 pessoas que passaram pelo processo que falamos aqui, você certamente tem pessoas ao seu redor que conhecem-alguém-que-conhecem-alguém. Invista nessa troca, se fortaleça e informação e encontre ainda mais autoestima para continuar.

 

 

Fonte:  

Beleza Extraordinário | Big Chop
Natura | Transição Capilar
Tô de Cacho
Alt Girls | Fotos Sharon e Solange 
Caras Uol | Tais Araujo

Depoimentos de Carolina Moscovitch, Taynnan Almeida, Beatriz Simões e Juliana Mori.

 

 

Por: Laíza Negrão

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