Nutrição

Dieta Macrobiótica: o que é?

Potes e colheres com cereais característicos da dieta macrobiótica

Se você busca ter um estilo de vida mais saudável, já deve ter ouvido falar sobre a dieta macrobiótica. Esse movimento é muito mais do que escolher alimentos mais benéficos para o corpo, já que também envolve o equilíbrio físico e o mental.

Para que você aprenda tudo relacionado à macrobiótica e consiga ter uma rotina muito mais harmônica, o blog Desinchá desenvolveu esse artigo exclusivo. Venha saber sobre a dieta macrobiótica e como ela pode revolucionar o seu dia a dia. Boa leitura!

O que é a dieta macrobiótica?

A dieta macrobiótica foi desenvolvida pelo filósofo japonês George Ohsawa, que acreditava no poder da alimentação equilibrada, sendo essa a chave para uma vida longa e saudável. Ela não tem resultados milagrosos, principalmente porque seu objetivo é levar mais saúde para o seu corpo e mente. 

A macrobiótica adapta as tradições do oriente para o seu dia a dia, fazendo com que a comida desempenhe um papel mais importante na sua vida. A base é o consumo de cereais integrais, vegetais, leguminosas e alimentos fermentados, evitando produtos industrializados ou muito processados.

Princípios da dieta macrobiótica

Se você quer apenas uma nova forma de se alimentar, saiba que a dieta macrobiótica vai além disso. Diferente de outros tipos de restrições alimentares, a macrobiótica envolve o corpo e a mente, priorizando tanto o que está dentro, quanto o que está fora.

Os principais fundamentos da dieta macrobiótica incluem alguns pontos importantes que incluem o equilíbrio entre yin e yang e a sua autoconsciência. Dentro desse conceito, cada alimento é classificado com base nessas energias e a dieta tem como princípio encontrar um meio-termo para manter o organismo em equilíbrio com a natureza, enquanto você se alimenta.

Outro ponto importante é que a priorização de consumo é por alimentos naturais e sazonais, sendo produtos frescos, locais e minimamente processados. Essas refeições também precisam ter atenção ao preparo dos alimentos, como cozimento a vapor, ensopados e fermentação, que são melhores que as frituras e ultraprocessados.

Quais alimentos fazem parte da dieta macrobiótica?

Por ter uma filosofia forte, a macrobiótica possui algumas restrições para ser realizada com propósito e resultado.

Principais grupos alimentares

Dentre os principais grupos alimentares que fazem parte da dieta macrobiótica, estão:

  • • cereais integrais: arroz integral, quinoa, cevada, milho, trigo-sarraceno e aveia;
  • • leguminosas: feijões, lentilhas, grão-de-bico e tofu.
  • • vegetais frescos e sazonais: cenoura, abóbora, nabo, brócolis e couve;
  • • alguns alimentos fermentados: missô, shoyu natural, chucrute e tempeh;
  • • oleaginosas e sementes: amêndoas, nozes, gergelim e linhaça;
  • • frutas: devem ser consumidas em moderação, preferencialmente locais e que estejam na estação;
  • • algas marinhas: nori, kombu e wakame.

Alimentos evitados

Já na parte restritiva, seguindo o conceito da macrobiótica, o consumo de alguns alimentos deve ser reduzido ou eliminado. O principal motivo é que alguns deles são considerados excessivamente processados ou com energias desequilibradas, como:

  • • açúcar refinado e adoçantes artificiais;
  • • carnes vermelhas e embutidos;
  • • laticínios;
  • • industrializados e/ou ultraprocessados;
  • • itens que possuem conservantes e/ou corantes artificiais;
  • • bebidas alcoólicas e/ou refrigerantes.

Benefícios da dieta macrobiótica

Por ser uma dieta com um propósito específico, é possível sentir os efeitos em alguns dias. Os benefícios mais comuns são:

  • • melhora na digestão por conta dos ingredientes integrais e fermentados auxiliam na saúde intestinal;
  • • aumento da vitalidade e bem-estar, pois a alimentação mais natural ajuda a ter mais disposição;
  • • maior conexão com os alimentos, já que saber a origem dos ingredientes traz mais consciência alimentar.

Cuidados e pontos de atenção desse tipo de dieta

Ainda que o princípio da dieta macrobiótica seja a saúde, ela também tem suas restrições. Por recomendar a eliminação ou redução de determinados alimentos, é possível que o corpo tenha alguma deficiência nutricional dentro desse processo.

Outro ponto que exige a sua atenção é que, assim como qualquer dieta, a macrobiótica também tem seus riscos. Um deles é o consumo em excesso de carboidrato, principalmente se você não consumir uma variedade de alimentos e a baixa ingestão de proteínas completas.

Antes de mudar toda a sua rotina alimentar, faça um acompanhamento com nutricionista, já que esse profissional conseguirá recomendar práticas para as suas necessidades e evitar possíveis problemas pela falta de proteínas, ferro, vitaminas e outros.

Dieta Macrobiótica: o que é?

Como começar a dieta macrobiótica

Se encontrou na dieta macrobiótica tudo o que precisava para melhorar sua relação com a comida e mudar sua rotina, é importante começar esse processo de forma gradual. Assim, o seu corpo e a sua mente terão tempo de se adaptar às mudanças, conforme essas recomendações:

  • • faça a substituição gradualmente dos cereais refinados por integrais;
  • • aumente o consumo de vegetais frescos e da estação;•aumente o consumo de vegetais frescos e da estação;
  • • reduza aos poucos o consumo de alimentos processados e industrializados;
  • • experimente incluir alimentos fermentados no dia a dia, nas suas refeições;
  • • busque e aprenda novas receitas para tornar as suas refeições mais variadas e saborosas.

Sugestões de refeições básicas

Como esse começo pode ser mais desafiador, algumas ideias práticas são:

  • • café da manhã: mingau de aveia com sementes e frutas da estação;
  • • almoço: arroz integral com feijão azuki, legumes cozidos e tofu grelhado;
  • • jantar: sopa de missô com vegetais e algas marinhas;
  • • lanches entre as refeições ou ao longo do dia: mix de castanhas e frutas secas ou biscoitos integrais caseiros.

Só a macrobiótica resolve para ter mais saúde?

Além da alimentação macrobiótica, existem hábitos que podem contribuir para uma saúde plena e equilibrada.

  • • Prática regular de exercícios físicos: atividades como caminhada, yoga ou musculação ajudam a manter o corpo ativo.
  • • Sono de qualidade: dormir bem é essencial para a recuperação e equilíbrio do organismo.
  • • Gestão do estresse: meditação, respiração consciente e momentos de lazer ajudam a reduzir o estresse.
  • • Hidratação adequada: beber água ao longo do dia mantém o corpo funcionando corretamente.

Vale a pena fazer a dieta macrobiótica?

Quem pode decidir se vale ou não a pena seguir a dieta macrobiótica é você, já que esse tipo de organização alimentar afeta cada um de um jeito.

Por exemplo, para pessoas que buscam uma alimentação mais natural e equilibrada, reduzindo industrializados, a dieta macrobiótica pode ser uma excelente escolha. No entanto, para pessoas com necessidades nutricionais específicas ou restrições alimentares, pode ser necessário repensar essa ação e ter o acompanhamento profissional para adaptar o plano alimentar.

Ou seja, avalie de forma detalhada para saber se a dieta macrobiótica é para você!

Quer conhecer outros tipos de dieta? O blog da Desinchá montou um artigo completo falando sobre o jejum intermitente, outra técnica que pode te ajudar a ter mais saúde!


Referências

https://aspenjournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1177/0884533610385704

https://www.tuasaude.com/como-fazer-a-dieta-macrobiotica-para-emagrecer

https://www.gruposhbrasil.com.br/vida-e-saude/dieta-macrobiotica-o-que-e-esse-estilo-de-ali

https://www.arodadaalimentacao.pt/alimentacao/alimentacao-macrobiotica

Avalie post

Continuar lendo

Mulher de lado segurando xícara transparente e tomando bebida diurética vermelha
Visão de cima de alimentos de café da manhã em superfície de madeira

Deixar comentário

Os comentários precisam ser aprovados antes da publicação.

Este site é protegido por hCaptcha e a Política de privacidade e os Termos de serviço do hCaptcha se aplicam.