Treino funcional x musculação: a hora da verdade

Hoje é dia de historinha, queridos leitores.  

Quantas pessoas vocês conhecem que morrem de preguiça de academia? Eu apostaria que um monte. Ou que, no mínimo, fazem daquele jeito: vai uma ou duas vezes por semana, reclama de ir, até que quando se dá conta está há 6 meses pagando sem nem ter PISADO lá nos últimos 5.  

Bom, esse sou eu. Pelo menos era, até o fim da faculdade. Já depois de formado você vê seu corpo sendo modificado pela ação da responsabilidade + falta de tempo.  

Funciona mais ou menos assim: você resolve fuçar alguma foto antiga de alguma rede social sua e se dá conta, de repente, que estava magro ali. Ou pelo menos mais magro do que agora. É um processo de aceitação difícil, eu sei. Mas é necessário para o processo completo de amadurecimento.  

Aí, o que antes era uma busca por um corpo sarado no presente, vira uma busca por não engordar no futuro. Sua motivação para fazer academia se torna o quanto você tem ganhado de peso e o quanto isso precisa parar, dando assim uma segunda, ou terceira, ou quarta, ou décima chance para aqueles aparelhos complexos e monótonos que tanto te torturam.  

Mas o fato do seu corpo já não processar mais o que você come com tanta facilidade não muda o fato de que você acha academia chato. E então a autossabotagem vira tendência novamente. Mais meses de dinheiro jogado fora.  

E com pessoas como eu não cola muito esse papo motivacional de “foco, força e fé” ou “no pain, no gain”. As vezes a pessoa só não gosta e tá tudo bem. Mas isso não muda o fato de que o problema continua.  

Treino funcional x musculação

Bom, agora vamos passar o tempo até o atual ano de 2019. Aqui na Desinchá temos uma parceria com a rede de academias Bio Ritmo, o que nos deu a possibilidade de frequentarmos as belas instalações desse bem-sucedido espaço para exercícios físicos. E após a primeira semana de musculação, já na iminência de mais uma derrota para o marasmo da repetição de movimentos, descobri que lá existem aulas chamadas “funcionais”. E uma delas ainda leva o sugestivo nome de “BURN”. 

Bom, disseram que essa modalidade era curta e dinâmica. Ponto positivo pra ela. Então marquei horário na aula e fui.  

Você faz a aula em uma sala com alguns aparelhos que simulam um remo, algumas bicicletas e, no meio do espaço, alguns pesos. Aquecemos rapidamente e uma TV na nossa frente fazia uma contagem regressiva de 15 segundos para começarmos os exercícios.  

A partir daí, deve ter sido a meia hora mais intensa da minha vida. Veja bem: eu não fazia exercícios aeróbicos no meu dia a dia. No máximo jogava futebol 1 vez por semana. A dinâmica, ali, era fazer o exercício por um determinado tempo e depois, com uma pausa de 15 segundos, trocar para o próximo exercício. Tudo isso em intensidade alta, com um professor gritando palavras de incentivo. E no começo é um pouco confuso: os exercícios que você precisa fazer (tirando o remo e a bike, que são sempre os mesmos movimentos) são mostrados na TV na sua frente e você precisa aprender rápido para não ficar pra trás.  

Obviamente, ao final do treino, eu estava morto. Sentia falta de ar e minha pressão até caiu. Talvez por não ter regulado meu esforço durante o tempo e ido com intensidade máxima o tempo todo (pelo menos foi o que disse minha amiga que foi comigo). Mas também me disseram que com o tempo ia melhorar. Ok, acreditei. 

Depois de um período fazendo o BURN duas vezes por semana, o que antes parecia uma tortura medieval se transformou em algo prazeroso. O dinamismo do treino realmente não te deixa entediado, e os diferentes exercícios (inclusive eles mudam semanalmente) são um desafio que você quer vencer. Você acaba sentindo que aquilo realmente está fazendo diferença para o seu corpo.  

Essa empolgação pelos resultados alcançados também me deu um incentivo extra para fazer musculação. Já que estava fazendo 2 vezes por semana o treino funcional, ir apenas 3 vezes por semana para a musculação não parecia tão chato quanto ir todos os dias.  

Mas, afinal, o que faz o treino funcional? É melhor que musculação? 

Os exercícios funcionais trabalham todas as regiões do corpo de uma maneira integrada, enquanto a musculação é ótima para a chamada hipertrofia muscular (aumento do músculo).  

O treinamento funcional se baseia nos nossos movimentos naturais, como pular, correr, puxar, agachar, girar e empurrar. Quem pratica essa modalidade costuma ganhar força, equilíbrio, flexibilidade, condicionamento, resistência e agilidade. Ele tira a pessoa dos movimentos mecânicos e eixos definidos ou isolados, como acontece na musculação. E esse aspecto criou uma alternativa para quem estava cansado dos exercícios mais tradicionais na academia. 

Esse método também ajuda a prevenir lesões, gera melhorias cardiovasculares, a redução do percentual de gordura, emagrecimento e definição muscular. E, cara, em só meia horinha de treino! Talvez eu tenha me encontrado.  

Agora, caro amigo leitor, você pode estar se perguntando: “então a musculação vai sumir?”  

Ora, não. Se o seu objetivo é o ganho de massa muscular e estético, a musculação continua sendo o meio mais eficiente. Afinal, esse não é o objetivo central do treino funcional. A musculação trabalha os grupos musculares isoladamente, coisa que o funcional não faz.  

Existe uma discussão, inclusive, sobre o ganho de músculos no treinamento funcional: alguns profissionais dizem que sim, ela gera um ganho equilibrado de músculos. Outros dizem que você não vai gerar volume aos músculos, mas definição e força. Veja aqui um resumo sobre os dois tipos de exercícios: 

Musculaçao x treino funcional

Ou seja: pode ser que após tantos fracassos, eu finalmente possa ter acertado. Afinal, estou fazendo os dois. Vamos acompanhar.  

Caso você seja como eu e ache que a musculação não é a coisa mais animadora do mundo, recomendo dar uma chance para o treino funcional.  

Para finalizar, aqui vão algumas indicações aqui de quem passou um perrengue achando que ia chegar se dando bem no funcional: se você for sedentário, pega leve. Tente começar com exercícios mais simples antes de se meter em um treino puxado como o funcional. E para quem está iniciando, não precisa entrar na pilha do professor e fazer as coisas com afobação. Aprenda os exercícios com calma e vá no seu ritmo. Exercícios feitos de maneira errada causam lesões.  

E se você prefere se exercitar no conforto da sua casa, o curso Beat Burn da Desinchá Academy pode te ajudar nesse desafio.

Treino de alta intensidade para você que quer queimar gordura como nunca (e de bônus ainda melhorar seu condicionamento físico, ganhar mais mobilidade, resistência e expandir os limites do seu corpo). Topa o desafio?

Beat burn

 

E como hábitos saudáveis nunca são demais, um Desinchá antes do treino também pode. 😉  

Voltamos a qualquer momento com novas informações.  

Assinatura Desinchá

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