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Você realmente precisa contar calorias?

Contar calorias já foi moda, virou uma prática ultrapassada e, de repente, volta à tona com a popularização de dietas mais flexíveis. Essas dietas são baseadas em certo valor energético e quantidade preestabelecida de macronutrientes. Mas será mesmo que você precisa contar calorias? 

calorias


Contar calorias pode até ser eficaz… 

Um estudo publicado no periódico acadêmico Obesity, feito com 140 pessoas, concluiu que o fato de se automonitorar pode levar ao emagrecimento. Não importa se a contagem de calorias é detalhada ou abreviada, ela é mais eficaz se feita após as refeições. 

Os pesquisadores viram que os participantes que conseguiram perder peso passavam em média 23 minutos por dia registrando as calorias em aplicativos no início da pesquisa. Mesmo reduzindo a frequência de contagem, continuaram perdendo peso. 

Porém, fizeram um alerta: ficar preso a aplicativos que contam calorias pode trazer prejuízos à saúde mental. Então, se você deseja adotar a prática, adote sem neuras. 

…mas nem toda caloria é igual 

Estranho essa frase, né? Mas ela tem bastante fundamento. Na prática, as calorias do suco de uva e do pão que você come no café da manhã não podem ser trocadas pelas iguais calorias do refrigerante e do pão light. Em outras palavras, o que importa é a qualidade da caloria e como ela é metabolizada. Mais adiante explicamos melhor. 

O cálculo original de calorias se baseia no método do químico americano Wilbur Atwader, do século 19. Ele queimava alimentos no laboratório e media a quantidade de energia que eles liberavam.  

Caloria é “a quantidade de calor suficiente para aumentar em 1 grau centígrado a quantidade de 1 mililitro de água”. Os testes de Atwater apontaram que carboidratos e proteínas fornecem 4 kcal/g, e gorduras geram 9 kcal/g. Mas nossa digestão é muito mais complexa do que “queimar comida com maçarico”.  

Sabe a recomendação de ingerir 2.000 calorias por dia? Deixe de lado. O valor muda conforme o peso de cada um de nós e de acordo com nossos hábitos de atividades físicas. Francisco Tostes, endocrinologista da clínica Nutrindo Ideais, explica que “o balanço energético vale como referência, mas hoje sabemos que mais importante do que as calorias do alimento é sua densidade nutritiva. Na prática, ingerir 100 calorias de uma fruta não é a mesma coisa que ingerir 100 calorias de biscoito recheado.” 

Mas, se para você, contar calorias ajuda a ter mais “educação” na hora de comer, ótimo. Você cai na estatística do estudo que apontamos. 

Pensar em seu metabolismo é o negócio… 

Ao invés de contar calorias, você precisa pensar no seu metabolismo. Um exemplo simples e prático para você entender. Se você e sua mãe comerem uma maçã de 70 calorias, a fruta não terá o mesmo efeito.  

Você é um(a) jovem saudável e, na teoria, tem um metabolismo mais acelerado. Então essa maçã de 70 calorias pode ter o efeito de 57 calorias. Mas para sua mãe ela pode ter 82. Cada corpo gera sua conta matemática de calorias diferente devido à microbiota intestinal. 

Agora pense em outro exemplo: 500 calorias em um prato macarrão (carboidrato) e 500 calorias em uma porção de filé (proteína). Você sabia que seu corpo precisa de 5 a 15% de energia para digerir o carboidrato (e as gorduras), mas 20 a 25% para processar a proteína? E que seu corpo pode lidar melhor com um ou outro grupo alimentar? 

Clarissa Hiwatashi-Fujiwara, do Departamento de Nutrição da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, explica que “a forma como cada alimento é absorvido e metabolizado varia de pessoa para pessoa, e isso depende de fatores tão distintos quanto massa muscular, altura e peso. Com o envelhecimento, há também a tendência de perda de massa magra e aumento de massa gorda. E existem fatores genéticos”. 

Pois é. A caloria, no final das contas, não é precisa. Um alimento com alta qualidade nutricional faz o metabolismo funcionar com rapidez. Os alimentos integrais e crus, por exemplo, tornam a mastigação e a digestão mais difíceis, demandando mais energia. Por isso, o importante é entender seu gasto metabólico basal

…e ter uma boa alimentação mais ainda 

Nos últimos anos, as calorias foram demonizadas, e ocorreu um boom de produtos light/diet. Mas o adoçante é uma coisa complexa. O refrigerante light que você tomou pode ter menos calorias do que o suco de uva integral, mas possui alta concentração de adoçantes e conservantes. 

Resultado: o metabolismo desacelera, dificultando a absorção do que é ingerido, mas em seguida vem a fome. Caos. 

Mas como nem tudo é tragédia, você pode cuidar da sua alimentação fazendo combos que ajudam na conta calórica.  

Combinar ferro e vitamina C (um feijão com suco de limão, por exemplo) é ótimo. Calma: a feijoada com a laranja em cima continua sendo bem calórica. Outra combinação boa é o cálcio e a vitamina D (gema de ovo com queijo parmesão). A combinação e a qualidade dos alimentos é o melhor a se fazer. 

E sempre que ficar na dúvida, você sempre pode escolher opções zero calorias nas bebidas, né?

Desinchá

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